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sexta-feira, abril 20, 2018

O Inferno Eterno não é Para Sempre


Certa vez, perguntei a um pastor protestante por que ele acreditava que a punição do Inferno seria eterna. Ele me respondeu prontamente: — Porque a Bíblia afirma que é.

Como espíritas, não acreditamos na existência de um Inferno eterno, onde as penas seriam para sempre. Mas isso significa que a Bíblia errou? Ou que nós não acreditamos nela? Nem uma coisa, nem outra. Allan Kardec, na questão 59 de O Livro dos Espíritos, já afirmava: "A Bíblia não é um erro; erraram os homens em interpretá-la."

No caso da ideia de Inferno ou Fogo Eterno, podemos dizer o mesmo: erraram os homens em interpretá-la. A questão central aqui é o significado da palavra traduzida como "eterno" ou "eternamente".

A Bíblia, em sua origem, foi escrita em hebraico, com o Novo Testamento sendo registrado em grego. No entanto, os acontecimentos descritos ocorreram na Palestina, onde a língua predominante era o hebraico ou o aramaico. Assim, o Novo Testamento em grego é, na verdade, uma tradução dos eventos vividos.

A palavra hebraica frequentemente traduzida como "eterno" ou "eternamente" é "olam". No hebraico antigo, "olam" nem sempre correspondia ao conceito de "para sempre" que usamos hoje. Tanto na época de Jesus quanto nos tempos do Antigo Testamento, "olam" podia indicar algo eterno, mas também podia se referir a um período longo e definido, dependendo do contexto.

Fatores que influenciam o significado de "olam":

  1. Contexto bíblico: quando associado a Deus, Suas promessas ou quando Ele é o sujeito ou a causa, o termo "olam" tende a transmitir a ideia de eternidade, destacando Sua natureza divina. Um exemplo disso é a expressão "o Deus eterno" (Elohei Olam), na qual o termo reflete a essência infinita de Deus.
  2. Eventos humanos ou históricos: em casos ligados a pactos, leis ou períodos históricos, "olam" poderia significar um longo intervalo, mas não eterno. Um pacto "para sempre" poderia durar enquanto as condições fossem cumpridas.
  3. Uso poético: nos textos poéticos, como os Salmos, "olam" muitas vezes tem um caráter figurativo, indicando algo grandioso ou duradouro, mas não literalmente eterno.
  4. Influência das traduções e tradições: ao longo do tempo, a tradição judaica e as traduções como a Septuaginta, e outras influências culturais moldaram o entendimento de "olam" na direção de eternidade, especialmente no pensamento ocidental.

Com isso, podemos concluir que apenas Deus, por Sua natureza divina, por Sua eternidade, tem o poder de criar algo verdadeiramente eterno. O Inferno, por não ser uma criação divina, não pode ser eterno. (Grifei)

No Salmo 23:6, por exemplo, encontramos: "Habitarei na casa do Senhor por longos dias." Embora algumas traduções indiquem "para sempre", o contexto original sugere um longo período, mas não eterno. Essa diferença demonstra a influência dos tradutores ao interpretarem o texto bíblico.

Outro exemplo relevante pode ser visto em Isaías 32:14-15:

"14 Porque o palácio será abandonado, a cidade populosa ficará deserta; e o outeiro e a torre da guarda servirão de cavernas para sempre, para alegria dos asnos monteses, e para pasto dos rebanhos;15 até que se derrame sobre nós o espírito lá do alto, e o deserto se torne em campo fértil, e o campo fértil seja reputado por um bosque."

Neste trecho, a expressão "para sempre" é condicionada pelo evento descrito como "até que". Isso demonstra que, no hebraico antigo, ou na mentalidade hebraica, "para sempre" poderia ser compreendido como um período limitado, em vez de algo eterno.

Até mesmo no Novo Testamento, escrito em grego, vemos essa relatividade.

Em Filemom 1:15, Paulo escreve: "Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre."

Aqui, "para sempre" não significa eternidade, mas enquanto durasse a vida de Onésimo.

Dessa forma, concluímos que o "fogo eterno" mencionado por Jesus não indica um tormento sem fim, mas sim uma punição prolongada. Se o Inferno fosse eterno, o atributo do Amor Divino estaria comprometido, o que é inconcebível.

Além disso, Jesus foi claro: "Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada." (Mateus 15:13)

Se o mal não foi criado por Deus, ele será extirpado, e sem o mal, o Inferno não terá razão de existir eternamente.

segunda-feira, agosto 28, 2017

O Inferno Não é Eterno



A ideia de um inferno eterno e da eternidade dos sofrimentos como pena futura é o maior engano que o demônio, isto é, as entidades das trevas, semeou no coração dos religiosos de um modo geral.
Esta ideia é inconcebível naquele que tem Deus como Criador de todas as coisas, pois ela limita a Misericórdia Divina e exclui o Amor Absoluto como atributo de Deus.
Acreditar num inferno eterno é acreditar na eternidade do mal, pois se o primeiro for eterno , o segundo será do mesmo modo, e isto sim é que é contradizer a Bíblia, pois nela Jesus afirma:

“Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.” (Mt, 15: 13)

O mal não é de origem divina, portanto, é planta que será arrancada. Não sendo criação de Deus não existirá eternamente.
Deste modo, como que o inferno será eterno se o mal não for também eterno?

De outro modo podemos ainda comprovar a mesma ideia.
Como dissemos o mal não é criação de Deus, penso que não há dúvida quanto a isto. O homem é o autor do mal. Se ele, o mal, for eterno, podemos dizer que o homem tem o mesmo poder de Deus, ou seja o de criar algo eterno. Pois se o Bem, criação Divina é eterno e o mal criação humana também é podemos dizer que os dois tem o mesmo poder, mesmo que em direção contrária, isto é um absurdo e totalmente fora de propósito.
Penso não caber mais discussão sobre o tema.

Ainda bem que a misericórdia de Deus é infinita, ou melhor, maior do que o infinito. Pois, se não, o mal eterno seria a pena para aquele que ensinar esta teoria aos pequeninos desviando-os do verdadeiro entendimento dos Atributos de Deus.

Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e que fosse lançado no mar.  (Mc. 9: 42)

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Resposta a um Protestante a Respeito da Reencarnação


Querido irmão, Paz em Cristo,
Você me questiona sobre a teoria da reencarnação, dizendo que ela não tem fundamentação bíblica, e que se esta palavra não está na Bíblia, que é o Livro dos livros, é porque ela não é uma realidade.
Antes de propriamente te responder gostaria de esclarecer que a palavra reencarnação é um neologismo, e que eu saiba criado no século XIX de nossa era, portanto, sendo o último livro da Bíblia escrito nos fins do sec. I, não há mesmo a possibilidade de sua presença na Bíblia.
Entretanto é preciso considerar que a ideia da reencarnação é mais antiga do que a Bíblia. No grego existe uma palavra, paliggenesia, que expressa o mesmo conceito, o de nascer de novo; e paliggenesia tem na Bíblia, cf. Mateus, 19: 28, Tito, 3: 5. Porém, os tradutores tradicionais deram a ela o sentido de regeneração, o que é apenas um dos objetivos da reencarnação.
Todavia, para te responder sobre esta questão eu vou usar de um argumento que não é original, vou me inspirar em um pastor protestante, que é lógico, não defende a reencarnação, mas me deu argumentos para te responder.
Eu o questionei sobre a questão da “trindade”. Disse a ele que vocês dizem que não tendo a palavra reencarnação na Bíblia, é porque ela não é uma realidade. Entretanto, a palavra “trindade” também não existe no Texto Sagrado, e mesmo assim, é defendida por todos cristãos ligados ao protestantismo. E daí, é preciso ou não estar na Bíblia para ser verdade?
Ele me respondeu dizendo que na realidade a palavra “trindade” não se encontra na Bíblia, porém o ensinamento dela sim.
É engraçado este argumento, quando interessa se tira da letra o espírito, quando não, não tira e interpreta-se a “Palavra” em sua literalidade.
Portanto, me acho no mesmo direito, e te digo:
“A palavra reencarnação não está na Bíblia, porém o seu ensinamento está, Ok?”
E digo mais, se o ensinamento da reencarnação não existisse na Bíblia, ela teria que ser reescrita, pois estaria incompleta.
Sei você acha um absurdo eu dizer isso, mas é uma realidade. Vejamos por que.
Todas as religiões concordam que Deus é amor, que Ele é Perfeição e Bondade em grau Supremo. Acho que nenhum de nós tem dúvida quanto a isso. Porém te digo, só o Espiritismo prova isso através da Lei da reencarnação.
Caro amigo, você acha justo que uma criança nasça com deficiência física, faltando às vezes um braço ou uma perna, ou cega, ou deficiente mental enquanto tantas outras nasçam perfeitas, saudáveis e felizes?
Ou ainda, que uma nasça filha de um traficante, e que viva no meio do crime, enquanto outra filha de um pastor evangélico. Qual das duas vai ter maior facilidade de ter uma vida moral ajustada ao bem e ser praticante do Evangelho? Eu sei que a filha do criminoso também pode se revelar uma ótima pessoa cristã, porém, será que as oportunidades das duas são iguais?
Digo ainda, se uma criança nasce, e morre dias depois, ela vai para o inferno ou para o céu? Será justo ela ir para o inferno? Creio que não e não precisa nem explicar o porquê. Todavia, será justo ela ir para o céu, e nós para chegarmos lá termos que sofrer tanto como sofremos?
Querido, só a Lei da reencarnação soluciona estes problemas, não há outra solução melhor para esta equação, pelo menos que eu saiba.
Não quero me estender muito nesta resposta, senão você não vai nem lê-la, e aí perde-se o objetivo deste texto, mas preciso dar pelo menos mais dois argumentos.
Não pode um castigo ser maior do que a culpa, nem um efeito ilimitado ser gerado por uma causa limitada. Trocando em miúdos, não pode uma vida limitada em anos, seja ela de 60, 70, 80, ou 90 anos, gerar uma felicidade ou tristeza pela eternidade, isto não tem a mínima lógica, é só pensar um pouco.
Outro ponto em que concordamos, é que Deus é Onisciente, ou seja, que Ele sabe tudo, do que aconteceu, do que acontece, e do que ainda vai acontecer. Daí podemos deduzir, se Deus sabe tudo, quando ele cria um espírito, uma alma, ou um homem, como queira, Ele já sabe no mesmo instante se este filho seu irá se salvar ou não. Portanto, seria um ato de amor de sua parte criar um homem sabendo com certeza que ele iria para o inferno eterno? Você pode argumentar que Deus dá o livre arbítrio, que se o homem não se salvou é culpa dele, e não de Deus. Concordo também com isso, porém o caso aqui é outro; Deus mesmo dando a liberdade e a oportunidade de todos se salvarem Ele sabe com certeza se cada um de nós vai ou não se salvar. Se não for assim, Ele não é Deus que sabe tudo; e aí, seria humano - e veja que Deus não é humano é muito mais que isso - criar um filho já sabendo de sua perda?
Talvez você esteja pensando em me dar aquele famoso xeque-mate contido em Hebreus, 9: 27:
E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,
Fique sabendo você que este texto não é mais nenhum xeque-mate, é apenas um xeque, e muito fácil de ser defendido.
Eu mesmo já escrevi várias vezes comentários sobre este versículo, um deles está no blog Espiritismo e Evangelho. Porém aqui para não nos estendermos muito vou dizer apenas que a Bíblia está correta. O homem morre apenas uma vez, pois quem reencarna é o espírito do homem. Vou explicar melhor.
O Espiritismo explica que o homem é um Ser trino, isto é composto de Espírito, corpo espiritual1, e corpo material.
Quando desencarnamos, ou morremos como dizem vocês, o corpo material é que morre, o espírito vai para o mundo espiritual com seu corpo espiritual. Quando reencarna este espírito toma outro corpo material, formando assim outro homem. Portanto, cada homem morre uma só vez mesmo. Analise o contexto da Carta aos Hebreus, nela o autor não está preocupado com este tema, o dos ciclos palingenésicos, o que ele quer mostrar é a grandeza do Sacerdócio de Cristo, e o que ele faz com este versículo é apenas uma metáfora para explicar sobre a salvação.
Bom, mas eu não posso terminar esta resposta sem mostrar onde é que na Bíblia contem o ensino da reencarnação.
Existe em vários livros, todavia vou te mostrar apenas dois que penso serem suficientes.
Na passagem da conversa de Jesus com Nicodemos ele fala em “nascer de novo”. Vocês têm interpretado isto como sendo o batismo e que após ele nasce uma Nova Criatura. Seria este o “nascer de novo” dito por Jesus. Confesso que isto não está errado, o versículo trata disso também, e essa parte é muito importante, não a do batismo, mas a de tornar-se uma Nova Criatura. Não estou com isso desrespeitando a ideia do batismo, todas as manifestações religiosas têm a sua importância, estou apenas priorizando a essência.
Jesus fala em “nascer da carne” em relação com “nascer da água”, e para isso ele usa a palavra gennao que quer dizer ser nascido, ser procriado, ser gerado. Portanto, é reencarnar e através da reencarnação se purificar, se transformar e nascer do espírito.
Todavia há uma passagem mais clara do que esta, é aquela em que Jesus diz que João Batista é o Elias que havia de vir.
Preste atenção neste texto:
Mateus, 17:10-13 10 E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem, então, os escribas que é mister que Elias venha primeiro? 11 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro e restaurará todas as coisas. 12 Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do Homem. 13 Então, entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista.
Ora, me desculpe, mas o versículo é claro; João Batista era Elias, e se era Elias em outro corpo, pois todos conheciam João, sua mãe, e a história de seu nascimento, é porque era Elias reencarnado. E quem disse isso não fui eu, foi Jesus, e Jesus você sabe, não mente.
Querido irmão, talvez nem assim, você se convença. Não tem problema, continue fazendo o bem e amando seu semelhante; divulgando a Bíblia este livro maravilhoso e tornando-se melhor a cada instante. Este é o objetivo da vida, e esta é a verdade que liberta. E lembre, ela, a reencarnação, não está em desacordo nem com a moral cristã e nem com a Lei de Deus; daí não ser pecado, pense nela como uma coisa possível, talvez na próxima encarnação você aceite melhor esta ideia.

Um abraço fraterno.

1 Cf. I Coríntios, 15: 40

segunda-feira, outubro 28, 2024

Estudo de Evolução com Honório Abreu - 2 – Gênesis 1: 1-10 - Segunda Parte



 
     

2 – Gênesis 1: 1-10 2ª Parte
Data da Reunião 24-6-2006
Continuação...

...isso acontece nos territórios de nossa caminhada evolutiva. Ou seja, algo desperta aqui e se manifesta ali. Moisés trabalhava com o que emergia desse núcleo. Então, chegamos aqui e pensamos:

  • Meu Deus! Eu tenho que conhecer a doutrina desde o início…

Não. Conheça na hora certa. Não fique lamentando! Lamentar representa querer ser mais do que você realmente é. Eu posso até, entre aspas, "lamentar":

  • Seria tão bom se eu conhecesse essas pessoas e pudesse passar por muitos valores sem tanto sofrimento…

Mas então, emerge. Com Jesus foi a mesma coisa. E com Kardec também. Precisamos ter muito cuidado com os equívocos, especialmente quando temos consciência deles. Por que evoluímos em grande parte pelos equívocos? Porque somos projetados na evolução pelos resultados das causas em nível de efeitos. Não existe efeito sem causa e vice-versa.

Então, há muita autoridade hoje, sabe por quê? Não é com base no que aprendi didaticamente ou pedagogicamente, incorporei e não vi. Porque eu conhecia, fiz assim mesmo e paguei caro! Não é isso? Paguei caro. E quando "pagamos", entre aspas, entramos em território de postura pessoal. Quando o sofrimento nos atinge, podemos despertar confiança, esperança, um propósito para superar o mal, ou nos encasular em complicações psicológicas que geram problemas futuros. Por isso, precisamos ter cuidado com as emissões.

A criatura jogou o outro da ponte. Muitas vezes, ele cultivou isso por mais tempo, ainda não estava sensível. Então, o que ocorre? Ele guardou nos escaninhos da alma o erro que cometeu. No decorrer de outras coisas que ocorrem naturalmente, ele começou a entrar num terreno de alterações na sua sensibilidade. Porque existe um processo de retorno da lei dos nossos equívocos! Já pensaram nisso? Porque se entra, mata e é morto! Mata e é morto! Isso aconteceu nas raízes da evolução. No grande despertar ainda. Mas não era o despertar em si! Ele está guerreando, soltando flechas, jogando pedras. Daqui a pouco, alguém o atinge, ele morre. Continua na briga do outro lado! Sabiam disso? Continua com a espada. Daqui a pouco, ele está de volta aqui. O berço vira uma verdadeira sinfonia de acontecimentos porque… Quando ele começa a despertar, aí sim! Ele será trabalhado com o retorno como instrumento didático. Não a causa. Por enquanto, estamos aprendendo com o retorno! Estão de acordo? Com os efeitos! Então, esse que jogou o outro da ponte, tinha por norma fazer isso em encarnações anteriores, um dia em que estava com a cabeça cheia de projetos, não é? Cheia de projetos! Aí a Espiritualidade diz: "não vai não". E ele:

  • Deus! Podia fazer algo para eu resolver esses problemas…

Aí começa a somar uma série de detalhes estudados pelas Autoridades Espirituais, em Deus. A evolução é uma entrega nossa, como diz Pierre Teilhard de Chardin. A evolução não é produto da evolução do homem. É determinação divina! Isso é importante guardar. Então, o que ocorre? Caiu na hora certa! Muitas vezes há um acidente, e ele diz:

  • Sabe Deus! Eu estava com a cabeça cheia de coisas, e foi embora, isso é o fim…

Há um sofrimento geral. Para os que ficam e para o que foi também. Então, o que acontece? Ele caiu! Este trauma causado pela experiência fica marcando o campo íntimo dele. Concordam? Então, ele vem, certo? Na encarnação, mas vem cheio de marcas psíquicas! Não vem? Cheio de registros, vem com muita extroversão, vem embutido sobre ele próprio, introjetado, vem com traumas, psicopatias de várias naturezas, por causa desse momento que viveu.

Então faz uma regressão. E a regressão leva ele só até o momento em que caiu da ponte! Não é? Ali para! Porque ali é um ponto de transição enorme, do que havia antes e do que veio depois. Então, você está ciente do problema, não notou que tinha medo de água?

  • Ah, eu não uso barco mais não. Tenho medo do oceano. Viagem de navio eu não faço!..

Está tudo alinhado com o diagnóstico. Quando pergunto: o trauma profundo está na queda da ponte, onde ele pagou o débito, ou no débito que contraiu lá atrás? Então, como ele vai resolver? Fazer psicoterapias seguidas para perder o medo de água? Ou amortecer as emoções desvairadas? De forma…

(P) -… na lei válido para…

(H) – Meu Deus! Se não houver uma sensibilidade íntima, como falei do lutador da tribo que vai e volta, vai e volta. É preciso que haja algo que se soma e que consiga marcá-lo. Às vezes, sabe como foi? Foi depois que ele conheceu uma companheira! Porque há uma linha de relação afetiva que ficou estabelecida. Nessa hora, onde ele estava? Estava noivo para casar! Isso fez despertar, pela linha da sensibilidade, um novo momento para a grande perspectiva futura. Ele caiu naquela situação já com um componente que marcou o que aconteceu:

  • Estou atrás dessa criatura não sei há quanto tempo…

Pode até pensar nisso!

  • Encontrei!..

E o pior é que ela vai casar com outro!..

(P) -…

(H) – Eu não digo que vou te esclarecer. Mas vamos falar sobre isso. Vou tentar te ajudar, Jaqueline. O não dizer, que ele comentou antes, mostra para nós que, na realidade, essa descoberta das condições crísticas… Então, o que queríamos lembrar, Jaqueline, é que o despertar da mentalidade crística. O que significa isso? Simão Pedro, naquela hora, compreendeu que para se projetar num processo de renovação, para entrar num processo de aprendizagem além dos fatos ocorridos dentro da linha de ação e reação, das causas e efeitos, a criatura não apenas incorpora o conhecimento, mas aplica o conhecimento. Porque a aplicação é a manifestação da palavra, não é da conceituação mental do caminho. Não sei se vocês entenderam. Eu falo de caminhos, falo de conceitos! Caminhos que percorro ou não percorro. Quando falo palavras, é verbalização. Aliás, vou comentar sobre isso na reunião hoje. Então, o que ocorre? Quando falo, estou verbalizando. Então, minha fixação para uma vida melhor está no discernimento quanto à aplicação do caminho na vida prática pela palavra. Porque a palavra é fixadora. Então, estamos aqui no grupo hoje desafiados no nosso comportamento crístico. Porque, como espíritos em evolução sistemática, o Criador cuida de nós! Como vimos nesta figura. Joga orientação para eles! Se estamos idealizando, estamos buscando, vem! Agora, não adianta ficarmos intoxicados! Normalmente, os espíritas são intoxicados de valores ao longo dos séculos! Desculpem a expressão forte dessa intoxicação. O que é? Temos material de sobra! A pessoa lê "Nosso Lar" e diz:

  • Engraçado, isso não é novidade para mim!..

Não é mesmo! Está cansado de conhecer isso. Então, estamos vivendo um momento de realização crística. Não é Jesus que está indo para Jerusalém! Nós é que estamos convocados a descer para Jericó? Não. Subir para Jerusalém. É uma subida constante. Através dos valores intrínsecos de nossa seleção de caracteres a caminho…


(P) -… e há uma saturação?

(H) – Às vezes, a saturação é uma mola muito importante. Muitas pessoas hoje estão mudando o comportamento devido à saturação. No entanto, aqueles que estão saturados ainda são acentuadamente escravos de sua maneira de ser, pois a saturação envolve condicionamentos. Há uma grande parcela que frequenta reuniões por anos e anos, mas não muda! Não é porque não gostam da proposta, mas porque não querem abandonar o barco em que vieram há muitos anos! Entenderam? Eles são saudosistas, estão saturados e querem algo novo. Para esses, uma reunião ainda é um bálsamo. Eles voam alto, participam, fazem e tal, mas quando chegam em casa, encontram resistência e ficam indispostos a ceder. Por isso Jesus disse o quê? O que aconteceu em Jerusalém! Não é sofrer? Não é ser morto? O que é ser morto? É desencarnar? Não! É ser morto nos meus conceitos! É morto nos conceitos. Ser morto em Jerusalém significa:

  • Você fala muito! Pare de falar! Ouça mais!..
  • Mas, eu fico sem falar?
  • Você é que sabe!..

Então, quando ele resolve falar menos e ouvir mais, está morrendo naquele sistema de vida de ser falador!..

(P) –… esse não morrer aí é…

(H) – Meu Deus do céu, no último versículo que estudamos do Apocalipse, o penúltimo é isso! Perde o direito à cidade. Não é isso? A cidade santa. Quer dizer, perdemos a oportunidade. Aqui diz: "se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa que estão inscritas neste livro". Então, perde o plano interativo de grupo, porque estamos em cidade, estamos ligados vibracionalmente com determinados grupos. Ninguém sai desta órbita sem entrar em outra. Antigamente, éramos expulsos daqui para entrar em outra. Agora, estamos entrando em outra para sairmos desta. Esse é o propósito da educação. Na educação, você entra para sair. Na expiação, saímos para entrar. Deu para entender? Eu fico arrumando umas formas para vocês, mas não sei se está confundindo.

(P) -… o cristão é aquele que ouviu e aprendeu…

(H) – Pode, perfeitamente. Se houver, vamos dizer, autenticidade por trás de tudo isso. Porque estamos cansados de sair, é como aconteceu com o endemoniado no evangelho: "e quando o espírito de luz tem saído do homem, anda por lugares áridos e encontra com os…, voltarei para casa de onde saí". O que ele encontrou lá? Lá tinha mais 7! Aí a situação piorou! Então, não há saída antes de entrada para uma evolução consciente!

(P) -… a oração, ela nos eleva, alcançada…

(H) – Sem dúvida alguma. Só que ela não nos mantém lá. Porque quando você entra num campo de oração, o que fez no seu psiquismo? Você não elevou tudo? A vibração não mudou? Você estava num piso vibracional aqui, com a oração passou para este piso. Mas, este piso só é garantido para nós se continuarmos naquela vibração. Não temos gás para ficarmos rezando, nesse aspecto! Rezando ave Maria ou Pai nosso. Não é? Ficar nesse estado mental por muito tempo. Aí, começamos a densificar e voltar para o nosso lugar. Então, a oração é uma bênção. E abre perspectivas para nós. E, nas vezes em que nos elevamos, somos envolvidos por vibrações mais suaves, mais objetivas, porque no fundo acabam por nos dotar de valores que serão germinados e santificados na nossa faixa cá embaixo, garantindo uma presença eficiente lá em cima. De maneira que foi muito válida a colocação.

(P) – … para que tenhamos vida … como é que conseguimos isso?

(H) – Viver na capacidade de gestação e escolha dessa vida. Então, realmente, você deve notar algo muito importante, não só você, mas todos nós aqui. Atentem para isso. Isso é da lei. Elegemos um sistema novo que a consciência endossa, por exemplo, trabalhar a doutrina espírita, aprender e tentar viver. Não é isso? É fácil? Reação de todo lado! Os mais sábios não entendem! Os mais queridos! A gente pensa: puxa! Mas, a mudança de planos representa criar uma cidadela nova! Criar uma aldeia nova! Criar uma cidade nova! Entendeu? Tem que sair do local onde estava Simão Pedro, lá quando falou! Porque aqui, em Cesaréia de Felipe, não criamos isso! Temos que projetar o novo processo. Então, é a derrubada, a desativação de reflexos superados ou superáveis, na criação de novos reflexos. Então, o que aprendemos? A evolução não se faz pela reação! A evolução se faz pela ação. Reação é resultante. Pela reação, você afere a conquista. Pela ação, você projeta e edifica a nova postura, a nova posição. Então, quando entramos num lance circunstancial e saímos bem, isso é reação. É o teste que vivenciamos.

(P) -… cada um no seu patamar …

(H) – Eu sugiro o seguinte: colocou um valor novo na intimidade da sua mente, tente aplicá-lo num plano racional. Porque um novo valor não significa que está capacitado a viver aquilo! Na sua concepção é aquela, mas você tem que pisar devagar. Uma das coisas que não há condição de paz nem para ele nem para os outros. A pessoa querer adotar um plano de santidade, de santificação, num ambiente que ainda é de acentuada conspurcação, vive em conflito! Então, temos que ter inteligência, analisar, discernir, porque senão barramos, dificultamos e, às vezes, produzimos pouco. Essa é a visão.

(P) -… no versículo 21 do capítulo 16 de Mateus, até então eu conhecia como um fato histórico. Apenas sobre Jesus. Gostaria de entender melhor como aplicar na minha própria vida esse versículo, ir a Jerusalém, padecer, os anciãos, os sacerdotes, escribas, ser morto e ressuscitar…

(H) – Sacerdotes, anciãos, etc., representam facetas da sua aprendizagem, facetas da sua intimidade. Vamos tentar voltar rapidamente lá, mas o assunto é pertinente. Diz aqui: "padecer muito dos anciãos". O que define ancião para você? Não é a parte sedimentada da sua personalidade? Conceitos milenares! Você vai sofrer a reação desses elementos!..

(P) – O Homem Velho?

(H) – Exato! É o Homem Velho. Outro ponto que você pode trazer nas suas análises. Diz aqui mais: "dos principais dos Sacerdotes". O ancião representa a carga de seus condicionamentos. O Sacerdote representa a faceta interativa sua com os campos infelizes, alimentando interesses dentro daquilo que você pensa. Porque quando você cria um sistema dentro de você, vai encontrar gente para te acompanhar, te seguir ou te ouvir. Emmanuel diz que "o ouvido que ouve, sintoniza a boca que fala". Então, não tem ancião que não tenha uma cargazinha de sacerdócio nele. Que é o plano de querer implantar nos outros, direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente. Você vai encontrar essa posição também, que é ele já autorizando. Aquilo que você veiculava, é igualzinho à pessoa que gostava de julgar, por exemplo, que o vício hoje é reclamar. Quer dizer, a linha interativa dele com a sociedade era julgar. Qualquer tipo de julgo, inclusive entre os companheiros dele:

  • Você não vai lá mais? Você não quer fazer! Por quê?

E telefona: hoje tem jogo! Não é assim? Era Sacerdote, a linha que você deixava filtrar no contexto. E você pode mais. Os Escribas são as tônicas. Há tônicas na sua forma de ser. O Escriba é aquele que repete, repete, transcreve as leis, escreve, tem experiência. Então, você pode notar, ó Braz, que nós decodificamos esses valores, como Kardec mencionou em "A Gênese", a doutrina retira o aspecto essencial do campo figurativo. Então, o que esses personagens representam? Expressões da nossa personalidade. Personagens têm pessoas que representam linhas muito diretas aos nossos comportamentos pessoais. Colocar um escriba com uma construção externa não funciona! Ancião com uma construção externa também não! Agora, se você coloca ancião, escriba e sacerdotes no campo de personificação de pessoas, encontrará facetas da sua personalidade ali.

 

Queríamos definir o seguinte: "No princípio criou Deus os céus e a terra". Então, se Deus cria, nesse princípio fora da nossa capacidade perceptiva, nós também, como cocriadores, temos expressões de ambos e criatividade. Nossa criação se dá nos céus em primeiro lugar. O que são os céus? É a parte sutil. No novo processo de aprendizagem pela revelação, o que é aprendizagem pela revelação? É a aprendizagem no novo sistema que nos projeta para a linha educacional. Então, "céus" representa o que já laboramos, como acabei de falar, porque não adianta querer colocar os céus na terra de uma vez. Tem como colocar os "céus" na terra? Primeiro os céus, depois a terra. É um ângulo que devemos guardar. Quando estudamos isso no passado, não se falou nisso. Lembro-me perfeitamente. Hoje, estou falando céus na linha mental, terra no plano operacional. Por isso, com legitimidade, a terra deve ser criada em cima de um céu bem elaborado, bem estrelado. Um céu onde o sol está clareando e a lua é um refrigério nas noites difíceis.

 

(P) –...

 

(H) – No campo objetivo das mutações, na formação dos seres aqui, todo primeiro ser que habita a terra, seja uma árvore ou um animal, tem uma característica híbrida. Ele é criado de fora para dentro, com base no ser anterior. Vamos estudar isso na hora certa. E a semente está nos céus, no plano espiritual. Por exemplo, o lobo foi transmutado com algumas alterações, para muitos assemelhados ao cão. O cão pela característica domiciliar, o lobo mais selvagem. Então, o passo seguinte na evolução do princípio que gera o lobo é o cão. Essas transmutações no campo somático do corpo são feitas na Espiritualidade. Certo? Movimentando áreas da estrutura somática em todas as áreas do globo. Aí vem para cá. Mas, se ele apresentou uma característica de cão, com o tempo ele volta a ser lobo porque a carga está condicionada. Nessa hora, a semente do cão, que "está nos céus", no espaço da terra, como diz a pergunta 44 do Livro dos Espíritos, vem e encontra piso para encarnar nessa forma elaborada de fora para dentro. A semente que estava nos céus, não é isso? Passou a encarnar nessa terra. Deu para ter uma ideia? Aí sim, seria um processo de herança, de recepção, na fauna. Isso ainda será falado na hora certa.

Então, "no princípio criou Deus os céus e a terra". Observamos que, se Deus cria a terra no seu sentido cósmico, nós criamos a nossa terra, que representa a natureza, o piso em que vamos operar. Podemos dar à terra um sentido figurado, como propõe o capítulo 12 do livro "A Gênese", sendo aquilo que vou criando para mim. A terra pode ser o lar em que estou vivendo e que ajudei a criar. Não pode? Eu fico reclamando:

  • Não há quem aguente! Aquele meu irmão lá…

Ele é reflexo das minhas necessidades. Você tem uma co-responsabilidade. Por isso, as criações são nossas. Mas sempre temos parceiros nas criações. E sem querer criar uma ideia complicada da divindade, na realidade, somamos e refletimos nos ângulos positivos da nossa personalidade o pensamento divino. Ou então um deus verdugo, cruel, punitivo, que ainda cultivamos das faixas da retaguarda.

Então, "no princípio criou Deus os céus e a terra". Agora, começa aqui: "A terra era sem forma e vazia". Vamos trabalhar mais detidamente a partir da semana que vem, enveredando para esta linha mais direta. Porque estamos ajustando nossos valores para poder retificar detalhes ou definir por que estamos trabalhando. No estudo normal da doutrina espírita, em que entramos hoje, é muito difícil entrar! E aqui abre elementos que nos jogam para cá. Então, "a terra era sem forma e vazia", porque ela está na cabeça dos cocriadores ainda, ou não está? Dei este exemplo algumas vezes. Tenho um terreno de mil metros quadrados, vazio. Na minha cabeça, tem uma construção de 4 andares ali. Não pode ter? Mentalizando, ali vai ter uma entrada, um jardim, e assim por diante. Aí chego perto do Lairto:

  • Você está enxergando alguma coisa?
  • Não! Está vazio, não tem forma nenhuma ali mesmo não!..
  • Tem!
  • Ah! Então você está enxergando pouco, hein?

Porque está na minha cabeça! Não está ainda consolidado. Então, quando fala em terra, é consolidação! Quando fala céus, é o sentido, pode até existir, mas não está abrangido ainda pela nossa capacidade perceptiva. Então, a lua era "céus"! Não era? Ela não era componente dos céus? Quando o homem pisou lá, era "céus"! Agora é um planeta ou um satélite que já temos uma expressão consolidada relativamente a isso.

(P) –… essa diferenciação de céus e terra,

(H) – Porque os céus representam o campo de fecundação, quando percebemos. Por exemplo, estamos todos no céu dos nossos valores mais sublimados do evangelho, da doutrina, que temos que implementar na vida prática. O que ocorre? Tudo isso é componente onde existem as fecundações de ordem psíquica, que vão redundar em campo operacional e aplicativo a curto, médio e longo prazo! Estamos aprendendo coisas aqui que vamos colocar em prática só daqui a 2, 3 ou 4 reencarnações… não se preocupem. Agora, tem umas que gritam aqui dentro:

  • Tem que mudar é hoje ainda! E vou começar na hora que eu assentar à mesa!..

Ao invés de olhar o prato vazio à mesa:

  • Ih! Isto aqui não está bom não. Este arroz está bom? Não tem sal aqui, e não sei o quê. Vou começar hoje!

Essas são coisas que podemos começar na hora. Não podemos? Desarmar o coração. No almoço. Agora, tem casos que vão demorar ainda. E outros que serão muito mais prolongados. Então, é preciso que tenhamos essa ótica, senão ficamos cheios de conflitos. Vai chegar um momento em que vamos, como costumamos dizer, dar uma resvalada, não é? Então, uns reclamam:

  • Ah, eu não vou mais à reunião…

Nada disso, levanta! E fala assim:

  • Vou levantar e ainda vou cair outra vez!

É o que importa! Porque não é possível que estejamos com uma série de condicionamentos e um determinado elemento chega, e vamos desativar esses condicionamentos, às vezes de muitos séculos numa ação puramente mental. Se insistirmos muito, entramos em desequilíbrio. Eu querer ser aquilo que não tenho condições de ser porque existe uma integração entre céus e terra! Céus e terra. E essa terra é o laço que prende o espírito! Você criou, administra. Não acontece isso? Não sei se vocês entenderam. Então, o céu empurra de cima para baixo. A terra influencia de baixo para cima. A começar pela própria gravitação dela! Você joga um objeto, ele cai na terra. Eu tenho aqui a terra dos meus corações, das minhas criações. Então, tenho que ter fibra, coragem, um lastro de vontade capaz de amortecer os desejos, que são automáticos.

Costumamos dizer que o desejo é uma soma de caracteres que automatizam o nosso vil. Enquanto a vontade é um instrumento assemelhado ao desejo, mas direcionado! Então, a vontade, segundo Emmanuel, é o componente que administra! Que administra. Utilizando esse conhecimento com tranquilidade e segurança, posso ter maiores êxitos.

(P) -… edificação do reino dos céus, nós poderíamos entender…

(H) – A edificação do reino dos céus já é a nossa entrada nele. Tudo que fiz aqui, especialmente nesta figura, são providências para que se veja o reino dos céus. Então, edificar o reino dos céus é formar a terra. Não sei de que… no céu sem a terra. A começar do campo mental. Esta é a proposta nova para a regeneração. Até a expiação e provas, vem no vapt-vupt. A gente vira doutor aqui, formado em N disciplinas, em N frentes, nada operado com legitimidade por nós. Resultado das pancadas levadas. Então, tem pai que é um verdadeiro professor para o filho.

  • Você não faz isso porque isso aí não é bom! Não pode fazer…

Se ele perguntar, você aprendeu onde? Entrando nessa gelada que você está querendo entrar. Quer dizer, não tem aquela autoridade didática. Aprendeu e fez? Não. Ele aprendeu e não fez! Então caiu na esparrela. Com isso, nossa autoridade não deixa de existir, mas é decorrente do esforço. Tanto que achamos que nossos filhos vão incorrer nas mesmas coisas que incorremos. E o que tem na cabeça deles não é nada daquilo que tinha na nossa época! Eles vão passar por aquelas provas tranquilos, não vão ter problemas. Não acontece isso? Temos uma história, por exemplo, que o Oswaldo contava aqui. "Lá atrás, ainda hoje, está tudo assim tão aberto, todas as portas abertas, todos os lances. E a filha estava em casa, na adolescência de 12, 13 anos, e o namorado chegou, entrou no quarto e fecharam a porta. Aí foi o drama lá fora, do pai com a mãe. O que fazemos? Arrebentaram a porta! Invadiram o recinto deles! Aí estavam um de um lado e o outro do outro! Com o fone de ouvido, ouvindo uma música suave". Quer dizer, é a precipitação do que passa na nossa cabeça!

  • Eles devem estar fazendo um futebol lá dentro daquele quarto!

Olhou para o marido:

  • Você já fez isso alguma vez?

Pois é, é preciso haver melhoras para cair numa real interior, não é isso? Quer dizer, é a nossa forma! Porque nossa conceituação é embasada, não pelo que vemos lá fora, mas pelo que vivemos cá dentro! Então, não quer dizer que não somos levados a essa situação num mundo tão complicado porque estamos vivendo uma transição, mas estou trazendo esse exemplo porque na época em que ouvíamos isso:

  • Meu Deus! Como o negócio é frágil…

Vocês podem notar. Um grande percentual de nossas conceituações, de nossas "verdades", decorrem de experiências vividas, às vezes sofridas, às vezes equivocadas, não pelo que temos aprendido. Mas devagar a gente chega lá e o tempo acabou!


Para acessar o  áudio acesse:  https://youtu.be/5xrABW6rybs?si=h7lI6O0jq0TWxP1W
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segunda-feira, setembro 16, 2024

Transcrição da Reunião Gênesis com Honório Abreu 17/05/2006 2ª parte

#Pública







 

Data da Reunião 17/05/2006

Ele começou a ter pensamentos mais agressivos do que a capacidade do menino. Será que entenderam? Mas ele se deixou levar pela emoção, pela instintividade animalizada. Chamou de covarde e outras coisas, criando uma reação vibracional difícil. Outro veio e disse que o menino aprontou. A mãe está nervosa, provavelmente porque ele fez algo errado e precisa de uma correção! Entenderam o sentido? Não muda? Então é assim. Cada carro que para no sinal, quando uma dessas crianças se aproxima, cada um tem um pensamento diferente.
  • Lá vem um assaltante, lá vem um pivete, lá vem um menino, lá vem um deserdado da sorte! Ou lá vem um desinformado! Cada um tem um conceito!
(P) – Eu pergunto, somos responsáveis pelo que sabemos e não fazemos, por que carregamos tanto…
(H) – É o direito que cada um tem, Márcio, de escolher a alimentação e manutenção da vida que acha melhor, mesmo com visões distorcidas e equivocadas. O mal surge quando o bem se instaura no campo da nossa consciência. Enquanto o bem ou uma visão ampliada não surgem, o mal não existe. Embora possa ser um componente negativo, não te cria nenhum problema. Certo? Quando você descobre que precisa ser mais calmo em sua atitude, e se precipita, paga um preço pelo mal cometido. Porque na realidade, você vai descobrindo a luz quando descobre as trevas dentro de você. À medida que evoluímos, ao ver alguém ao nosso redor, começamos a notar que o componente da aprendizagem passou das linhas de justiça íntima para o plano do amor no contexto em que vivemos. Então, continuamos nossa evolução errando e consertando, errando e consertando. Isso é inerente às nossas evoluções.
No final, à medida que você se ajusta, não vai ficar delineando para o seu semelhante ou amigo a história entristecedora dos crimes que a pessoa cometeu. Você vai tentar atendê-lo já sabendo; viu os crimes e guardou, calou. O diagnóstico dele não é porque ele está com essa dor por isso. Essa dor é consequência daquilo. E o caminho mais fácil para ele, por enquanto, é despertar o sorriso nele. O outro despertar o sorriso piora! Ele vai brigar consigo mesmo. Isso é o legítimo diagnóstico de quem conhece a intimidade da alma. Não sei se você chegou lá. Mas é por aí, Márcio. Então, se eu acabo de lidar com minhas trevas íntimas pelo autoaperfeiçoamento, caio na berlinda? Não! Você vai passar a trabalhar com o semelhante, como fazem as grandes plêiades que trabalham nos mundos. Porque nosso trabalho, Márcio, eu tenho que repetir uma coisa, porque ainda, aquele núcleo lembra-se que fizemos? Aqui é um núcleo negativo. Aqui eu tenho toda uma linha assim. Este núcleo está atraindo. Mas se eu tenho uma força centrípeta, jogando para dentro, ainda que de característica negativa, vou notando que na potencialidade de todos esses elementos, há uma força de natureza centrífuga. E essa força pode criar uma linha porque eu tenho aqui um núcleo superior de natureza positiva. Então, os que estão engajados nessa linha centrípeta, vibrando com esse núcleo atrativo do mal, o erro, e as contingências evolutivas apresentam uma força mantendo o equilíbrio, contrária ao que temos aprendido, não é isso? A cada ação uma reação; então, nessa luta entre o chamamento para dentro e a busca para fora, cria-se um momento em que há um salto de qualidade aqui, saindo para o outro núcleo positivo. Não tem um salto de qualidade? Então, o salto de qualidade é que joga os elementos que saem daqui. Estes são os elementos que estão sendo trabalhados para mudar de vida.
Agora tem gente querendo resolver o caso aqui dentro. Não mexam aqui não. Eu pergunto se vocês entenderam. Porque aqui é o mundo dele!
Então, aqui, alguns também desviam outros que estão aqui. Por quê? Porque estão aqui por circunstâncias e podem até dar uma voltinha na zona trevosa. Não tem gente assim?
  • Estou doido para dar uma voltinha lá para ver como é que é o negócio lá!..
Quando, na Espiritualidade, os espíritos manifestavam isso, o que Clarêncio e outros falavam com André Luiz?
  • Não vai lá não, lá você não entra…
Não tem isso na obra de André Luiz? Não vai porque ele ainda tem um núcleo que não apagou. Ele está puxando! Só vai embora pela misericórdia! Por isso que não afundou. Agora, se ele entra lá, ele não sai! De maneira que temos que avaliar nosso grau de autoridade. Cada um sabe o que faz. Podemos ter caracteres ainda vibrando, não estão no campo aplicativo, mas no campo mental. Se der livre, vai dar um trabalho enorme para sair dali.
(P) -…[1]
(H) – Os caracteres são somados nos milênios. Nessa grande proposta de maior confiabilidade naquilo que você possui de potencial, ainda tem que ter e não ficar esperando a hora que ele vem pra fora, aquele valor vem pra fora. Os Espíritos precipitam os acontecimentos. Por exemplo, a criatura está assim seca, seca, fazendo um trabalho às 10:30 da noite nas marquises, levando sanduíche ou uma sopa para os meninos lá, debaixo da marquise. Ele está indo ali, quem olha assim é um samaritano. Mas no fundo, ele fala assim:
  • Mas eu estou aqui na marra!..
Ou não tem gente assim? Tem! Eu estou aqui porque tenho que conhecer! Eu não sei até hoje se estou aqui por amor, por revolta, ou por outras razões… Não está? Aí os Espíritos aproveitam aqueles lances fugidios, uma luz dentro dele que até o levou lá para incluir nesse grupo, não pode acontecer? E coloca debaixo da marquise um coração ligado a ele do passado! Perceberam? Vão ajudar.
  • Traz aquele menino, ele tem que vir pra cá hoje. Apresenta aquele outro colega lá e fala pra vir pra cá, dorme aqui, porque aqui você fica melhor protegido com a gente!..
E nesse dia ele foi! E o elemento cruzou e pegou uma vibração ali e que sentiu o respiro e dormiu bem naquela noite. Reencontrou com o aspirador. Isso são estratégias! São estratégias que a Espiritualidade faz para nos tentar tirar do sufoco. Tanto que nas linhas profundas da interação e de melhoria e de socorro, não é qualquer um que socorre não! Temos entidade que chega à reunião, aí o dirigente pode falar três dias seguidos. Não resolve! Mas tem um outro ali dentro que ele olhou e viu e fala assim:
  • Olha quem está aqui, gente! Que misericórdia!..
E dá um sorriso!
(P) –… como vai abandonar as armas dela e deixar pra lá…
(H) – Mas, apesar de você sentir que ela nunca vai largar as armas e deixar pra lá, você tem essa ideia? Eu também tenho! Mas recomendo, não abandone! Sabe por que não pode abandonar? Porque na hora em que o circuito for completado e que a criatura cair na real, entregue às circunstâncias irreverentes da vida, ele lembra assim:
  • E mamãe?
Agora, se a mãe o pôs pra fora, ele lembra assim:
  • Será que ela me recebe?
Se não pôs, ele junta a mala e volta. Entendeu agora? Então recomendamos só isso. Como um dia você fala assim:
  • Sofre menos. Deixe-o cumprir o circuito dele…
Não podemos ajudar alguém assim? Mas não larga ele pra lá não. Abra o coração.
(H) – Não sei se podemos dizer que a matéria liberta. O que sei é como está na obra básica. A matéria é um instrumento que facilita, no final, o coroamento da liberdade do Espírito. Dependendo dela, em sua linha dura e cruel no universo, ela tende a criar um processo gravitacional, de prender, de segurar. Agora, à medida que você trabalha com aprofundamento, vai notar ao olhar para trás: bendita matéria que me fez progredir! Está compreendendo? Bendita a matéria que foi o instrumento do meu progresso! Porque ela é um componente que precipita o desafio.
(P) – Essa libertação é acionada pela vontade?
(H) – Pela vontade. Sem vontade, não há libertação. Esta nossa reunião aqui, sem vontade, é jogar tempo fora, e mais, é jogar palavras fora, como se diz vulgarmente. Porque ela só tem razão de ser para quem sabe que não consegue sair do sufoco senão pela vontade. Então, realmente, ela faz este papel desafiador da entidade em evolução consciente. Para as entidades em evolução normal, natural, ela é o ninho, ela é o berço, como diz André Luiz. O berço da evolução é o campo físico. O berço da evolução é o campo físico e o plano espiritual aprimora. Então, aqui estamos dormindo em berço tranquilo, através dos milênios, e vai chovendo caracteres indutores para a nossa melhoria. Começamos a elaborar estratégias de vida diferentes e estamos acomodados neste berço. Quando resolvemos tentar uma linha superior, aí começa a grande luta de desvincular-se, que é o que Jesus propõe: "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará" desse laço, que é o laço que nos prende à retaguarda. Valeu, Marlene.
(P)[2] – …
(H) – Esses valores vão te convocar ao vigiai e orai. Vigiar significa ficar atento para não ser atraído por este núcleo aqui. É o vigiai. Mas, se você não orar incessantemente, que não é fazer prece, o orar insistentemente é laborar um desejo, criar uma necessidade, porque a necessidade emerge de repente e o desejo. Alimenta o desejo. Abastece o desejo. Então, o que ocorre? Você colocou um desejo novo que começa a fluir, a fluir e a vibrar; aí você começa a substituir o tipo de desejo que é o desejo de uma vida fácil, ficar acomodado numa poltrona, leito, vamos dizer, confortável. Aí você começa a pensar: "Ah, tenho que pular fora da cama porque a vida está continuando…". Então, você está tentando dar força a um desejo novo. E a vontade é convocada para que você vença na proposta. E essa vontade traz vigilância e insistência nesse novo desejo para você alcançar o objetivo.
Gente, preciso agora encaminhar, pelo menos, para o primeiro versículo.
(P) – Eu posso…
(H) – Desde que você se lembre do que a Beth falou há pouco sobre o poço. Tem gente que quer vibrar no fundo do poço na posição de que está fora do poço. Até você respirar um ar em que não tenha nenhum perigo de ingerir água na respiração, ela fica machucada, porque está querendo ser aquilo que não é! Aquilo que não é. Temos que lutar para conseguir ser aquilo que efetivamente não somos, mas vibramos. Mas saber que estamos no meio do poço subindo nas beiradas. Porque senão sofremos horrivelmente. Não estamos bem de vida! E muita gente leva a vida assim. No fundo, parece que é uma virtude maravilhosa, mas pode ser uma falta de humildade ou uma pretensão muito grande. Então, temos que lutar constantemente para melhorar, para sair do poço. Para reconhecer que tem hora que você tem que parar, esticar as pernas e segurar um ressalto, e até dar uma respirada e alimentar. Quem sabe?
Diz o versículo primeiro: "No princípio criou Deus os céus e a Terra". Talvez vocês já possam falar um bocado porque estou falando muito aqui. Então, seria o seguinte. Foi a forma que Moisés ou seus iniciados julgaram por bem registrar esses primeiros movimentos de Gênesis.
Claro, aqui está o texto reescrito:

Para nos ajudar num processo de evolução consciente, notamos que antes do verbo "criar" vem "no princípio". E depois do verbo "criar", vem "Deus". A colocação de "Deus" após o verbo "criar" é de uma grandeza e sabedoria muito especial. Com o conhecimento espírita, sabemos que a mente é criativa, mas ela cria nos valores já estabelecidos. O Criador por excelência é Deus! É importante notar que, acima de qualquer processo cocriativos nosso, os elementos cocriativos resultantes na misericórdia superior de Deus, que é criativa, mostram que todo nosso processo criador mental é relativo, pois está criando em um contexto já criado.
Quando o texto diz: "no princípio, criou Deus os céus e a terra", aprendemos que todo o processo de Criação, no que se refere à divindade, e de Cocriação, dentro de nossas limitações, envolve a vida ou as expressões mentais da individualidade. No campo inferior do mineral, vegetal e animal, temos um sistema automático onde o campo cocriador da nossa mente é transferido para a mente dos cocriadores técnicos que nos orientam. Eles direcionam nosso destino, pois estamos numa linha de determinismo, não de livre arbítrio.
Neste momento, alcançar a estabilidade íntima espiritual é difícil sem uma capacidade gerencial do nosso campo mental. A mente propõe, envia conexões de vários caracteres e fatores, criando um sistema que achamos bom. Se é bom, útil e verdadeiro, investimos nesse esboço. O processo vivencial deve fortalecer isso. O que era esboço passa a ser linha definida. A mensagem é uma redação histórica e indutiva. Se o verbo está no "criou", temos tempo para fazer o mesmo no campo relativo. O campo mental é crucial no nosso processo evolutivo consciente.
Quem evolui, em tese, não é a mente, mas o Espírito. A mente é instrumento do Espírito, como o cérebro é instrumento da mente. Aqui estão arquivados os conteúdos e caracteres, um posto avançado. É como um comandante de avião que, antigamente, dirigia manualmente. Hoje, com o mapa de voo, marca-se no computador do avião a latitude, longitude e destino. O avião faz o papel da mente, mas quem determina é o Espírito. A mente é importante porque facilita o processo de automatismo da vida.
Quanto mais analítico for o seu processo de elaboração, mais você sofre. Quanto mais analítico, mais paco! Mais paco, mais sofre! Porque é da lei que se trabalhe nos planos globais da realidade.
Os detalhes chegarão a seu tempo! Mesmo que sejam em segundos e frações de segundos, ou em frações de detalhes, eles poderão ser atingidos. Mas, é um sofrimento amplo! O Evangelho diz: "Buscai primeiramente o reino de Deus e sua justiça", e o que acontecerá? "E tudo mais será acrescentado". Mas nós ficamos no "tudo mais"! Como Oswaldo dizia: "Estamos preocupados com a manteiga ou a margarina, não com o pão"! Ou com a pasta que vamos passar no pão, ou o patê, ou algo parecido. O espírito sofre muito.
Quando começamos a trabalhar de forma mais inteligente, no rumo certo, tudo se facilita. Esse acréscimo é muito mais suscetível de ocorrer pelo conhecimento claro que o técnico tem e que nós não temos! Eles nos ajudam e nos dão euforia de viver. Já tivemos muitas coisas que aconteceram exatamente como planejamos, não tivemos? Mas não há necessidade de lutar pelo detalhe! Lutar pelo detalhe é pagar um preço caro. Vamos vivendo e aprendendo. Lutar por um processo ampliado cultiva esperança. Lutar pelo detalhe cultiva desilusões, perspectivas ou expectativas. E há quem viva mais de expectativas do que de esperança! Espera, espera, espera, e às vezes desencarna frustrado! Então, vamos considerar que elaboramos, e às vezes não queremos reformular essas elaborações. Nosso processo de maior ou menor felicidade, ou de maior ou menor encrenca, é o cultivo dessas criações mentais. É criação mesmo! Vamos tirar até o "co" de Cocriação. Vamos atrás das elaborações mentais criadas.
(P) – … preocupar com os detalhes, senão não faz nada …
(H) – Vamos falar do fogão. Vou tentar te ajudar. Você tem 10 pessoas para almoçar na sua casa ao meio-dia. Aí você resolve limpar a cozinha, começando na véspera! No dia seguinte, você chega ao fogão e começa a limpá-lo com um palitinho. O almoço é ao meio-dia e são 10 pessoas para alimentar. Você está limpando as beiradinhas! Está nos acessórios. Às vezes, temos que pegar no palitinho até no nosso sistema de entretenimento. Porque o próprio entretenimento é uma forma operacional que exige nossa experiência. Até hoje, às vezes, as mulheres colocam o cabelo no secador e estão com um livro nas mãos. Às vezes, é por entretenimento ou estão estudando para uma palestra. Não pode acontecer? Até nas academias, isso acontece! Então, nos entretenimentos, essas coisas também podem acontecer.
Quero trabalhar isso e começar por aqui. A elaboração mental tem a forma que vamos preencher. Isso faz parte da evolução consciente. Agora, essa elaboração mental, esses traços que formam o esboço, são formados pelas próprias teias que são realimentadas, as próprias linhas laboradas dos corpúsculos mentais que são o substrato do pensamento. O pensamento, vamos dizer, é matéria na essência! Ele é matéria, uma partícula. E vai também dentro de uma linha química. Porque há componentes dentro desses átomos mentais que modificam de pessoa para pessoa de acordo com a carga. Então ele dá forma aqui. E se formos pelos nossos desejos e sentimentos, é interessante lembrar: desejos e sentimentos; vamos classificando, selecionando e qualificando o pensamento. Com base no que sai da intimidade da minha alma, eu laboro e dou força à onda mental, que cria os esboços que representam nossos planos de referência interativa com o mundo em que estamos ajustados. Ficou difícil ou deu para entender?
(P) – … meu plano vibratório de moral é muito baixo, quero ir mais rápido …
(H) – Mas, nem sempre a caminhada Claro, aqui está o texto reescrito:

A rapidez nem sempre é recomendada. O processo não é rápido. Pelo contrário, a qualidade e a sustentação da onda mental são importantes! Quando digo que minha proposta é me libertar, é me renovar, estou favorecendo o plano qualitativo e fortalecendo minha capacidade mental de superintender, de injetar material nessa força. Sem um lastro de homologação consciencial, não consigo dar força a isso, ao ir e desaparece. Aliás, isso nos favorece! Não termos firmeza mental. Adquiri tanta extravagância que de manhã tinha e à tarde não tinha mais, graças a Deus. Com o tempo, desapareceu. Caímos na real. É preciso ter um processo seletivo grande. "Deus criou o céu e a terra". Ali há ângulos diferenciados, gerais e específicos.
(P) – … do livro de André Luiz quando ele fala do ser, desejar, saber. Quando se fala da qualidade, ela define o teor do querer. A sustentação, o saber desejar. Quando sustento dentro dessa sabedoria que já é uma consciência desperta, definindo a perseverança numa linha diretiva, linha que projeta e nos encaminha à conquista positiva, surge o merecimento definindo a resposta…
(H) – Merecimento é a capacidade de sustentar.
(P) – Mas o sustentar eu coloquei no saber. Porque o primeiro na qualificação, o saber desejar, é o elemento que sustenta. Entendo que tem que ser um trabalho do dia a dia…
(H) – Então, receber vai ser uma soma, pelo que estou depreendendo. Receber depende da insistência e da qualidade que nossa consciência endossa. Se a consciência não endossa esse saber, esse querer, não adianta, pois ficamos lusco-fusco, apagando e acendendo, sem firmeza. O mérito significa o encaminhamento dentro de um contexto globalizado de vida. Isso tudo pesa para que realmente chegue em nossas mãos. Ele falou ali: "tudo que eu desejo eu recebo?"; posso dizer que recebemos muito mais do que imaginamos, mas a seu tempo! Dentro dos parâmetros que não nos coloquem em dificuldade. Interesse também do grupo. Às vezes, determinado valor que queremos receber agora é extemporâneo no contexto em que estamos ajustados. Pode representar um torpedeamento ao interesse do grupo.
(P) - … então, o céu é o que eu desejo e a terra é o chão que já possuo …
(H) - O céu, no que diz respeito ao plano abrangente no campo intrínseco; e a terra, o plano fertilizante da elaboração. A terra é a natureza que responde no campo do concreto. Os céus, o plano elaborador. Tanto que os céus foram criados antes da terra. Aí está o plano intrínseco do ser.
(P) - … o campo mental que criamos, e a palavra e os atos …
(H) - Normalmente, o pensamento cria esse esboço que é o caminho, e a elaboração prática disso no dia a dia vai dando consistência a esse pensamento. E não é assim: pensou, depois falou, concretizou. Não! Os Espíritos definem que primeiro vêm as ideias fragmentadas ou ideias, vamos dizer, relâmpagos ou fragmentos, que eram soltas e fugidias. Quando surgiu o recurso da palavra, da fala, o que aconteceu? A fala deu o esforço de querer concretizar o que penso, estou fortificando o próprio pensamento. Então, ao dar forma a isso, estou colocando força nesses traços. Chega a um ponto que vai gastar reencarnações inteiras para desmanchar isso. Porque aqui passa a ser o quê? Os condicionamentos desses quadros que aportam em primeiro lugar. É nesse sentido. De maneira que é por aí que entendemos.
(P) - … esses céus no plural e matéria no singular …
(H) - Isso é relativo porque na própria linha dos céus, na sua extensão, podemos ter fluido cósmico muito além do que se possa imaginar.
(P) - … esse atributo de inteligência, nós trabalhamos no campo mental porque quando idealizamos algo ou imaginamos, atraímos esses princípios inteligentes e concretizamos na imaginação ideoplástica, pela matéria. Poderia considerar o princípio inteligente como o propósito inicial?
(H) - A matéria ajustada naquele nível. Ao evocá-lo, sim. Eles podem representar verdadeiros bolsões, verdadeiros ninhos, verdadeiros pisos, que poderão se transformar em amplos componentes já de natureza concreta, e isso fica definitivo. Então todo sistema parte desse céu, vamos dizer, como sendo todo um processo de elaboração que você está trazendo aí, inclusive trazendo materiais de diversas naturezas. A pessoa põe na cabeça que vai ter problema de pulmão, que já está ficando tuberculoso. Cada tosse que ele dá:
  • Ih! Estou ruim! Ah! Tossi, estou ruim! … Ele vai, pela força mental, atraindo os bacilos de Koch que vão revestindo o pulmão. Entra num ambiente contaminado, por exemplo, tem mais nove com ele, ele é o décimo, os nove se alimentaram daquilo e não tiveram problema nenhum, mas ele já estava com todo o ninho preparado, aquele componente de contaminação foi suficiente para estender um processo patológico. Deu para entender? Porque ele cultiva o ninho. Então temos que vigiar os pensamentos, com muito carinho.
(P) - … isso com criança …
(H) - Também. Porque já vem, o ser que reencarnou naquela criança, já traz do passado, flashes de sua personalidade. O tempo acabou e na semana que vem vamos começar no princípio! Porque o princípio não foi falado ainda. Este princípio tem muita coisa. A prece de encerramento.


[1] Não foi possível ouvir a pergunta.
[2] Não foi possível ouvir a pergunta.
 
 

Acesse  Estudo da Bíblia com Honório Onofre de Abreu

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