segunda-feira, novembro 28, 2022

Haja Luz - Inimizade entre a Serpente e a Mulher




E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. (Gênesis, 3: 15)



E porei inimizade entre ti e a mulher; podemos entender inimizade aqui como uma manifestação de rivalidade, uma luta entre as partes. Para nós, dentro de nossa ótica de interpretação significa a luta interior que travamos entre o bem e o mal em nossa própria intimidade. A inimizade muitas vezes se manifesta no plano exterior, mas ela inicia sempre de um desequilíbrio interior de cada um.
Ti, representa a serpente, a sua raça, tudo que decorre da ação contrária à Lei de Deus. É o sentimento negativo, lembramos que este sentimento não foi criação de Divina, ele é decorrente da imprudência humana.
A mulher representa o ser humano como Criação Superior, ela se enganou, mas a sua origem é divina.
A semente não é o fruto, semente é potencial, elemento que germinará. Temos sementes boas e aquelas que não são boas. A semente da serpente é a semente contaminada, a da mulher é a boa semente que germinará um dia de modo finalístico.
Esta luta íntima entre as duas sementes representa toda nossa luta reeducativa que se dá durante o processo de evolução.
A mulher representando a boa linhagem ferirá a cabeça da serpente, significando que este deve ser o objetivo dela. Sensibilizar a serpente em primeiro lugar pelo conhecimento, entretanto, conhecimento da verdade. A melhoria do sentimento, que é a meta, virá depois, como decorrência da razão bem trabalhada.
Se pensarmos bem não há motivos para realizarmos o mal. Todo equilíbrio provém do Bem, toda felicidade do mesmo modo. Sendo assim, por que insistir no desajuste e vivenciar o que é contrário a Deus?
Esta será a missão da mulher que aqui representa a humanidade que caminha para Deus; esta deverá visar esta face da serpente, só assim ela será trabalhada em seu sentimento de uma forma adequada. Conforme orientação dos Espíritos a evolução intelectual antecede a moral. É nesse sentido que entendemos esta atitude da linhagem da mulher de ferir a cabeça da linhagem da serpente. O que mostra por parte da mulher uma luta digna, superior, travada dentro da ética buscando um aperfeiçoamento moral.
A serpente por sua vez lhe ferirá o calcanhar, o que define por parte desta uma luta baixa, onde a ética não é respeitada. Ela toca os pontos baixos da humanidade ainda em evolução, trabalha visando atingir a retaguarda, os pontos vulneráveis da criatura, o "calcanhar de Aquiles". Somos tentados pela própria concupiscência alertou-nos o apóstolo Tiago. Cada um tem o seu "calcanhar de Aquiles", para uns é o dinheiro, para outros o poder; alguns têm dificuldade na área da sexualidade, enquanto outros caem pela vaidade.
E daí podemos concluir que se desejamos nos libertar do mal que ainda há em nós, se queremos mesmo trabalhar nossa reeducação fundamentada nos princípios morais da vida, devemos em primeiro lugar, realizando um trabalho de autoconhecimento, buscar corrigir as nossas próprias imperfeições. São através delas que a serpente age e se tivermos cuidado e vigilância é por aí que venceremos as influências negativas que ainda gritam em todos os instantes de nossa vida.
Não podemos deixar de comentar ainda neste versículo, o quanto ele é profético.
A mulher Eva caiu por uma desobediência, uma atitude negativa a desconectou de Deus. Pela evolução ela deverá se recompor e redimindo-se reatar este laço com o Criador. Esta mesma mulher se redime em Maria que sendo obediente, "Serva do Senhor", gera em si o Cristo, aquele que devidamente trabalhado em nós reatará o laço com Deus estabelecendo em glória a conexão com o Eterno em plena harmonia moral.
Em hebraico a palavra traduzida por semente é masculina, a tradução grega deste texto coloca a última frase do versículo iniciando por um pronome masculino: "Ele te ferira a cabeça…", sugerindo a interpretação de que o Messias como o ápice da linhagem da Mulher, o Filho do homem que há de nascer em cada um, vencerá todo mal e estabelecerá o Bem de forma definitiva.


(Texto extraído do Livro:  Haja Luz - de Adão a Noé Traços da Evolução do Espírito) Livro ainda não publicado

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terça-feira, novembro 22, 2022

Jesus Terapeuta - Prefácio




"Queres ficar são?"

Gilson Freire



A pergunta que fez Jesus ao paralítico de Betesda ressoa pelos séculos e permanece como nunca válida para o homem atual, pois o sufrágio da dor, sob o cortejo de numerosas moléstias, segue a sufocar-nos o bem-estar e a comprometer-nos a felicidade na Terra até os dias de hoje. Por isso ainda é lícito reportarmos ao Divino Médico: "Sim, Mestre, continuamos desejando ardentemente nos tornar sãos."

A busca pela saúde perfeita sempre integrou os sonhos do homem que gostaria de viver sobre a face do planeta completamente livre dos males que em todos os tempos o assediam. Assim, a ciência moderna tem se empenhado com extremado afinco em deslindar os segredos das enfermidades, em busca de eficazes recursos que possam saná-las definitivamente. E, nos dias de hoje, assistimos à engenharia genética prometendo-nos, em um futuro próximo, a tão sonhada perfeição orgânica, através do completo controle do genoma humano, fazendo desaparecer todas as doenças que nos visitam.

Contudo olvida-se a razão humana de que não conquistaremos uma organização biológica impecável sem antes educarmos o espírito eterno, pois somos um composto integral de alma e corpo, sendo a cápsula física nada mais do que um amontoado de células, dirigidas e organizadas pelo nosso psiquismo superior. Por isso de pouco adiantará conferir-nos uma veste carnal perfeita, se não aprendermos a conduzi-la adequadamente pelas veredas da vida. Da mesma forma que emprestar um instrumento irreprochável a um homem não é o bastante para torná-lo um músico cabal e habilidoso.

Ignora ainda a nobre ciência médica que a saúde desejável é produto de equilíbrios espirituais profundos, oriundos de nossas multifárias experiências pelo transcurso dos milênios. Por isso impor à enfermidade meios químicos de ação superficial e momentânea poderá proporcionar-nos alívio ligeiro, mas será insuficiente para conferir-nos a cura definitiva.

Iluminados pela ciência espírita, estamos plenamente convencidos de que não bastam os remédios para sanar-nos verdadeiramente.

Infelizmente, a saúde legítima não se compra no balcão farmacêutico, mas se conquista mediante a vivência integral dos preceitos do amor, ínsitos nos recônditos painéis da nossa consciência imortal. Logo estamos seguros de que, se permanecermos ferindo a Lei de Deus por desconhecer os preceitos morais que deveriam nortear-nos as inter-relações, continuaremos a semear as causas primeiras de nossas muitas moléstias, comprometendo-nos permanentemente com a colheita da dor na lavoura da vida.

Eis então que se faz urgente em nossos dias adestramo-nos na ciência do Evangelho, a fim de alcançarmos a felicidade e o bem-estar físico, desejáveis na Terra. É indispensável que o conhecimento humano se curve diante da sabedoria do Cristo, conferindo-lhe valor de ciência. É preciso reconhecer o extraordinário valor terapêutico da fé e a atuação de uma vontade superior oriunda do nosso ser eterno, a interferir decisivamente nos mecanismos de cura. É imprescindível persuadirmo-nos de que somente o comportamento genuinamente cristão poderá dotar-nos do almejado equilíbrio que todos buscamos, proporcionando-nos a superação de todos os males que nos afligem na jornada evolutiva. Eis por que Jesus é o médico das almas e veio trazer-nos, de fato, a solução última para todas as nossas dores: a vivência do amor integral. Este é o fabuloso recurso medicamentoso de uso interno que, ao fundir-nos com o Todo, será capaz de tornar-nos seres angelicais e, portanto, poderosos e plenamente saudáveis.

Desse modo, conhecer as curas do Evangelho é essencial para os nossos aflitivos dias, quando ainda se debate a alma humana chafurdada em erros milenares. Assim, livros como este do nosso caro amigo Cláudio Fajardo emocionam-nos sobremodo, por atender a essa premente necessidade dos desorientados tempos hodiernos, ainda subordinados a uma orientação exclusivamente materialista na condução de nossas vidas. Em claro e agradável roteiro de análises, ele nos conduz, com mestria e excelente didática, no estudo das fabulosas curas efetuadas pelo Divino Médico e termina por abastecer-nos com o genuíno saber, aquele que tem valor de eternidade e verdadeiramente nos interessa por não somente favorecer-nos com os mais valiosos recursos curativos ao nosso alcance, mas também propiciar-nos atingir os planos superiores do espírito, onde desfrutaremos da saúde plena.

Por isso, amigo, "se queres ficar são", medita profundamente nas lições das curas evangélicas. Cuida do corpo, mas zela, sobretudo, do espírito, onde estão todos os fundamentos da saúde e da doença. Aguça os ouvidos e ouça ainda as palavras do Mestre na acústica de tua alma, dispondo-te a praticar os Seus ensinamentos, se anseias possuir, ainda na Terra, o máximo bem-estar possível. Não olvides, o paralítico de Betesda despediu-se do Divino Terapeuta perfeitamente são, porém com a decisiva recomendação de não "voltar a pecar para que nada pior lhe sucedesse".

Este é o único caminho, a singular e peremptória verdade, a conferir-nos a excepcional vida plena e saudável que buscamos em todos os tempos.




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quarta-feira, novembro 09, 2022

Carta aos Hebreus - Purificação de Nossos Pecados

#Pública






Se não fosse assim, não se teria deixado de oferecê-los, se os que prestam culto, uma vez por todas purificados, já não tivessem nenhuma consciência dos pecados? Mas, ao contrário, é por meio destes sacrifícios que, anualmente, se renova a lembrança dos pecados. Além do mais, é impossível que o sangue de touros e bodes elimine os pecados. (Hebreus, 10: 2 a 4)

O autor deste admirável tratado - Carta aos Hebreus - tem se esforçado ao máximo para mostrar a seus leitores originais e a todos nós a questão essencial da vida.

O problema da dor, do sofrimento e do destino humano quanto as estas questões é antigo e ainda não resolvido.

Por intuição, ou mesmo por revelação, todos os movimentos religiosos têm atribuído ao pecado – transgressão das leis universais – a causa de todos os males que nos acometem.

A questão é então livrar-nos dos pecados, nos purificar deles.

O texto desta epístola tem mostrado a ineficácia dos sacrifícios feitos pelo antigo sistema sacerdotal.

Se estes que prestam o culto fossem uma vez por todas, purificados, não seria preciso oferecer sacrifícios repetidamente a cada ano é o que afirma este segundo versículo em estudo.

No próximo ele continua esclarecendo:

Mas, ao contrário, é por meio destes sacrifícios que, anualmente, se renova a lembrança dos pecados; ou seja, o que a lei antiga faz é trazer à memoria nossas transgressões; ela renova a lembrança dos pecados. Como disse na Carta aos Romanos a lei tem o poder apenas de mostrar ao homen sua condição de pecador nada podendo fazer quanto à eliminação definitiva do mal.

A lei é santa… diz a Carta citada acima (Romanos, 7: 12), pois já é um avanço para a inconsciência humana. Entretanto, o que é necessário, é fazer-se "Nova Criatura", e este poder o autor não vê no antigo sistema de ofertas.

Ele continua a explicar:

Além do mais, é impossível que o sangue de touros e bodes elimine os pecados.

Por que esta impossibilidade? Simplesmente porque o problema é moral.

Todas as crises pelas quais passamos no fundo tratam-se de crises morais. É a conclusão que chega o autor desta Carta, conclusão esta que é plenamente atual em se tratando também das nossas dificuldades de hoje.

Enquanto não resolvermos estas questões mais enraizadas de nossa alma, não solucionaremos os problemas últimos de nossa existência.

...sangue de touros e bodes, regimes de esquerda ou de direita, não têm o poder de satisfazer nossos anseios, pois não podem eliminar nosso desajuste consciencial, nosso afastamento de Deus.

A saudade inexplicável que sentimos é a Dele – de Deus, e isto só o nosso ajustamento com a Lei Maior pode eliminar.

A recomposição de nosso Ser espiritual só se dará com este ajustamento. Esta será a glória da última casa (Ageu, 2: 9), a reconstrução definitiva de nosso Templo interior.



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segunda-feira, outubro 24, 2022

Carta aos Hebreus - Mediador de Uma Nova Aliança

#Pública



Eis por que ele é mediador de uma nova aliança. A sua morte aconteceu para o resgate das transgressões cometidas no regime da primeira aliança; e, por isso, aqueles que são chamados recebem a herança eterna que foi prometida. (Hebreus, 9: 15)

Com este versículo inicia uma nova seção neste documento dirigido aos hebreus que às vezes é carta em outras um tratado, ou ainda um sermão.

...eis por que ele é mediador de uma nova aliança; eis porque, a referência é ao que é dito no verso anterior, já comentado.

Aliança; aqui temos o vocábulo grego "diatheke" que em outras referências na Bíblia é traduzido como aliança, entretanto no contexto destes versículos o sentido é de testamento.

Isto causa uma certa polêmica, pois não é muito correto falar em "mediador" para um testamento, o correto seria "testador" que é o executor do testamento.

Alguém já disse que as palavras reduzem o entendimento, talvez seja esta a questão, as expressões humanas fracassam quando se trata de explicar os atributos de um Cristo.

Talvez a ambiguidade do termo original tenha servido para o autor expressar sua ideia: Jesus Cristo é mediador e testador ao mesmo tempo; do mesmo modo que no Quarto Evangelho é o Caminho para a Vida e a Vida do mesmo modo.

Ele é mediador entre Deus e o homem. A partir Dele mudou-se o entendimento da relação entre criatura e Criador.

Deus é muito superior ao que podemos entender. Jesus como Espírito Puro que é traz o divino ao humano, o Eterno ao criado, o infinito ao finito. Cristo se fez homem para que o homem se fizesse Cristo.

Assim, seu ministério é de mediação.

Uma nova aliança está em foco, é nova porque não apenas perdoa iniquidades, mas purifica a consciência, recompondo-a conforme já comentado.

A sua morte aconteceu para o resgate das transgressões cometidas no regime da primeira aliança; neste trecho nosso autor faz uma explicação para conectar com o que será dito no próximo versículo.

Ele explica porque o Messias teve de morrer, o que não era aceito pelas lideranças judaicas em se tratando do Libertador.

Justamente a sua morte é que foi o elemento de resgate de todas as transgressões anteriores cometidas no regime da primeira aliança, para que pudessem ter aceso às promessas feitas por Deus a Moisés,

Porque a morte de Jesus era necessária para obter estas promessas?

Cremos que apesar de ser histórica, de ter realmente acontecido, a morte do Cristo também é uma parábola a ensinar-nos a necessidade de morrermos para o mundo para vivermos em Deus.

Trata-se de uma mudança de mentalidade, de conversão. A vida abundante é espiritual e é neste nível que devemos viver. Isto deve ser feito na carne, ou seja, encarnado santificando a matéria. A Cruz tem este sentido, sempre voltada para o Alto, almejando algo superior.

Já dissemos, mas é sempre bom repetir, Jesus fez para ensinar-nos como fazer, Ele é o Modelo que devemos seguir. (O Livro dos Espíritos Q. 625)

Se almejamos a ressurreição com tudo que ela representa, temos de passar pela crucificação. Em nosso nível não há evolução sem dor.

...e, por isso, aqueles que são chamados... Aqueles que são chamados… o Evangelho nos diz "muitos são chamados, mas poucos os escolhidos" (Mateus, 22: 14).

Entendemos que a expressão "os chamados" é um modo de dizer que a iniciativa é de Deus. Porém, como se trata de pacto, ou aliança, existe uma contrapartida. Assim o ser "escolhido" é a parte do homem. Ele é que se escolhe aderindo ao pacto.

Deste modo, entendemos que esta expressão aqueles que são chamados, no contexto deste versículo remete-nos aos "escolhidos", aos que de forma conscientes atenderam ao "chamado".

... recebem a herança eterna que foi prometida. A ideia da aliança é o tema central da Bíblia. Porém, no Antigo Testamento ela era limitada a um nível que nosso autor qualifica como inferior, o terrestre. Ele entendeu que mesmo nas Escrituras antigas, ela – a Aliança – era superior, todavia isto não tinha sido compreendido por aqueles a quem ela tinha sido dirigida.

Daí a necessidade de uma Nova Aliança que fosse mais clara. Isto é confirmado quando ele afirma que a herança eterna já tinha sido prometida.

herança é eterna; na expressão original, a ordem é inversa, ou seja, "eterna herança", isto nos diz que desde o princípio é assim, o que o autor relembra aos seus leitores é o conteúdo original dela e sua superioridade por ser para todo sempre e baseada em melhores promessas.


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segunda-feira, outubro 17, 2022

Segredos do Apocalipse - A Queda da Babilônia

#Pública







Um dos Anjos das sete taças veio dizer-me: "Vem! Vou mostrar-te o julgamento da grande Prostituta que está sentada à beira de águas copiosas… (Apocalipse, 17: 1)


Este décimo sétimo capítulo que se inicia, o décimo oitavo e parte do décimo nono abrem para nós um novo lance neste Apocalipse, e através dele nos é mostrado em sete etapas a queda da Babilônia.

Sempre o número sete definindo para nós um sentido de perfeição, de completude, de uma queda total.

Muitos estudiosos têm buscado identificar quem seria, no contexto histórico esta Babilônia, uns chegaram a supor que seria Jerusalém que estava em processo de queda e destruição naqueles tempos, queda esta que veio se completar no segundo século de nossa era. Entretanto, a maioria viu nesta Babilônia a grande Roma, e em sua queda, o desmoronamento do próprio império.

Realmente não podemos deixar de considerar que João escrevia para cristãos que eram perseguidos pelo império romano num dos períodos mais tenebrosos deste em termos de perseguição. Domiciano era considerado um novo Nero e se muitos suponham que este iria reviver, pois era comum neste tempo a crença de que Nero renasceria, o próprio Domiciano poderia ser este anticristo revivido ou numa linguagem espírita, reencarnado.

Portanto, do mesmo modo que João possa ter pensado que muitas destas profecias poderiam se cumprir em seu tempo, ou logo depois, poderia sim pensar que esta Babilônia fosse simplesmente Roma. É que os médiuns muitas vezes não têm total consciência do conteúdo da mensagem que recebem do mundo maior. Eles por estarem ainda presos ao corpo de carne são muitas vezes imediatistas; uma grande revelação como a deste Apocalipse, ou mesmo outras, vindas por outros médiuns, pode ter uma aplicação para seu tempo, e nela estar contida uma grande soma de ensinamentos para tempos vindouros. Temos vários exemplos disto na própria Bíblia, no Antigo e no Novo Testamento.

Para nós a questão é mais profunda, e como temos analisado esta Babilônia, chamada neste primeiro versículo de grande prostituta, habita dentro de cada um de nós.


Um dos Anjos das sete taças veio dizer-me: "Vem! Não é identificado qual nem quem seria este anjo, isto não importa, o que verdadeiramente interessa, é que a referência a ele como sendo um dos anjos das sete taças, dando a ideia de que o que aqui vai acontecer é ainda uma consequência do derramamento delas, está incluso no contexto das pragas.

Outra questão importante é que o médium recebe um convite para que algo novo lhe possa ser revelado: vem! Oportunidade em que também aprendemos: numa boa ocorrência espiritual o convite vem do Alto, nada de ficarmos forçando a barra, "quando o trabalhador está pronto o serviço aparece".

Não podemos perder oportunidades, é preciso estarmos no contexto, se o que desejamos é promoção espiritual, que estejamos ajustados à elas, todavia, mais do que pensamos é imperioso reconhecer que o "telefone toca é de lá para cá".


Vou mostrar-te o julgamento da grande Prostituta que está sentada à beira de águas copiosas…; o anjo promete mostrar…, parece que vai ser fácil ver, todavia vamos perceber que num primeiro momento a situação se complica, a visão que o médium nos traz não é nada simples de ser compreendida, mais à frente o próprio anjo vai informar, "é necessário a inteligência que tem discernimento…"

O julgamento irá concretizar a condenação e queda da Babilônia, portanto, podemos ver a ação da Lei restaurando-a. A queda pode ser vista como uma projeção na descida objetivando angariar recursos para uma nova subida. Queda e ascensão fazem parte da história evolucional do Espírito.

A grande prostituta na verdade é Roma disfarçada de Babilônia - esta era uma forma do autor suavizar o conteúdo da revelação, isto acontece durante os governos absolutistas -, dentro do contexto bíblico nos fala claramente de idolatria. Se referir à idolatria como prostituição era comum na literatura judaica.

Trazendo para nossa realidade, prostituição nos lembra de adultério, que por sua vez nos remete à questão do rompimento de contrato, de pacto, de aliança, o que nos fala de nossa traição em relação a Deus. Como vemos o tema da Bíblia, que gira toda em torno da história do rompimento de Israel com a Aliança feita com Deus é de grande atualidade e diz respeito a todos. Usando uma linguagem popular e comum em nossos dias pode-se dizer que a carapuça serve para todos nós nestes momentos em que vivemos.

As águas copiosas em que a prostituta está sentada tem também a sua razão de ser. O Eufrates tinha importância capital para Babilônia, podemos dizer que ela estava assentada sobre ele que era um rio de grande volume. No plano do Espírito estas águas podem simbolizar as próprias experiências reencarnatórias deste, e a sua opção por fazer sua evolução através de erros e pela valorização do que é material e transitório. Estamos todos realmente sentados sobre as águas de nossas experiências milenares. São nossas transgressões que sustentam a meretriz que ainda insiste em gritar em nossa intimidade.


(Texto extraído do Livro: Segredos do Apocalipse, cap 17)

Disponível em:

https://www.institutodesperance.com.br/loja/Segredos-do-Apocalipse-p428954827

Disponível também em E Book:





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quarta-feira, setembro 21, 2022

Carta aos Hebreus - Estudo Minucioso

#Pública




O tema mais importante da nossa exposição é este: temos um tal sacerdote que se assentou à direita do trono da Majestade nos céus.

O tema mais importante; resumo , o essencial.

Neste verso o autor fazendo uma síntese do que expôs até aqui, faz-nos ver a essência de sua carta.

Jesus, nosso Sumo sacerdote, é o melhor mediador entre Deus e os homens; em outras palavras, nosso Governador, nosso Guia e Modelo. Ele autenticou esta condição assentando-se nos céus à direita do trono da majestade.

Jesus é um personagem histórico, isto é necessário ser reconhecido. Ele não foi um mito criado pelos homens.

Estudá-lo em sua historicidade, conhecer o contexto em que Ele viveu é importante até mesmo para entender Sua Mensagem. Porém, esta – a Mensagem – é que é o essencial. O que Ele disse e viveu é o que nos importa, para que, tendo-o como Guia possamos mudar nosso modo de ser, e assim alcançarmos a condição de vivermos num mundo espiritual superior com a consciência desperta e redimida.

A salvação que temos de alcançar não é simplesmente a condição de irmos para o "Céu", mas a de vivermos nele consciencialmente bem. 

De fazermos de qualquer ambiente em que vivermos, um "céu", de paz e e segurança como síntese de nossas conquistas.

Estar assentado nos céus diz respeito a esta mensagem. Podemos fazer uma analogia do estar assentado com o "descanso de Deus no sétimo dia".

Só conquista esta condição aquele que faz bem ("e viu Deus que era bom") e verdadeiramente.

O sumo sacerdote aarônico somente pode ficar em pé diante de Deus, mostrando-nos assim, que ainda não exercia com excelência seu ofício.


... à direita do trono da majestade; esta é uma informação de grande importância.

O trono pertence à majestade que é Deus. Nem mesmo o Cristo pode roubar-lhe a Glória, e Jesus fez questão de dizer isto.

A direita, em algumas traduções, "destra", representa o sentido operacional de sua mensagem; é estar assentado numa condição de consciência tranquila por fazer bem-feito, mas de estar operante, aplicando o Bem onde quer que estejamos.

Daí a importância da máxima kardequiana:


"Fora da Caridade não há salvação"1


1 Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XV


Para  você que gostou dessa mensagem disponibilizamos um estudo minucioso da Carta aos Hebreus, até o Capítulo 7.

Acesse o Link Abaixo e bons estudos.


https://doceru.com/doc/nne580e0

Ou

https://doceru.com/doc/nn1xxevv





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