Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas... (Bíblia de Jerusalém 2002)
O termo "Tomai sobre vós" (do grego arate eph' hymas) carrega um significado de decisão voluntária e compromisso. Este é um compromisso importante e individual, e só há evolução quando se trata de espontaneidade.
Naquela época, o jugo era a peça de madeira que unia dois bois para puxarem o arado juntos.
- O jugo do mundo: É o orgulho, a vaidade e a busca por posses, que gera cansaço e aflição.
- O jugo de Jesus: É a disciplina do amor. Ao dizer "tomai sobre vós o meu jugo", Jesus propõe uma troca: deixe de carregar o peso das paixões inferiores e aceite a disciplina das leis divinas.
O jugo era feito para dois animais. Quando Jesus diz "tomai o meu jugo", Ele está dizendo: "Andem ao meu lado, eu ajudarei a puxar o peso".
Para o espírita, isso representa a assistência espiritual. Nunca estamos sozinhos na reforma íntima; ao aceitarmos os princípios cristãos, o Mestre (e os bons espíritos) "puxa" a maior parte da carga, facilitando nossa jornada evolutiva.
Esse convite de Jesus em é um dos pilares do Consolador Prometido, pois nos ensina a técnica da reforma íntima através do exemplo do Mestre.
Allan Kardec analisa essa passagem detalhadamente em O Evangelho segundo o Espiritismo, especificamente no Capítulo VI (O Cristo Consolador) e no Capítulo IX (Bem-aventurados os mansos e pacíficos).
Aqui estão os pontos principais sob a ótica da nossa doutrina:
O que é o "Jugo" de Jesus?
Diferente dos fardos pesados impostos pelas leis humanas ou pelo orgulho, o "jugo" de Jesus é a Lei de Amor e Caridade.
- Por que é leve? Porque ele não nos pede sacrifícios inúteis, mas sim a disciplina dos nossos sentimentos. Quando amamos, o esforço para fazer o bem deixa de ser um peso e torna-se uma alegria. Veja como exemplo o cuidado de uma mãe ao seu filho. Não é peso, é amor.
Portanto, "Tomar sobre vós" é o convite para a atitude cristã. Não basta admirar Jesus; é preciso "vestir" a Sua proposta de vida e colocá-la em prática no dia a dia. É a transição da fé passiva para a fé operacional.
Aprendei de mim – Em O Livro dos Espíritos, na questão 625, Kardec pergunta qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo. A resposta é curta e direta:" Jesus".
Portanto, "aprendei de mim" é um convite para observarmos como Ele agia diante das provocações, como tratava os marginalizados e como mantinha a conexão com Deus.
Entendemos que o verdadeiro mestre é aquele que faz o que ensina. Jesus não apenas falou sobre humildade; ele foi humilde ao nascer em uma manjedoura e ao lavar os pés dos apóstolos; Ele viveu a humildade todos os dias.
Aprender com Ele é diferente de aprender sobre Ele.
Aprender sobre Jesus é teologia; aprender com Jesus é Reforma Íntima, transformação do Ser interior.
Emmanuel, no livro Caminho, Verdade e Vida, explica que muitos aprendem com o mundo a retaliação e o orgulho. Jesus nos convida a uma reeducação:
Aprender que a mansidão não é fraqueza, mas o auge do controle emocional.
Aprender que a humildade não é servilismo, mas a percepção real da nossa posição no Universo.
"Aprendei de mim" sugere que devemos buscar uma sintonia vibratória com Ele. Ao tentarmos pensar e agir como Ele agiria, passamos a atrair a influência dos Bons Espíritos, que nos ajudam a assimilar essas lições no dia a dia.
Concluindo: Enquanto o mundo nos ensina a "levar a melhor", Jesus diz: "Aprendam comigo que a verdadeira vitória é sobre si mesmo".
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Continua no Próximo Post
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