terça-feira, fevereiro 15, 2022

Introdução ao Evangelho de João

#Pública



A autoria do quarto Evangelho não é uma questão unânime entre os estudiosos que se dedicaram a analisar a sua origem.

A tradição mais antiga atribui a João, o filho de Zebedeu e apóstolo de Jesus, a autoria do mesmo.

Todavia, alguns analistas afirmam ser o autor verdadeiro certo João, o Presbítero. Há, ainda, críticos que nos falam de uma escola joanina; seria, para estes, o quarto Evangelho, uma personificação de um grupo do cristianismo primitivo. Um cristianismo helenístico em oposição ao judeu-ristianismo. Esta escola teria compilado os ensinamentos originais deixados pelo próprio discípulo e dado a eles o formato que hoje conhecemos.

Entretanto, todas essas teorias têm várias objeções e o que comumente se aceita é a autoria do apóstolo, irmão de Tiago e filho de Zebedeu.

É fato concreto que, desde a primeira metade do século II, muitos autores conheceram e autenticaram este Evangelho por meio de sua utilização. Entre eles, podemos destacar Inácio de Antioquia, Papias e Justino.

No fim deste mesmo século, Irineu é taxativo:


"Em seguida, João, o discípulo do Senhor, o mesmo que repousou sobre o seu peito, publicou também um

evangelho, durante a sua estada em Éfeso" (Adv. Haer. III, 1,1).


Para Irineu, que era discípulo de Policarpo, "que falava de suas relações com João e os outros discípulos do Senhor..." (Eusébio, Hist. eccl. V, 20,6-8), trata-se do filho de Zebedeu, um dos Doze.


Este testemunho é confirmado ainda pelo Cânon Muratori, Polícrates de Éfeso, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes, o que conjuntamente com as outras afirmativas dão à tradição antiga certa autoridade sobre as demais teorias.


O local onde o apóstolo escreveu sua obra foi, de acordo com a opinião que consta das tradições mais antigas do cristianismo, a Ásia Menor; segundo Irineu, a cidade de Éfeso.

Há uma opinião de que poderia ser Antioquia a cidade onde teria sido escrito, e há ainda uma conciliação entre as hipóteses, ou seja, que o Evangelho teria sido escrito durante um longo período

que teria passado nessas duas cidades.


A descoberta do papiro egípcio que comporta textos do quarto Evangelho, o fragmento de Rylands,

encontrado em 1920, mostra-nos que por volta do ano 130 E.C. este Evangelho circulava no Egito. Isto nos leva à conclusão que este texto deve ter sido escrito por volta do ano 100 E.C.

Há, ainda, opiniões que situam a redação do mesmo recuando um pouco na data, isto é, a partir

dos anos 60 de nossa era.

Particularmente, pensamos que este Evangelho não teria sido escrito logo depois da partida do Mestre, nem nos primeiros anos de cristianismo, pois é ele fruto do amadurecimento do Apóstolo, o que se deu após longos dos anos de implantação da nova filosofia constante dos ensinamentos do Rabi Nazareno.


Têm sido propostas várias maneiras de se dividir o Quarto Evangelho. Todavia, como isso pode nos levar a um excesso de sistematização, e não sendo esse nosso objetivo primordial, não vamos nos ater muito a isso, propondo, a partir das próprias indicações do texto, uma divisão prática, pois, se neste Evangelho existem algumas diferenças dos sinóticos, as linhas gerais não mudam tanto.

Assim, temos o prólogo, o anúncio da nova mensagem, as festas litúrgicas judaicas – entre as quais

destacamos a Última Ceia (Páscoa) com os ensinamentos do cenáculo, por ser o objetivo deste livro –, a paixão, a crucificação, a ressurreição e a conclusão. Podendo, ainda, ser acrescentado um epílogo (cap. 21) de composição mais tardia, tendo sido acrescentado pelo próprio autor ou por um de seus discípulos.

Alguns temas são fundamentais como caracterização da proposta deste Evangelho:


  • Jesus é o Messias, em grego Christos

  • É o transmissor da Luz de Deus

  • É o caminho que conduz à per feita conexão com o Criador

  • É verdade e vida


Segundo os Espíritos que trabalharam na Codificação Espírita, em meados do séc. XIX, Jesus é o guia e modelo da humanidade (O Livro dos Espíritos, Q.625); é o Médium de Deus (A Gênese, cap. XV); um Messias Divino (idem).

Se compararmos uma mensagem em O Livro dos Médiuns assinada pelo próprio Jesus com a publicação da mesma também em O Evangelho Segundo o Espiritismo, podemos concluir que em última instância Ele é o próprio Espírito de Verdade; opinião também do instrutor Alexandre na obra Missionários da Luz, do Espírito André Luiz, psicografada por Francisco Cândido Xavier.

Essa não é a opinião de todos os espíritas. Para alguns, o Espírito de Verdade é a legião dos Espíritos santificados que cooperam com o Cristo desde os primeiros momentos de nosso orbe. Seja como for, Jesus preside a essa legião conforme suas palavras no cap. XV deste Evangelho de João:


"Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da Verdade, que procede do Pai, testificará de mim." (João 15:26)


Segundo, ainda, os Espíritos Codificadores, o Espírito em seu início evolutivo é simples e ignorante, tendo pela lei de evolução o objetivo de atingir a perfeição, pelo conhecimento da verdade (LE Q. 115, em concordância com João, 8:32). Evolução essa feita mediante muitas reencarnações realizadas em vários orbes do universo.

Conforme nos orientam ainda as questões 112 e 113 do mesmo O Livro dos Espíritos, esses seres que atingiram a perfeição formam a classe dos Espíritos puros, que, segundo Léon Denis, Emmanuel e Joanna de Ângelis, entre outros, é a classe a que Jesus pertence.

Baseado nessas propostas da obra sabiamente organizada por Kardec, pode-se dizer que há perfeita

sintonia entre o Quarto Evangelho e a Codificação, e que, por intermédio desta, podemos compreender certas expressões contidas em João. Expressões essas que em outros tempos causaram grande dificuldade de interpretação, pois se Jesus, por uma falha teológica, foi visto como sendo o próprio Deus, é porque nem os teólogos compreenderam a ligação de Jesus, o personagem histórico, com o Cristo – significando este o título de sua condição espiritual –, e assim divinizaram-no; como também os historiadores não viram Nele nada além de um homem comum com a sua mentalidade

natural, apesar de às vezes incompreensível por seus feitos extraordinários.

Sobre Jesus, assim disse Kardec:


"...como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível. A sua superioridade com relação aos homens não derivava das qualidades particulares do seu corpo, mas das do seu Espírito, que dominava de modo absoluto a matéria e das do seu perispírito, tirado da parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres. (A Gênese, cap XV.)

Com base nestas orientações, podemos entender com naturalidade a mensagem passada pelo autor do Quarto Evangelho, a natureza Superior do Espírito Jesus e o choque causado por Ele em todos que O viram sem compreender a Excelsitude de Sua psicologia.

O objetivo desta obra, que ora trazemos a lume, é analisar o último dos sermões realizados por Jesus à luz do entendimento espírita. Sermão esse de grande profundidade em matéria de entendimento e muito útil ao nosso processo evolucional.

Que Deus nos abençoe a todos…



(Extraído do Livro: "O Sermão do Cenáculo") Disponível em:


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terça-feira, fevereiro 08, 2022

Carta aos Hebreus - Nestes Últimos Dias Falou Por Meio do Filho

#Pública


                                                                                                      


agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e pelo qual fez os séculos. (hebreus, 1: 2)

agora, nestes dias que são os últimos; a ideia aqui é a de "plenitude dos tempos", de "final dos tempos", "final de ciclo".

Segundo Champlin1 os rabinos dividiam o tempo em dois grandes períodos: a época presente e a era eterna ou vindoura.

A época presente incluía todo o tempo até a inauguração da era eterna que se daria quando houvesse o cumprimento dos propósitos divinos. O período anterior à vinda do Messias se dava na era presente, Sua vinda marcaria estes últimos dias; seria a preparação para o "mundo vindouro", que seria o segundo período referido.

Também nós, de modo individual podemos dividir os tempos em dois grandes períodos: o anterior ao Cristo em nossa vida, e o período posterior em que já O interiorizamos e O exteriorizamos através de nossas atitudes renovadas.

Portanto, estes dias que são os últimos, não representam o fim do mundo, mas o término de uma era de ignorância, de trevas em nossa vida, uma era em que éramos dirigidos pelos valores do mundo sem a mínima preocupação com os fatores espirituais.

Acontece nestes dias que são os últimos, ou final de tempos, um período de transição, onde o Cristo vem e fala aos nossos corações; nós O reconhecemos, desejamos tê-Lo como guia, mas as nossas tendências negativas nos prendem à retaguarda. Neste momento é preciso ter decisão e fazer a opção correta, nos desvincularmos do passado e adotar o novo paradigma mental que é o do Evangelho. Só assim nos capacitaremos para deixar o mundo de sombras e adentrarmos na era vindoura que é de paz, harmonia, e realizações no Bem.

falou-nos por meio do Filho; este é o ápice deste primeiro movimento da epístola.

No verso anterior o autor lembrou que por muitas vezes e de muitas formas Deus já se revelou à Humanidade. Neste ele nos mostra que desta vez Ele revela por meio do Filho.

Aqui faz-se importante fazer algumas considerações. Na cultura judaica "Filho de Deus" quer dizer um ser Divino, daí a confusão que fizeram com Jesus como se ele fosse Deus. Toda teologia cristã anterior ao Espiritismo comete este erro por falta de maiores esclarecimentos. A Doutrina codificada por Kardec veio para corrigir algumas distorções entre as quais se acha esta.

Jesus Cristo é sim um Ser diferente, acha-se em nível evolucional bem distante da Humanidade, porém não é Deus. É um Espírito Puro, um Messias Divino; mas trata-se de um Espírito Criado e que se fez Puro através das Eras em Mundos que já se perderam na poeira dos Sóis.

Assim, a natureza da revelação que vem por meio do Filho que é um Cristo, é diferente das anteriores.

Ela não existe só nas palavras que Ele proferiu e que os evangelistas anotaram, muitos dos enviados anteriores falaram também divinamente. Por Ele foi diferente, porque a Revelação estava Nele, era parte integrante de Sua pessoa; Ele é Um com o Pai porque se fez assim através de Seu aperfeiçoamento. Ele realizou a evolução possível de se realizar em Mundos materiais, mais do que isso não conseguimos dizer e nem compreender. É esta evolução que lhe dava autoridade para fazer o que fez. Quando ele falou que nós também poderíamos fazer tudo o que Ele fez, e fazer mais, nos revelou uma grande Lei que é a de evolução do Espírito, porém a distância para que estes acontecimentos se dessem era a de muitas eras, de milênios dentro de nossa dimensão tempo.

Assim compreendemos que a revelação de Jesus é uma revelação de Filho, que é Aquele que se fez Filho pela total identificação com os Propósitos do Pai, e uma de Suas revelações é exatamente esta que comentamos, a de que por meio Dele, Cristo, também poderíamos compartilhar desta revelação tornando-nos participantes do Reino e integrantes da Unidade Divina.

Deste modo aprendemos que a Revelação Cristã vai muito além dos documentos escritos que advieram da passagem de Jesus por entre nós e que outras podem ainda vir nos auxiliando a compreender todo este mecanismo divino de redenção das almas, porém com um aparte: todas que vierem depois, se vierem, como o Espiritismo veio como terceira revelação, terão de ser em plena harmonia com Ele, o Filho de Deus; virão também por meio Dele, como o Espiritismo, que é uma revelação orientada em planos mais altos de Espiritualidade pelo Espírito de Verdade que em última instância é o próprio Jesus.

a quem constituiu herdeiro de todas as coisas; por herdeiro devemos entender aquele que recebe a parte designada a ele por direito de filiação.

Neste passo é tratado de uma filiação divina, herdeiro de todas as coisas, entretanto, e por isso mesmo, devemos ver uma herança espiritual da qual Jesus só herdou por ter chegado à condição evolutiva a que chegou podendo assim cumprir a missão que lhe foi proposta pelo Pai.

Como herdeiro, e no caso de nosso planeta, herdeiro único, neste sentido de ser aquele que atingiu a condição de Cristo, Jesus tem procuração do Pai para em nome Dele atuar, e procuração com amplos poderes.

É neste sentido que devemos entender esta palavra herdeiro o que dá a Ele uma condição ativa como Espírito Co-criador, e uma condição de existência diferente das demais criaturas, por conquista conforme já comentamos.

Com a Revelação dos Espíritos aprendemos que cada mundo do Universo, cada planeta, cada Sol, cada Galáxia, tem o Seu Cristo, que é o Espírito responsável pela Governança Espiritual deste mundo. Assim quando é dito herdeiro de todas as coisas é em relação a este mundo que este Espírito como Construtor recebeu do Pai com a prerrogativa de encaminhá-lo à perfeição.

e pelo qual fez os séculos. "séculos" é uma tradução do grego aion que pode significar também "geração" dando uma ideia de tempo, mas também "mundos" dando ideia de espaço.

A teologia cristã aqui viu o Cristo como Criador mais uma vez confundindo-o com Deus. O Espiritismo com suas revelações nos posiciona melhor diante dos detalhes em que podemos distinguir Deus de Seu Cristo.

Deus é o Criador, só ele tem o poder de transformar a essência em existência, por isso o filósofo Huberto Rohden o nominou Creador.

Jesus não é Criador, mas Construtor, o que nós espíritas chamamos de Co-criador num plano maior conforme a definição do Espírito André Luiz2.

Jesus não Cria, ele faz, constrói a partir de substâncias já Criadas por Deus. Jesus opera diretamente na matéria o que Deus não faz conforme nos informam os Espíritos Codificadores3.

Estes detalhes têm grande importância. Deus Cria antes do "tempo". Com a formação da matéria surgem as dimensões "tempo" e "espaço", é aí que os Espíritos plenamente identificados com o Criador, os Cristos, começam operar na matéria cósmica criando os mundos. Por isto o autor bíblico inspirado pelo Espírito de Verdade diz: pelo qual fez os séculos; observemos que o verbo é "fazer" e não "criar", e séculos justamente significando as dimensões "tempo" e "espaço" que só surgem a partir da existência dos mundos materiais.

1 CHAMPLIN, Russell N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. São Paulo: Ed. Candeia, 1995. Vol. 5

2 Cf. XAVIER, Francisco C./ Waldo Vieira/André Luiz (Espírito). Evolução em Dois Mundos, 13a Ed. Rio de Janeiro: FEB, 1993, Cap. 1

3 KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 50ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1980. Q. 536 b)






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segunda-feira, janeiro 31, 2022

Breve Introdução Á Carta aos Hebreus

#Pública




A Epístola aos Hebreus é um dos documentos mais fecundos de todo Novo Testamento, apesar disto nenhum deles é tão problemático no que diz respeito a análise sobre sua autoria, sobre quando foi escrito, onde e para quem. Isto para citar somente algumas das dificuldades que encontram os estudiosos desta valiosa carta.

Sobre o seu autor desde os tempos dos Pais da Igreja têm-se dúvidas sobre quem seria, a ponto de, segundo Euzébio, Orígenes ter dito que só Deus sabe quem escreveu esta epístola. Outros dizem que o autor de Hebreus é como Melquisedec, sem pai, sem mãe, e sem genealogia, tudo isto para confirmar o estado de indefinição sobre quem a teria escrito.

É quase unanimidade entre aqueles que se têm ocupado com a análise deste texto que ele não é de Paulo.

Os que defendem esta ideia têm argumentos muito sólidos. Falam de um estilo e uma linguagem completamente diferente das epístolas anteriores do apóstolo dos gentios, de um grego muito superior ao comumente usado pelo autor de Gálatas. Isto para citar apenas algumas dificuldades em se estabelecer o autor que uns pensam ser Barnabé, Lucas, Apolo, Prisca, Áquila ou outro de uma lista ainda maior.

Quanto ao lugar em que foi escrita a dificuldade em localizá-lo não é menor. O mais comum é aceitar Roma, todavia há-se a hipótese de Jerusalém e até mesmo Alexandria. A data da redação mais aceita é entre os anos 60 e 70 de nossa era, entretanto alguns eruditos pensam que pode ir até o ano 90 a possibilidade de sua origem.

Até mesmo quanto aos destinatários os estudiosos têm dúvidas apesar do título Aos Hebreus. É que este título não fazia parte do documento original.

Muitos outros pontos poderiam ser analisados a respeito desta carta como literatura, entretanto este não é nosso objetivo, que sempre é o de saber o que verdadeiramente este texto pode nos ajudar em nosso aperfeiçoamento moral, de como podemos aplicar seus ensinamentos em nossa vida diária atingindo assim o objetivo de nossa encarnação.

Só para findar estes breves comentários, e isso não pode deixar de ser dito e levado em conta para nós que interpretamos o Evangelho pela ótica Kardequiana, Emmanuel, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, no Livro Paulo e Estevão1, dá-nos importantes informações sobre os temas que comentamos. Segundo este autor espiritual, Hebreus foi escrita por Paulo, e diz mais, foi talvez a única toda escrita por Ele de próprio punho; que ele foi visto muitas vezes escrevendo em lágrimas. E que foi dirigida aos seus irmãos de raça e que foi grafada enquanto estava preso em Roma entre os anos 61 e 63.

Diz sim, que ela tinha um estilo singular e ideias grandiosas e incomuns, mas era mesmo de autoria do grande apóstolo converso às portas de Damasco.

Sendo assim, na continuidade de nossos estudos vamos considerar que Paulo é o autor de Hebreus, independente de ser esta ou não a realidade aceita pelos eruditos modernos. Não desconsideramos suas razões, mas se assim fazemos é porque se ninguém sabe qual é a realidade preferimos seguir o lúcido e bem informado guia de Chico Xavier; e por considerar que se ele foi o Espírito destacado pelo próprio Espírito de Verdade para ser o responsável pela orientação da obra deste valioso médium encarregado de evangelizar o Brasil e consequentemente o mundo pelas diretrizes do Cristianismo Redivivo, achamos que ele tem autoridade sobre este assunto e sobre qualquer outro de natureza evangélico moral.

Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos Pais pelos profetas (hebreus, 1: 1)

Muitas vezes e de modos diversos falou Deus; em grego as palavras polumeros - muitas vezes - e polutropos - de modos diversos -, são sinônimas, ambas querem dizer "de muitas maneiras". Trata-se de um estilo do autor de dar ênfase à ideia que expõe, isto é habitual em Paulo e também na literatura hebraica de um modo geral.

O autor prepara aqui seus leitores para a informação principal que quer dar e que está no próximo versículo. Apesar de considerar que ele aqui se refere aos profetas do povo hebreu, não podemos deixar de dizer que Israel hoje deve ser entendida por nós na análise dos textos bíblicos como toda humanidade que caminha para Deus; assim não podemos deixar de ver nestas palavras a Misericórdia de Deus que sempre deu revelações importantes a todos os povos, várias vezes, e de diversos modos.

Todos somos filhos amados do Criador de todas as coisas; assim, Buda, Lao Tsé, Moisés, Sócrates, Isaías, Jeremias, Oseias, Maomé, são todos enviados do Senhor para orientar povos em graus distintos de evolução.

Fo-Hi, os compiladores dos Vedas, Confúcio, Hermes, Pitágoras, Gautama, os seguidores dos mestres da antiguidade, todos foram mensageiros de sabedoria que, encarnando em ambientes diversos, trouxeram ao mundo a ideia de Deus e das leis morais a que os homens se devem submeter para a obtenção de todos os primores da evolução espiritual.2

Deus é a Fonte de todas as Revelações espirituais que têm por objetivo conduzir os homens a um estado moral mais elevado e de maior espiritualidade. Quando a humanidade está preparada Ele permite que Espíritos Superiores se dirijam a ela trazendo informações de relevância que podem auxiliá-la a desempenhar sua função. É através deles que Deus fala já que não podemos pensar que Ele por si mesmo tenha uma manifestação pessoal; Deus não é um Espírito, é a Alma do Universo se assim podemos nos expressar.

Isto aconteceu em todos os tempos, outrora, e poderá acontecer novamente sempre que Nosso Pai assim desejar.

aos Pais pelos profetas; é porque a carta é dirigida mais objetivamente a judeus, sejam eles judeus cristãos ou não, que ele se expressa deste modo.

Ao dizer aos pais, se referia aos ancestrais do povo hebreu, aqueles que receberam as orientações dos profetas, e também aos patriarcas que sempre receberam de Deus orientações por meio dos Espíritos Dedicados que sempre estão a serviço do Criador.

Profetas, são todos que trouxeram revelações diretas de Deus ou de Seu Cristo em todas as épocas da humanidade. Aqui nosso autor se refere a todos, desde Abraão até o último que se manifestou com este caráter.

1 XAVIER, Francisco C./ Emmanuel (Espírito). Paulo e Estevão, 41ª Ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004. 2ª Parte Cap. IX, Pág. 640

2 XAVIER, Francisco C. / Emmanuel (Espírito). Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1937. Cap. 2


quinta-feira, janeiro 27, 2022

Segredos do Apocalipse - O Primeiro Selo

#Pública





 


Neste primeiro verso do sexto capítulo de Apocalipse, temos expressões já citadas nos capítulos anteriores; que em cada ponto de nosso livro elas foram comentadas.

O verbo "ver" –vi - no princípio do versículo dá a ideia de que o médium viu vagamente o Cordeiro, em contraposição, ouviu como o estrondo dum trovão o convite do primeiro dos quatro Seres vivos.

Já comentamos sobre as diferenças entre o "ver" e o "ouvir" e o seu significado em termos de amadurecimento espiritual; a mensagem aqui é a mesma, ele teve uma maior sensibilização em relação ao som do que à imagem. O que nos diz de sua relação mais íntima com a faixa dos seres ainda em evolução do que com as do próprio Cristo.

O Cordeiro inicia a abertura dos selos - Ele abriu o primeiro dos sete selos -.

O selo representa o lacre, é algo que nos dá a ideia de um conteúdo fechado. Eles não permitem o acesso a determinadas faixas da evolução. O esquecimento proporcionado pelo estado reencarnatório pode ser um tipo de selo. A proibição dos benfeitores espirituais de visitarmos algumas regiões no Mundo Espiritual mais ligadas às trevas pode ser outro, e assim por diante. O Evangelho tem seus conteúdos selados que vão sendo abertos na medida de nosso progresso espiritual.

Lembramos que só Ele, o Cordeiro, tinha condições de abri-los, conforme dito anteriormente, devido ao seu testemunho, à sua morte, o que podemos ver como símbolo de seu processo evolutivo através das reencarnações. Reencarnações que no caso do Messias-Jesus se deu em outros orbes do Universo de Deus em tempos desconhecidos para nós, orbes que provavelmente nem mais existam do ponto de vista físico como compreendemos.

Toda vez que um Espírito encarna é como se ele morresse. Ao completar sua evolução possível ele se acha em condição de desvendar segredos maiores em relação a Deus e o encaminhamento evolutivo dos povos. É o que está contido nesta abertura dos selos, que num sentido geral e amplo em nosso orbe só o Cristo tem.

Vem! É o chamado para que o médium aprofunde sua visão. É um chamado individual. Já dissemos, quando não somos sensibilizados pelo encaminhamento natural dos fatos, somos "chamados" de forma mais contundente para realizarmos as tarefas programadas para nossa individualidade. Trata-se daquelas situações em que não encontramos forma de sairmos delas. São às vezes encarnações compulsórias num processo expiatório, outras, são missões, mesmo que singelas, que temos que desempenhar diante de pessoas e lugares em que estamos até mesmo sem compreender o porquê.

O Mundo Espiritual superior tem os seus, e vários, recursos para dizer a cada um de nós: vem! O que nos importa é "vir" devidamente ajustado com estes planos superiores e com a Vontade Soberana de Deus.




Vi então aparecer um cavalo branco; aqui iniciam as controvérsias. Há estudiosos que veem neste cavalo o símbolo do próprio Messias, outros, o do ser opositor que é o anticristo.

Todavia a maioria e é com quem concordamos vê nele a figura do Bem, de implantação do Evangelho.

O cavalo era usado na antiguidade nas atividades de guerra, daí serem visto estes cavalos do Apocalipse como símbolo de guerras e tragédias, dores e sofrimentos. Mas não foi o próprio Jesus que disse ter vindo trazer "guerra"? O que importa, deste modo, é entender que tipo de guerra traria um Ser messiânico.

Portanto, devemos ver neste símbolo, o do cavalo, um instrumento através do qual os eventos acontecem. Cada um trazendo na sua cor a característica da mensagem de que é portador.

O branco, como já foi comentado, traz em sua simbologia a paz, a vitória, a unidade. Guerra e paz são assim símbolos do próprio Cristo, daí vermos neste cavalo a representação da mensagem superior que sempre veio ao mundo através de missionários diversos desde a China milenária com Fo Hi e alguns ainda anteriores a ele, passando por Lao Tsé, Confúcio, Buda, Sócrates, seguindo através de Francisco de Assis, Kardec, entre outros, sempre veiculando a ideia crística.

Caibar Schutel em sua Interpretação Sintética do Apocalipse, viu de modo mais claro a presença de Allan Kardec neste símbolo do cavalo branco. A princípio pode parecer mais uma interpretação pessoal valorizando sua própria escola filosófica e religiosa, entretanto existem pontos a serem analisados que nos dizem claramente desta possibilidade simbólica caracterizar mesmo a Doutrina Espírita. Todavia, como este símbolo vai retornar no capítulo dezenove, onde será ampliado, deixaremos para lá os comentários a respeito.

cujo montador tinha um arco. O montador é a mensagem propriamente dita trazida pelo instrumento que é o cavalo. Aqui sim podemos ver a ideia do Cristo e do Evangelho.

Em hebraico a palavra rabi que quer dizer mestre, pode ser traduzida também por "arqueiro". Por sua vez, torah que é ensino, instrução, tem em sua raiz etimológica a palavra yara que quer dizer "lançar flechas".

Não foi o arco também definido como o símbolo da Aliança?

Eis que estabeleço minha aliança convosco e com os vossos descendentes depois de vós, e com todos os seres animados que estão convosco: aves, animais, todas as feras, tudo o que saiu da arca convosco, todos os animais da terra. Estabeleço minha aliança convosco: tudo o que existe não será mais destruído pelas águas do dilúvio; não haverá mais dilúvio para devastar a terra. Disse Deus: Eis o sinal da aliança que instituo entre mim e vós e todos os seres vivos que estão convosco, para todas as gerações futuras: porei meu arco na nuvem e ele se tornará um sinal da aliança entre mim e a terra..1

Portanto, o arco lembra a comunhão com Deus. Cristo participa dela, nós também poderemos participar a partir de nossa vivência evangélica e da entrega total de nossa vida, como Ele fez, para servir ao Criador. Lembramos neste passo da mensagem de Paulo, o apóstolo, dada a Kardec incluída em O Livro dos Espíritos:

Gravitar para a unidade divina, eis o fim da Humanidade. Para atingi-lo, três coisas são necessárias: a Justiça, o Amor e a Ciência…2

Deram-lhe uma coroa; a coroa é o símbolo da vitória, a outorga de um poder. Muitos têm dificuldade de ver Jesus nesta situação, pois dizem: "ele saiu derrotado, a sua foi uma coroa de espinhos".

Aí é que está o grande erro. Jesus é e foi mesmo àquela época o grande vencedor. Ele jamais quis demonstrar poder e soberania em relação às coisas do mundo; muito ao contrário Ele mesmo afirmou: eu venci o mundo.

Esta é a vitória que Ele veio ensinar a todos nós, vencermos as imperfeições, os chamamentos do mundo e as propostas de transitoriedade deste. Trata-se da vitória do Espírito.

Sua coroa de espinhos é loucura para os homens, como nos informa o apóstolo, entretanto é insígnia da Vitória Real e que deu a Ele e dará a qualquer um de nós a Coroa do Espírito através do completar de um ciclo evolucional que abra as portas do Céu e de uma Espiritualidade profunda para todos nós.

Deste modo, é fácil de compreender que Ele partiu para esferas sublimes de perfeição como vencedor e para vencer ainda, o que nos diz que esta vitória ilimitada que nos projeta a uma vida imorredoura, que era só Dele será também nossa e pertinente a este mundo que estamos construindo e que iremos transformar a partir da prática de Seus ensinamentos, em mundo regenerado e superior dentro do andamento da evolução.




Extraído do Livro "Segredos do Apocalipse" disponível em:


https://www.institutodesperance.com.br






1 Gênesis, 9: 9 a 13

2 (KARDEC, O Livro dos Espíritos. 50ª ed. 1980); Q. 1009




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terça-feira, janeiro 04, 2022

Segredos do Apocalipse - Lançamento






Já está disponível no Site do Instituto D'Esperance:  https://bityli.com/SegredosdoApocalipse
o livro "Segredos do Apocalipse" (livro impresso), conforme cartaz abaixo:





Se quiserem ter conhecimento do livro no Site da Amazon:  vocês podem ler um capítulo gratuitamente.



Depois disso, tive uma visão: havia uma porta aberta no céu, e a primeira voz, que ouvira falar-me como trombeta, disse: sobe até aqui, para que eu te mostre as coisas que devem acontecer depois destas. (Apocalipse, 4: 1)

Depois disso, tive uma visão; o que foi narrado anteriormente pelo evangelista já era fruto de uma visão, do exercício medianímico. Assim, a expressão depois disso nos faz compreender que após aquelas anteriores houve um aprofundamento do que ele enxergava em sentido espiritual. Sua mediunidade aguçava cada vez mais.

As primeiras cenas, que deram origem às cartas dirigidas às igrejas, situavam, apesar de sua espiritualidade, num plano mais imediato, aqui há um desdobramento mais amplo e regiões espirituais ainda mais elevadas serão o cenário deste quarto capítulo.

As igrejas representam nós mesmos em vários ângulos de nosso desempenho cristão; ora virtuosos, ora portadores de vícios que precisam ser superados.

havia uma porta aberta no céu; define a superioridade do trabalho. Era fruto de uma concessão da Misericórdia para que nos fosse descortinado novas revelações e situações espirituais, ou tratava-se de conquista moral que permitia esta incursão. A porta do céu não nos abre à toa, ou é merecimento devido a algo já realizado, ou oportunidade de trabalho e assim, de elevação.

e a primeira voz, que ouvira falar-me como trombeta; referência à voz citada no primeiro capítulo no décimo versículo. Pode se tratar do próprio Cristo ou de um Anjo enviado por Ele para revelar-nos. De qualquer modo é um Espírito de nível muito elevado pertencente à falange do Espírito de Verdade.

Ao nível de nossa consciência a primeira voz pode representar um chamamento da justiça, enquanto que esta que nos abre as portas do Céu, a do amor. Só o plano operacional do Evangelho nos prepara para uma Espiritualidade mais profunda.

disse: sobe até aqui; Aquele que emitia a voz estava num plano mais elevado e convida o apóstolo a subir até onde ele se achava, até aqui.

Era a visão do judaísmo um Céu dividido em níveis1 definindo gradações cada vez mais espiritualizadas.

Confirma nosso comentário desta voz sugerir o convite do amor, só ele nos faz subir cada vez mais na escala do espírito.

Há uma necessidade de o médium elevar-se espiritualmente para que através de uma ampla conexão com o Alto possa trazer maiores revelações. A mesma proposta se adéqua à nossa necessidade no dia a dia, pois nos fazendo medianeiros da utilidade atingimos mais rapidamente nosso objetivo de recomposição consciencial e ajuste aos desígnios do Pai.

É preciso compreender, todavia, que toda subida requer esforço, disciplina e perseverança. Se o Céu é a meta e o limite que nos liberta, só através destas virtudes chegaremos lá, virtudes que devem ser buscadas e vividas dia a dia e não de vez em quando e só nos ambientes de nossas afinidades.

para que eu te mostre as coisas que devem acontecer depois destas. Eu te mostre, isto é, o Cristo, a Consciência Superior. Só ajustado a Ele ampliamos nossos olhos que veem para além do trivial.

Todos somos desejosos de grandes revelações, inclusive as que nos projetam no futuro num domínio sobre o tempo. Por aqui aprendemos ser isto possível, isto é, saber as coisas que devem acontecer depois destas, todavia isto tem um preço:

…elevação espiritual, evolução, evangelização…, educação para o serviço em nome de Deus.

Entretanto, esta expressão que devem acontecer deve ser melhor compreendida pois aqui está em parte uma importante revelação desta Apocalipse.

O verbo "dever" aqui traduzido do grego dei, tem o sentido de estar preso a uma lei, a uma necessidade provocada pelas circunstâncias. Sugere uma obrigação moral, um constrangimento por determinação divina.

Portanto, é uma Lei que está por trás, assim ela vai se cumprir. Todavia a sua manifestação pode variar de acordo com o comportamento daquele ou "daqueles" envolvidos na questão.

É importante compreender isto, pois as profecias, mesmo as melhores, vindas por meio de Espíritos elevados não têm um caráter determinístico. Elas funcionam mais como alerta dizendo, "se nada for mudado isto deve acontecer, entretanto, se a conduta mudar poderá ser modificado o efeito".

Em síntese, a Lei se cumpre, a forma dela cumprir pode ser alterada de acordo com nossa postura diante da vida.

Fui imediatamente movido pelo Espírito: eis que havia um trono no céu, e no trono, Alguém sentado… (Apocalipse, 4: 2)

Fui imediatamente movido pelo Espírito; a ideia clara é o de um "arrebatamento" espiritual. Trata-se da mediunidade trabalhada de modo ainda mais elevado que a visão, pois o Espírito se vê transportado a estas regiões sublimes.

Só aquele que está preparado pode realizar tal trabalho, é preciso ter forjado esta condição no serviço da autoeducação. Não podemos adentrar no "paraíso" senão desvinculado de tudo que é transitório.

O Apocalipse nos convida a cada vez mais a uma vida espiritual, só através dela ingressaremos nestas regiões inefáveis.

eis que havia um trono no céu; o Céu confirmando o ambiente em que estava, pura Espiritualidade.

Paulo define o ambiente como indizível, todavia, os autores apocalípticos buscam descrevê-lo fazendo analogias com o conhecido.

João não faz diferente, como em Isaías no sexto capítulo, ou Ezequiel no primeiro, busca algum tipo de referência para nos fazer compreender o ambiente especialíssimo da Casa Espiritual de Deus.

O trono define o ponto ainda mais nobre, o Altar Celeste.

Podemos ainda compreender que o trono é a exteriorização do Pensamento Divino. Todo o Universo é assim, Trono de Deus, o que dá a tudo existente um caráter de uniformidade. Quando algo tem assim, um aspecto divergente do que seja Divino, é sinal que o que está alimentando esta construção não é o campo mental de Deus e sim de Espíritos temporariamente desajustados aos Desígnios Superiores; o que dá um caráter de temporalidade a tudo que se opõe ao Amor Universal.

Destarte, compreendemos que nem o mal, nem as regiões abismais, onde imperam trevas exteriores, são criações divinas, daí não poderem ser eternas e sim temporais de acordo com a necessidade daqueles que a elas estão vinculados.

e no trono, Alguém sentado…; posição que expressa a superioridade Daquele que tem ampla autoridade.

Ezequiel O define como um "ser com aparência humana", um "Adão Primordial". João diz de alguém o que de certa forma ainda humaniza, porém não há como ser diferente. Nós só alcançamos compreensão a partir do que conhecemos.

Os próprios Espíritos Codificadores sentiram grande dificuldade em ter de nos trazer ensinamentos superiores com o vocabulário que temos. Existe na espiritualidade "coisas" que não há como fazer analogia. Imaginemos, deste modo, um ambiente Celestial, muito mais difícil é retratá-lo. Só pelo pensamento podemos fazer uma ideia da Natureza Íntima de Deus ou compreender o Espírito dissociado de matéria2.

Assim, chegamos a uma conclusão, toda vez que tentamos compreender Deus, O humanizamos, e isto não é bom. Deus não é uma pessoa, por maior que ela seja.

Daí a necessidade de muitos fazerem de Jesus, Deus. Devemos entender o Cristo não como o próprio Criador, mas como o caminho operacional de chegarmos até Ele. Não há outra forma de adentrarmos na intimidade do Senhor Supremo.



1 II Coríntios, 12: 2 a 4

2 Cf. (KARDEC, O Livro dos Espíritos. 50ª ed. 1980), Questões 12 e 26.