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terça-feira, dezembro 13, 2022

Reencarnação Como Doutrina Bíblica





E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus. (João, 9a; 1 a 3)

Em nosso último post sob o título de A Bíblia condena a Reencarnação? Comentamos o versículo 27 do capítulo 9 de Hebreus, mostrando que a Bíblia não condena a teoria da reencarnação.

Neste, comentando os versículos em epígrafe vamos mostrar que a reencarnação é, ao contrário do que dizem alguns, uma doutrina bíblica.

Qual a importância disto? Podem nos perguntar, por que é importante a Bíblia confirmar a reencarnação? De acordo com o que nos ensina Kardec, que oespiritismo é a 3aRevelação, ecomo se trata de Revelação Divina, não pode haver contradição entre a Doutrina Espírita e a Bíblia, pois nesta última está contida a obra básica e subsidiária da primeira e da segunda revelação.

A nosso ver, esta passagem narrada por João Evangelista, e a de Mateus, 17: 9 a 13, são as que mais claramente dizem sobre a teoria palingenésica. Em Mateus este evangelista diz: "Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de João, o Batista"1, ou seja, segundo o próprio Jesus João Batista era Elias reencarnado, e os discípulos entenderam isto.

Nossos irmãos cristãos não reencarnacionistas, têm usado a fala de Jesus nesta passagem narrada por João para desaprovar a ideia reencarnatória, todavia se analisarmos com cuidado vamos ver que ao contrário, ela confirma a tese da pluralidade das existências.

Para isso vamos analisar separadamente a pergunta dos discípulos e a resposta de Jesus.

Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?

Esta pergunta prova que a multiplicidade das existências era uma crença da época, pois, se era um cego de nascença e os discípulos tinham dúvida se seu pecado era causador da cegueira, este pecado só poderia ter acontecido numa existência anterior. O que os discípulos queriam, era a confirmação de Jesus.

Quanto ao pecado dos pais como causador da cegueira do filho, isto verdadeiramente a Bíblia condena:

"A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho, A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele." (Ezequiel, 18:20)


********


Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus.

Esta resposta de Jesus têm levado alguns cristãos apressados a condenar a reencarnação. Não vemos as coisas assim.

O que Jesus disse é que neste caso específico a cegueira não era fruto de transgressões em encarnações anteriores. Como no caso do jovem rico. Ele disse ao jovem que precisaria vender tudo que tinha e dar aos pobres para herdar a vida eterna. Era especifico para ele, que talvez fosse muito apegado aos bens materiais. Isto não quer dizer que todos que quiserem herdar a vida eterna têm que doar seus bens para os necessitados.

Entretanto. podem afirmar alguns, Jesus também não falou sobre a reencarnação neste texto, aprovando-a.

É aí que está a questão. Jesus jamais foi negligente, ou ficou em cima do muro em relação às doutrinas erradas, ou a qualquer atitude que fosse contra as Leis de Deus.

Ele chegou a chamar as lideranças religiosas da época de raça de víboras, de sepulcro caiado, ou ainda de filhos do diabo, quando estes se opunham ao projeto de Deus. Até mesmo Simão Pedro um de seus apóstolos mais eminentes, quando se manifestou contrário a vontade do Criador, foi chamado de Satanás. Jesus não disse que Simão estava influenciado pelos Espíritos malignos, mas ele próprio foi chamado de Satanás, que é todo aquele que se faz adversário de Deus.

Isto confirma que sempre que via um erro ele, Jesus, era severo em combatê-lo imediatamente. Sendo assim, nesta passagem narrada por João, a do Cego de Nascença, se houvesse por parte do Mestre um repúdio à ideia reencarnacionista, ele se manifestaria na hora rechaçando-a, não tenhamos dúvida quanto a isso. Se ele assim não fez é porque aprovava a doutrina da pluralidade das existências.

Podem ainda questionar, mas por que então ele não se manifestou a favor da reencarnação naquele momento?

A resposta está neste mesmo Evangelho de João:


"Eu ainda tenho muitas verdades que desejo vos dizer, mas seria demais para o vosso entendimento neste momento." Jesus (João, 16: 12 KJA)

Mesmo que saibamos que a doutrina da reencarnação é mais antiga até mesmo do que a encarnação de Jesus, e que em seu tempo ela já era crença de alguns, a humanidade de um modo geral ainda precisava crescer em conhecimento e moral para que ela fosse uma crença popular, dai a necessidade de aguardar a vinda do Consolador.

Todavia, como conclusão. hoje podemos seguramente afirmar sem a menor dúvida, a doutrina da reencarnação é também uma doutrina bíblica. As revelações não se contradizem.



1Mateus, 17: 13


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quinta-feira, setembro 21, 2017

Conversa sobre Reencarnação





A pergunta foi direta:


- Cláudio, por que você acredita na reencarnação?


Do mesmo modo foi a resposta:


- Eu não acredito em reencarnação.


A entrevistadora continuou, porém assustada:


- Mas como não acredita em reencarnação, você não é espírita?


- Sim, sou espírita. Porém não acredito em reencarnação, pois tenho certeza dela. Ninguém acredita naquilo que tem convicção.


- Ufa!!! Disse a entrevistadora. Pensei que ir perder minha entrevista. Mas vamos lá, continuando...

O que lhe faz ter tanta certeza da reencarnação?


  • A certeza que tenho da existência de Deus.

- Mas como assim? Muitas pessoas acreditam na existência de Deus, porém não aceitam a reencarnação.


- Existem dois tipos de pessoas que acreditam em Deus. Uns creem que Ele existe, porém vivem a sua vida como se ele não existisse. Levam a vida, estudam, trabalham, namoram, casam ou não, festejam, etc. Tudo sem considerar a existência de Deus e Seus propósitos.

Estes são mais imaturos do ponto de vista espiritual, é difícil aceitarem a reencarnação.

Entre os outros, ou seja, aqueles que vivem considerando Deus em suas realizações, ainda podemos dividir em duas classes, os que aceitam e os que não aceitam a reencarnação. Entre os primeiros estão alguns religiosos tradicionais. Por não aceitarem a reencarnação eles limitam Deus, e Deus não pode ser limitado.


- Como assim? Explique melhor.


- Todas as religiões concordam que Deus é Perfeito, Soberano em Justiça e Amor. Eu digo mais, Deus é Supremo e Absoluto em todos os Seus atributos. Não pode ser limitado nem superado em nenhuma de Suas qualidades.

Quando um religioso tradicional diz que Deus perdoa a todos os que se arrependem, e confessam seus pecados, porém que isto só pode se dar durante a vida que diga-se de passagem é bem curta, estes que assim pensam estão limitando o perdão divino, pois ele só acontece durante a vida, Deus é Amor e Misericórdia somente por alguns anos. Isto é inconcebível.

Além disso se trabalharmos só com a ideia de uma vida única a justiça de Deus fica comprometida.

Ninguém consegue explicar o porque de uns sofrerem tanto, e outros, nem tanto; uns têm todas as oportunidades outros quase nenhuma.

Imagine você. Ao dizer que os pecados cometidos em uma única vida de alguns anos podem gerar sofrimentos pela eternidade isto é absurdo. Nem a justiça humana é imperfeita assim. Por aqui a pena é proporcional à culpa. Aquele que rouba um tubo de cola num supermercado não pode ser condenado à pena de morte; do mesmo modo aquele que comete crimes hediondos como estupro, sequestro acompanhado de morte ou outros do gênero não pode ser condenado a distribuir cesta básica para comunidade carente. Ou seja, repetindo, a pena tem de ser proporcional à culpa. E quem comete crimes numa vida de setenta , oitenta ou até cem anos que seja, pode ser punido por uma eternidade sem fim?

Eternidade é mais que cem, mais que mil, mais que um milhão, mais que um bilhão de anos...

E aqueles que morrem na infância? Vão para o céu ou para o inferno? E aqueles que vivem poucos dias? Estes merecem um céu só de bênçãos sem nada ter feito por merecer, ou um inferno de dores eternas sem também não terem culpa alguma?

Desculpem-me os que assim pensam um mundo com uma legislação desta não pode ser obra de Deus, mas do maligno. Aliás falando numa linguagem entendida por estes que assim pensam, a doutrina da vida única é a maior vitória do demônio sobre a comunidade dita de Deus...


- Mas estes religiosos que você diz, dizem que a Bíblia é a Palavra de Deus e que ela condena a reencarnação. Como é que fica isto?


- Antes de responder propriamente esta pergunta eu gostaria de fazer duas observações. Em primeiro lugar, do jeito que eu falo às vezes parece que sou contra os religiosos tradicionais, evangélicos, católicos, etc.. Isto não é verdade. Eu admiro tanto uns quanto os outros, vejo que eles fazem excelente trabalho de evangelização, e ainda penso que nós espíritas ainda temos que aprender muito com eles, em várias áreas. A minha discordância é em matéria de teologia, de doutrina. E digo mais, nós não temos que ficar lutando uns contra os outros, temos que compreender que somos todos cristãos. O nosso adversário comum deve ser o materialismo, este é que deve ser combatido, pois é doutrina maléfica que origina vários enganos. Mesmo assim, não são os materialistas que devem ser combatidos, mas o materialismo, é diferente.

Outra observação que quero fazer é que a Bíblia é o meu livro de cabeceira, é um livro fundamental e o tenho não só como livro de leitura, mas de estudo com fins reeducativos.

A Bíblia não condena a reencarnação. Existe um texto da Carta aos Hebreus que diz:


E, assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo, depois disso o Juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitas pessoas; e aparecerá segunda vez, não mais para eximir o pecado, mas para brindar salvação a todos que o aguardam! (Hebreus, 9: 27 e 28)


Todavia, qualquer estudante da Bíblia sabe, até mesmo os iniciantes na matéria, que não podemos pegar um versículo, retirá-lo do contexto, e fazer doutrina sobre ele.

Quando o demônio tentou Jesus ele o tentou usando um versículo bíblico. Mas como? Podem perguntar; simplesmente porque ele usou um verso do Salmo 91 fora do contexto. Portanto quando alguém usa este texto de Hebreus para condenar a reencarnação, está dando uma de "demônio", pois trata-se de uma interpretação não considerando o contexto do texto original.

O autor da Carta dos Hebreus, seja ele quem for, não escreveu aquele texto para falar sobre reencarnação, nem contra, nem a favor, o que ele quis foi exaltar Jesus, dando-lhe o título de Sumo Sacerdote por Excelência, mostrando ser Ele incomparavelmente superior aos sacerdotes levitas.

Mas mesmo sob este aspecto a Bíblia não se enganou, pois o homem, em sentido geral, morre apenas uma vez, pois homem nenhum reencarna, quem reencarna é o espírito do homem.


- Como assim?


- O homem é um ser trino, e a Bíblia concorda com isto. Ele é formado por espírito, corpo físico e corpo espiritual. Quando o homem desencarna, seu corpo físico é que morre; o espírito com o seu corpo espiritual volta para o mundo espiritual. Quando há o reencarne é o espírito que reencarna formando outro homem, com outro corpo, com outras características. E a cada encarnação, há por parte do próprio espírito junto com as Entidades espirituais responsáveis pelo seu processo encarnatório, uma avaliação, o que a Bíblia chama de juízo. Portanto, o texto está correto ao dizer que está ordenado [ao homem] morrer uma só vez, vindo, depois disso o Juízo.


Há que se fazer outra observação. Mesmo considerando o Bíblia como "Palavra de Deus", é preciso reconhecer que Deus é maior do que ela, pois a própria Carta aos Hebreus diz que aquele que constrói uma casa tem mais honra que a própria casa (Hebreus, 3: 3) e nada há maior ou mesmo igual a Deus.

Portanto a Bíblia não pode reduzir nenhum de Seus atributos, se ela assim fizesse ela estaria em erro. Mais uma vez peço perdão aos que não aceitam a reencarnação, mas não há como provar que Deus é Amor, que Deus é Justiça, que Deus é Perfeito, se não for através do reconhecimento que a reencarnação é um dos princípios da Lei de Deus.


- É, pelo que vejo a questão é mais complexa do que parece a princípio. Cláudio, você gostaria deixar alguma mensagem como consideração final?


- Há ainda muita coisa que poderíamos dizer; mas só para se ter uma ideia, eu sempre quis colocar a seguinte questão para alguém que não aceita a reencarnação me responder:


Imaginemos que uma mãe amorosa morre e vai para o céu. Seu filho, a quem ela muito ama, também morre, porém, não é salvo, e vai para o inferno.

Será que esta mãe sabendo que vai ficar eternamente separada de seu filho e que este vai viver eternamente em sofrimento, vai conseguir ser feliz no céu? Será que o céu não vai ser para ela um tormento eterno?


Certo dia, assistindo a um programa evangélico em um canal de TV alguém fez uma pergunta similar a esta a um pastor. Sabe o que ele respondeu? Que no céu ela nunca se lembraria de seu filho, que lá os salvos se esquecem daqueles que conheceram, amaram e foram para o inferno, pois se assim não fosse no céu haveria sofrimento. (até ele reconheceu isto)


Eu fiquei boquiaberto. Até então eu pensava que o céu era lugar de espíritos perfeitos, o que este pastor disse é que o céu é lugar de gente com amnésia, e o que é pior, outros pastores já confirmaram para mim esta questão.

Portanto eu deixo a seguinte pergunta, o que é mais digno da Perfeição de Deus, uma Lei, a da unicidade da existência, que promove a injustiça, a separação familiar, a amnésia nas pessoas, ou a da pluralidade das existências que promove a justiça, o amor incomensurável, a união eterna dos espíritos afins e a perfeição de toda a criação?

Como disse Jesus, aquele que tem ouvidos para ouvir, que ouça! (Mateus, 11: 15)

quinta-feira, fevereiro 29, 2024

Reencarnação Doutrina Bíblica

#Pública


 



Várias passagens da Bíblia sugerem a Reencarnação; outras nada falam sobre este tema, entretanto, só à luz da Reencarnação podemos entendê-las.

Um exemplo disto é a passagem do Livro de Malaquias em que o profeta diz que Deus amou a Jacó e odiou a Esaú (Malaquias, 1:  2 e 3).

Malaquias estava interpretando os versículos 22 e 23 do vigésimo quinto capítulo do livro de Gênesis que diz:

E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu.

E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor.

E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.

Se Deus preferiu Jacó a Esaú para a continuar a descendência de Abraão e formar o povo de Israel, podemos concluir que era porque Jacó era um espírito mais amadurecido. Já que Deus não faz acepção de pessoas (Atos, 10: 34).

Se era mais amadurecido, é porque viveu anteriormente, e isto só pela Lei da Reencarnação é explicado.

O mesmo se deu com o profeta Jeremias relativo ao seu chamado. O Senhor disse: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. (Jeremias, 1: 5)

Ora, se ele foi conhecido pelo Senhor "antes de ser formado no ventre de sua mãe", isto prova biblicamente a pré-existência da alma e consequentemente a tese reencarnatória.

Entretanto, há passagens que a nosso ver provam sem contestação a palingenesia, principalmente por ter a participação concreta de Jesus. Entre elas destacamos duas. Na primeira o próprio Jesus confirmou ser João Batista, Elias reencarnado. Vejamos:

Os discípulos perguntaram-lhe: "Por que razão os escribas dizem que é preciso que Elias venha primeiro? Respondeu-lhes Jesus: "Certamente Elias terá de vir para restaurar tudo.

Eu vos digo, porém, que Elias já veio, mas não o reconheceram. Ao contrário, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem irá sofrer da parte deles".

Então os discípulos entenderam que se referia a João Batista. (Mateus, 17: 10 a 13)

Para compreender o valor desta declaração de Jesus é importante ler alguns versículos antes para observar o contexto em que ela se deu.

O fato se aconteceu após a transfiguração de Jesus no Monte Tabor.

Não temos dúvida em afirmar que no Tabor aconteceu a maior reunião mediúnica da história. Por que afirmamos isto?

O versículo primeiro diz que Jesus subiu a um "alto monte". Todas as vezes que Jesus subiu um "monte" algo de importante aconteceu. O verso ainda nos informa que ele levou consigo Pedro, João e seu irmão Tiago, que eram entre os discípulos os mais preparados para a mediunidade conforme depreendemos por outras passagens em que Jesus os escolheu.

Assim, temos:

Médiuns da manifestação: Pedro, Tiago e João.

Espíritos comunicantes: Elias e Moisés

Tudo isto sob a direção de Jesus.

Será que em algum tempo já aconteceu alguma reunião mediúnica tão elevada? Com vibrações tão superiores?

Pode-se perguntar, o que tem isto a ver com a declaração de Jesus de ser João Batista o mesmo espírito de Elias?

É que além da autoridade de Jesus que é insofismável devemos considerar o momento em que ele falou e a vibração deste momento.

Numa reunião mediúnica a autenticidade e a verdade de uma comunicação dependem da evolução do espírito. Um espírito evoluído tem uma vibração superior; deste modo, se a vibração era boa e os espíritos envolvidos são superiores, a revelação é sem dúvida verdade. É o que aconteceu no Tabor.

Vejamos a conclusão do evangelista:                          

Então os discípulos entenderam que se referia a João Batista. (Mateus, 17:13)

Ou seja, os três discípulos mais preparados que participaram do evento compreenderam a identidade dos dois personagens; Elias e João Batista eram os mesmos espíritos em corpos diferentes. Não se trata de ressurreição, mas de reencarnação.

Assim, cremos que, sem dogmatismo nem preconceito, Jesus confirma a tese da multiplicidade das existências ou palingenesia.

 

*****

Outra passagem bíblica que a nosso ver confirma a teoria da Reencarnação é a da "Cura do Cego de Nascença" (João, 9: 1 a 41)

A passagem é longa, mas para provar nossa tese só os três primeiros versículos bastam

 

E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.

 

E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?

 

Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. (João, 9; 1 a 3)

 

Esta passagem é usada por alguns de nossos irmãos ligados às igrejas católica e protestante para contestar a Reencarnação devido a Jesus ter respondido que nem ele pecou nem seus pais. Todavia esta não é a realidade. O que Jesus quis dizer é que neste "caso específico" não era ele nem os pais que pecaram.

É como a passagem do Jovem Rico (Mateus 19:16-30, Lucas 18:18-30). Nesta perícope Jesus diz ao jovem que para herdar a vida eterna ele teria que vender tudo que tinha e dar aos pobres. Perguntamos:  toda pessoa que quiser herdar a vida eterna tem que vender tudo que tem e dar aos pobres? Claro que não. Esta era uma orientação específica para aquele jovem, que talvez fosse muito apegado aos bens terrenos.

Todavia, podem afirmar, Jesus também não confirmou a tese reencarnatória.

Esta confirmação nós vamos entender analisando as entrelinhas do acontecimento.

Vamos iniciar analisando a pergunta dos discípulos:

Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?

Aqui não existe outra interpretação, os discípulos de Jesus só estavam pensando em palingenesia. Se ele nasceu cego, e não tem como pecar antes de nascer, isto só pode ter acontecido em outra existência. Deste modo podemos com certeza afirmar que a ideia palingenésica já era comum entre os judeus no tempo de Jesus.

O Espírito Erasto em uma comunicação em O Livro dos Médiuns nos diz que é melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea (O Livros dos médiuns, item 230)

O alerta do Espírito Erasto é porque uma verdade se for repelida hoje, amanhã, ou em qualquer momento, quando for a hora propícia, quando houver amadurecimento da humanidade, ela sempre vem à tona. Como disse Vitor Hugo, nada é mais poderoso que uma ideia cujo tempo chegou.  Ou ainda Jesus: não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz. (Lucas, 8: 17)

Entretanto uma mentira se for acolhida pode gerar grande transtorno, transtorno este que pode demorar séculos para ser corrigido.

Jesus veio para mudar a história, e esta mudança não diz respeito só ao calendário, mas de algo muito maior e mais profundo, a transformação moral da humanidade. Ele tinha plena consciência disto. Seus discípulos seriam aqueles que seriam responsáveis por implementar esta nova moral, por isso não podiam divulgar algo falso.

O Mestre deste modo, sabia muito mais do que o Espírito Erasto desta verdade: que é melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.  Ele não aceitou o mal nem falsidade nenhuma em momento algum, não existe uma passagem sequer no Evangelho em que Ele faz vista grossa ou é negligente em relação a algo falso. Ele chegou a repreender Pedro uma de principais lideranças chamando-o de Satanás, quando tentou se opor a uma verdade; chegou a chamar os líderes religiosos da época de raça de víboras, sepulcros caiados; disse que eles tinham por pai o Diabo. Ou seja, Jesus nunca foi tolerante com uma inverdade.

Sendo assim, se a Reencarnação não fosse uma Lei, Ele a teria rechaçado ali na hora. Além de dizer que: nem ele pecou nem seus pais, ele teria acrescentado para que não ficasse nenhum engano presente ou futuro: "e quanto a esta ideia de reencarnação, vocês esqueçam, pois não é possível, isto é coisa do demônio" (como dizem alguns religiosos de hoje). Todavia, não foi o que aconteceu.

Pode ainda ser dito que ele também não afirmou sobre a possibilidade das vidas sucessivas, entretanto a resposta sobre o porquê disto está no próprio Evangelho:

Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade. (João, 16: 12 e 13)

Destarte, podemos assegurar que a Reencarnação é uma Doutrina Bíblica, e mais, confirmada pelo próprio Jesus, o autor espiritual de todo o Evangelho.


Leia também:   A Bíblia Condena a Reencarnação?

                           Morrer Uma Só Vez

                                                      

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quarta-feira, março 03, 2010

Reencarnação

Reencarnação - Conceito e Visão de Outras Doutrinas Espiritualistas

Reencarnar quer dizer encarnar outra vez, ou seja, tomar de novo um corpo de carne.

Só pode aceitar a reencarnação quem aceita a existência do Espírito e a vida futura, porque aquele que duvida de uma destas duas afirmativas, não pode jamais aceitar a volta do Espírito a um outro corpo de carne. Logo para tratarmos deste assunto, pressuporemos que todos com quem estamos tratando, sejam defensores destas duas idéias.
Usa-se também o termo palingenesia para designar tal fato. Esta palavra é etimologicamente originária do grego: palin = de novo, e gênesis = geração; ou seja, nascer de novo.
A reencarnação é assunto tão antigo, que vários povos já a tinham como realidade, não só nos setores religiosos, mas também nos da Filosofia.
Podemos seguramente afirmar que a história da reencarnação se confunde com a própria história da evolução do pensamento religioso.

“Na Índia, desde remotíssima antigüidade, de que nos dão notícias os Vedas e o Bhagavad-Gitâ, o conhecimento da reencarnação era sobejamente divulgado através dos cantos imortais da formação moral e cultural do homem.” [1]
O Bramanismo e o Budismo nela se inspiraram.
Encontramos no Mazdeismo, antiga religião Persa, o Espírito encontrando a bem aventurança final, não sem ter antes passado por uma purificação progressiva através de provas expiatórias.
No Egito, a doutrina das transmigrações também era conhecida. Ao nascer, o egípcio era representado por duas figuras, uma era a sua personalidade e a outra seu duplo. Durante a vigília, as duas se confundem, mas durante o sono, ao passo que uma descansa, a outra se lança no mundo dos sonhos.
Na cultura grega, foi Pitágoras quem a introduziu após suas viagens realizadas junto aos egípcios e persas. Vamos encontrá-la ainda nos poemas órficos, em Sócrates, Platão, Empédocles etc.. Ela é afirmada com clareza no último livro da “República”, em “Fedra”, em “Timeu” e em “Fédon”.
“É certo que os vivos nascem dos mortos e que as almas dos mortos tornam a nascer” (Fedra).
“Alma é mais velha que o corpo. As almas renascem incessantemente do Hades para tornarem à vida atual.” (Fédon)
Sófocles como Aristófones também adotaram a mesma crença.
Virgílio, Ovídio e Cícero, pensadores romanos, infiltraram-na em suas lições. Virgílio, na “Eneida”, assevera que a alma, mergulhando no Letes, perde a lembrança das suas existências passadas.
Os druídas apoiavam toda a sua filosofia na justiça palingenésica.
A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. A Bíblia dá reiteradas confirmações disto. Somente os Saduceus, que eram os materialistas da época, não criam nela. Mas as idéias dos judeus sob este ponto não eram muito claras. Acreditavam eles que o homem que vivera, podia renascer, mas não sabiam precisar como.
Os primeiros padres da Igreja, como Orígenes e S. Clemente de Alexandria, eram adeptos da idéia reencarnacionista. S. Gregório de Nysse chega a afirmar que há necessidade natural para a alma imortal de ser curada e purificada e que, se ela não o foi em sua vida terrestre, a cura se opera pelas vidas futuras e subsequentes. Todavia, a Igreja não podia conciliar seus dogmas e artigos de fé, armas imprescindíveis que eram para o poder desta instituição, com a justiça da doutrina reencarnacionista.
Assim sendo, no Concílio de Constantinopla em 553, os maiorais da Igreja tiraram definitivamente a idéia da reencarnação, toda aceita entre os primeiros Cristãos, de seu corpo doutrinário.
Com isto, o que a Igreja fez foi afastar ainda mais os homens de bom senso, do Criador, porque ao invés de uma doutrina simples e clara a respeito da imortalidade da alma e da vida futura, edificou todo um complexo conjunto de dogmas, lançando o homem na obscuridade e no completo desconhecimento de seu destino.
Desta forma, a reencarnação desaparece temporariamente das cogitações filosóficas ocidentais, ainda que alguns pensadores medievais tenham tido o atrevimento de entregar-se aos estudos destes conceitos. O que lhes valeram pela intolerância e ignorância religiosa, muitas vezes, a perda da própria vida.
Apesar da idéia reencarnacionista, como vimos, ser de todos os tempos, foi só nos meados do século XIX, com a Codificação Espírita, que tal doutrina recebeu uma explicação lógica e um inegável bom senso. A partir dos estudos dos pioneiros do Espiritismo, pudemos entender melhor sua fundamentação, sua justiça, seu mecanismo, e a comprovação bíblica deste misericordioso artigo da Grande Lei.

Justiça da Reencarnação

Em que se fundamenta? - Segundo os Espíritos codificadores, na resposta da questão 171 de O Livro dos Espíritos, a doutrina reencarnacionista se fundamenta na própria Justiça Divina.
Na análise do conteúdo desta resposta, verificamos que se não fosse a oportunidade reencarnatória, Deus estaria privado de um de seus atributos: a justiça, e consequentemente já não seria Deus.
Para facilitar o nosso raciocínio, citamos a seguir um texto em que Kardec disserta sobre a lógica da pluralidade das existências:
“Se não há reencarnação, só há, evidentemente, uma existência corporal. Se a nossa atual existência corpórea é única, a alma de cada homem foi criada por ocasião do seu nascimento, a menos que se admita a anterioridade da alma, caso em que caberia perguntar o que era ela antes do nascimento, e se o estado em que se achava não constituía uma existência sob forma qualquer. Não há meio termo: ou a alma existia, ou não existia antes do corpo. Se existia, qual a sua situação? Tinha ou não consciência de si mesma? Se não o tinha, é quase como se não existisse. Se tinha individualidade, era progressiva ou estacionária? Num e noutro caso, a que grau chegara ao tomar o corpo? Admitindo, de acordo com a crença vulgar, que a alma nasce com o corpo, ou, o que vem a ser o mesmo, que antes de encarnar, só dispõe de faculdades negativas perguntamos:

1º Porque mostra a alma aptidões tão diversas e independentes das idéias que a educação lhe fez adquirir?

2º Donde vem a aptidão extra normal que muitas crianças em tenra idade revelam, para esta ou aquela arte, para esta ou aquela ciência, enquanto outras se conservam inferiores ou medíocres durante a vida toda?

3º Donde, em uns, as idéias inatas ou intuitivas, que noutros não existem?
4º Donde em certas crianças, o instinto precoce que revelam para os vícios ou para as virtudes, os sentimentos inatos de dignidade ou baixeza, contrastando com o meio em que elas nasceram?
5º Por que abstraindo-se da educação, uns homens são mais adiantados do que outros?
6º Por que há selvagens e homens civilizados? Se tomardes de um menino hotentote recém-nascido e o educardes nos nossos melhores liceus, fareis dele algum dia um Laplace ou um Newton? (…)” [2]
Através deste raciocínio kardequiano, vimos acima de tudo que a reencarnação é fundamentada na justiça divina, e que assenta na mais perfeita lógica e no maior bom senso.

Provas da Reencarnação

Mas que provas podemos ter da reencarnação, além destas explícitas neste raciocínio?
Podemos dividir estas provas em duas categorias: provas filosóficas e provas experimentais.
Filosóficas - Como entender a justiça divina, sem aceitar o princípio reencarnatório? Por que nascem uns pobres e outros ricos? Uns desfrutam da maior saúde, outros lutam a vida toda com várias doenças. Há os que vivem muitos anos, e os que vivem poucos meses ou dias. E como a justiça divina irá julgar estes que não tiveram tempo para serem nem bons nem maus. Irão para o céu ou para o suplício eterno?
Há também a questão do progresso. Por que a humanidade de hoje é mais adiantada intelectual e cientificamente do que a passada? Poderão dizer que a sociedade é que faz o homem assim. Mas como explicar a diferença brutal que existia entre a capacidade de um homem primitivo e a do homem atual, se ambos fossem criados no instante do nascimento, e suas conquistas para nada servissem?
Nos dêem explicações melhores para estes e outros questionamentos e abandonaremos nossas certezas reencarnatórias.
Experimentais - Entre as provas experimentais, podemos citar a fenomenologia mediúnica com todas as suas nuanças. A comunicação dos Espíritos por si só prova a imortalidade da alma e, consequentemente, a possibilidade reencarnatória, mas é o conteúdo destas comunicações que nos dizem da certeza desta doutrina.
Temos ainda o aspecto relacionado com a regressão da memória, hoje bastante difundido nos meios cientificistas e não espíritas. A partir desta possibilidade vemos a incursão do ser em muitos momentos de suas existências pregressas.
E para finalizar as questões das provas, podemos ainda falar das lembranças de outras vidas, faculdade bastante rara, mas que já aconteceu com muitas pessoas.
Sobre este assunto indicamos a leitura do livro A Reencarnação de Gabriel Delanne, do qual tiramos, para ilustração, a narrativa abaixo, dentre tantas outras existentes nesta obra:

“Há cinqüenta anos, duas crianças nasceram em uma aldeia chamada Okshitgon, um rapaz e uma menina. Vieram ao mundo no mesmo dia, em casas vizinhas, cresceram juntos, brincaram juntos, amaram-se.
Casaram-se e fizeram uma família (…)
A morte os levou no mesmo dia; enterraram-nos fora da aldeia, depois os esqueceram (…)
Nesse ano, após a tomada de Mandalay, a Birmânia inteira sublevou-se (…) Tristes tempos para os homens pacíficos, e muitos, fugindo de suas habitações, refugiavam-se nos lugares mais habitados (…)
Okshitgon estava nos centros de um dos distritos mais castigados; grande números de seus habitantes fugiram, e entre eles um homem chamado Maung Kan e sua jovem mulher. Eles se estabeleceram em Kabyn. Tiveram dois filhos gêmeos, nascidos em Okshitgon, pouco antes de abandonarem o lar. O mais velho chamava-se Maung-Gyi, isto é, Rapaz Grande. As crianças cresceram em Kabu e começaram logo a falar. Seus pais notaram com espanto que, durante os brinquedos, chamavam-se, não Maung-Gyi e Maung-Ngé, mas Maung San Nyein e Ma-Gyroin; este último é nome de mulher; Maung Kan e a esposa lembraram que assim se chamavam os cônjuges falecidos em Okshitgon, na época em que as crianças nasceram.
Eles pensavam, pois, que as almas daqueles defuntos haviam entrado no corpo dos filhos, e os levaram a Oksitgon, para os experimentar. As crianças conheceram toda Okshitgon, estradas, e casas e pessoas; chegaram a reconhecer as roupas que vestiam na vida anterior.
Não havia dúvidas. Um deles, o mais moço, lembrou-se de ter tomado emprestado duas rupias a um certo Ma-Thet, sem que seu marido o soubesse, quando era Ma-Gyroin, e essa dívida não fora saldada. Ma-Thet vivia ainda. Interrogaram-no e ele se lembrava, com efeito, de haver emprestado esse dinheiro. (…)
(…) O menino mais velho (…) é um bom burguês, gordo rechonchudo, mas o gêmeo cadete é menos forte e tem uma curiosa expressão sonhadora. Contaram-me muitas coisas da vida passada. Disseram que, depois da morte, viveram, algum tempo, sem corpo nenhum, errando no espaço, ocultando-se nas árvores, e isso por causa dos pecados; e, alguns meses depois, nasceram gêmeos (…)” [3]
Objetivo da Reencarnação

Já sabemos que o Espírito reencarna, e que a reencarnação se fundamenta na Justiça Divina. Mas por que o Espírito reencarna? Com que fim?
Allan Kardec também perguntou isto aos Espíritos. Porém, pela sua capacidade didática, fez duas perguntas:

132 - Qual o objetivo da encarnação?
167 – Qual o fim objetivado com a reencarnação?

A primeira foi assim respondida: “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns é expiação; para outros missão. (…)” [4]

E a segunda, assim: “Expiação, melhoramento progressivo da humanidade. Sem isto, onde a justiça?” [5]

Analisando o conteúdo destas duas respostas temos: o objetivo principal da encarnação dos Espíritos, ou da reencarnação, é a evolução: “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição”. Acontece que em uma vida só não dá para cumprir tal objetivo. O que representa sessenta ou oitenta anos para uma pessoa, em matéria de aprendizado de todas as coisas para que ela chegue à perfeição?
Assim sendo, reencarnando inúmeras vezes, quantas forem necessárias, o Espírito atinge o objetivo primordial de sua existência.
Desta forma, entendemos que expiar não é o objetivo da reencarnação, mas pode vir a ser se o Espírito não quiser evoluir pelo caminho natural do bem.
Trocando em miúdos: o Espírito só passa pela expiação quando quer, ou seja, quando não quer seguir as Leis Divinas.
Como já vimos anteriormente, a evolução também é uma Lei de Deus; portanto o Espírito tem de evoluir, consciente ou inconscientemente. Quando ele entende isso e busca esta evolução por conta própria, ele a faz sem dor. A expiação só entra na história, quando a rebeldia fala mais alto, quando ele, sabendo qual caminho a seguir, escolhe outro.
Assim, provocando sofrimento em seus semelhantes, o ser estaciona. Como ele tem de evoluir, passa pelo sofrimento como que para despertar a centelha divina que existe dentro de si, que o induz ao aperfeiçoamento.
É aí que entendemos a misericórdia que é a oportunidade reencarnatória; não é à toa que Emmanuel nos afirma:

“Cada encarnação é como se fora um atalho nas estradas da ascensão. Por esse motivo, o ser humano deve amar a sua existência de lutas e amarguras temporárias, porquanto ela significa uma bênção divina, quase um perdão de Deus.”[6]
Reencarnação na Bíblia

A reencarnação acha-se claramente expressa nos textos bíblicos. Muitas são as passagens do Velho e Novo Testamento que nos servem para elucidar tal afirmativa.
Podemos ainda dividi-las em partes que nos mostrem seu caráter provacional, evolutivo, missionário e, acima de tudo, como Lei Divina.
A seguir analisamos algumas passagens:
“Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos.” [7]

A crença nos renascimentos era vista entre os judeus sob o nome de ressurreição. Por isso o Profeta usa este termo, mas no fundo quer dizer a mesma coisa, ou para ser mais preciso, no seu sentido de renovação para uma nova vida, logo, a ressurreição é um objetivo da reencarnação.
Isaías diz que os mortos viverão, isto não pode ser entendido como viverão após a vida terrena, porque senão ele diria: ainda vivem. O termo viverão quer dizer tornar a viver; e para completar, e a terra lançará de si os mortos, nos dá claramente a idéia de voltar ao corpo de carne.

“E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espirito.
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabe donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?
Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre em Israel, e não sabes isto? (…)” [8]
Esta é a passagem clássica em que o texto evangélico mostra a reencarnação com o objetivo de chegar à perfeição; aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.
Jesus não podia ser mais claro no sentido de afirmar a necessidade reencarnatória. E diante da ignorância de Nicodemos, Ele explica: “nascer da água e do Espírito (…)”

A água sempre foi tida como o início da vida. “Na Cabala hebraica, a água era a matéria primordial; o elemento frutificador.” [9]
Na Gênese mosaica, o autor diz que no princípio, “o Espírito de Deus se movia sobre as águas.” [10]
E este ensinamento é também dado por Emmanuel:

“O protoplasma foi o embrião de todas as organizações do globo terrestre (…) Os primeiros habitantes da Terra, no plano material, são as células albuminóides, as amebas e todas as organizações unicelulares, isoladas e livres, que se multiplicam prodigiosamente na temperatura tépida dos oceanos.” [11]

“Os modernos conhecimentos científicos atestam que as primeiras formas de vida, desde a concepção, se fazem no ambiente aquoso, seja a própria constituição do gameta feminino como o masculino, de cuja fusão (água) nasce o novo corpo, que adquirindo personalidade diversa da que possuía antes (espírito), recomeça o cadinho purificador, expungindo males e sublimando experiências para entrar no reino do Céus.” [12]

E é por isso já ser conhecido dos judeus daquela época , que Jesus diz: “Tu és mestre em Israel, e não sabes isto?”

“E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” [13]


“E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?
E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; mas digo que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem.
Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista.” [14]

Mas existe também em seu processo reencarnatório um caráter expiatório.

“Considerando a severidade com que Elias tratara os adoradores do deus Baal, mandando-os passar a fio de espada, pela espada padeceu, ao impositivo das paixões de Herodíades e do terrível medo do reizete Herodes.” [15]


Mecanismos da Reencarnação

Podemos tratar este tema sob dois aspectos: científico e filosófico.
O aspecto científico vai requerer um maior aprofundamento, e um maior conhecimento das ciências biológicas e da física, o que não é o objetivo deste texto. Portanto, trataremos aqui somente do aspecto filosófico.
Tomaremos como roteiro o capítulo 13 do livro “Missionários da Luz” de André Luiz. Não é que todos os processos reencarnatórios sejam desta forma, mas acreditamos que este capítulo fala de uma forma geral e bastante completa da programação e da assistência espiritual realizada, quando este processo está em vias de execução
Para iniciar, André Luiz esclarece que irá visitar em companhia do instrutor Alexandre, o lar de Adelino e Raquel, onde se verificaria a reencarnação de Segismundo.
Numa encarnação anterior, Adelino tinha sido vítima de Segismundo. Este o tinha assassinado, e no momento presente havia sido programado para ambos uma reencarnação de reajuste em bases de perdão.
Notamos no princípio um momento de angústia por parte do reencarnante, o que é natural no instante que antecede o processo reencarnatório. Para melhores esclarecimentos, recomendamos a leitura do capítulo 47 do livro Nosso Lar, “A volta de Laura”, do mesmo autor espiritual.
Mas o instrutor Alexandre o tranqüiliza: “Tenha coragem. O ensejo próximo é divino para o seu futuro espiritual. Organizaremos as coisas; não tenha receio.” [16]
A condição espiritual de Adelino, o pai, não era das melhores. Apesar das promessas no plano espiritual, este não tinha trabalhado o perdão em sua intimidade, e toda vez que Segismundo aproximava-se espiritualmente, a aflição era o sentimento que o dominava.
É digno de destaque, a assistência espiritual recebida pelo casal, quando este sintoniza com as determinações do Alto, dando assim condição para que se execute o programa traçado na espiritualidade. Além de Alexandre e André Luiz, existiam vários outros Espíritos a amparar toda a família neste momento.
Havia ali naquele ambiente, não obstante a proteção espiritual, uma grande dificuldade de execução do programa, devido aos conflitos vibratórios causados pela incompreensão das criaturas envolvidas no processo.
Dessa forma, os Espíritos que realizavam a proteção do lar de nossos irmãos programaram um momento de contato entre eles durante o sono físico, a fim de que algumas arestas pudessem ser aparadas.
Não foi fácil; a princípio houve uma grande aversão entre pai e filho. “É que a aproximação de Segismundo despertava em Adelino reencarnado as reminiscências do passado sombrio”, nos esclarece o autor, e continua: “Ele, a vítima de outro tempo, não conseguia localizar os fatos vividos, mas experimentava, no plano emotivo, as recordações imprecisas dos acontecimentos, cheias de ansiedades dolorosas.”[17] Mas como prova de que o amor é mais forte em todos os cantos do universo, a interseção de Alexandre trabalhando o perdão entre ambos, promoveu uma paz momentânea entre os dois.
Poderíamos perguntar, por que a necessidade do pai de aceitar o filho. Não poderia a espiritualidade impor a reencarnação sem maiores embaraços?
Informa Alexandre que:

“O pensamento envenenado de Adelino destruía a substância de hereditariedade, intoxicando a cromatina dentro da própria bolsa seminal. Ele poderia atender aos apelos da Natureza, entregando-se à união sexual, mas não atingiria os objetivos sagrados da Criação, porque pelas disposições lamentáveis de sua vida íntima, estava aniquilando as células criadoras, ao nascerem, e, quando não as aniquilasse por completo, intoxicava os genes do caráter, dificultando-nos a ação (…)” [18]

Passados os primeiros momentos, em que o equilíbrio entre os elementos envolvidos no processo era o mais importante, os mentores do Plano Maior passaram a trabalhar diretamente no processo de ligação do Espírito às suas necessidades reencarnatórias.
Mas antes de tratarmos com maiores detalhes sobre a ligação do Espírito com o corpo, lembremos da afirmativa de Alexandre de que nem todas as criaturas passam por esse instante, de uma forma consciente:

“(…) A maioria dos que retornam à existência corporal na esfera do globo é magnetizada pelos benfeitores espirituais, que lhe organizam novas tarefas redentoras, e quantos recebem semelhante auxílio são conduzidos ao templo maternal de carne como crianças adormecidas.(…). São inúmeros os que regressam à Crosta nessas condições, reconduzidos por autoridades superiores de nossa esfera de ação, em vista das necessidades de certas almas encarnadas, de certos lares e determinados agrupamentos.”[19]


“Não é necessária a nossa presença ao ato de união celular. Semelhantes momentos do tálamo conjugal são sublimes e invioláveis nos lares em bases retas. Você sabe que a fecundação do óvulo materno somente se verifica algumas horas depois da união genesíaca. O elemento masculino deve fazer extensa viagem, antes de atingir o seu objetivo. Temos tempo (…)” [20]


“Os Espíritos Construtores começaram o trabalho de magnetização do corpo perispirítico, no que eram amplamente secundados pelo esforço do abnegado orientador, que se mantinha dedicado e firme em todos os campos de serviço.
Sem que me possa fazer compreendido, de pronto, pelo leitor comum, devo dizer que ‘alguma coisa da forma de Segismundo estava sendo eliminada’. Quase que imperceptivelmente, à medida que se intensificavam as operações magnéticas, tornava-se ele mais pálido. Seu olhar parecia penetrar outros domínios. Tornava-se vago, menos lúcido.
A certa altura, Alexandre falou-lhe com autoridade:
Segismundo, ajude-nos! Mantenha clareza de propósitos e pensamento firme!
Tive a impressão que o reencarnante se esforçava por obedecer.
Agora, continuou o instrutor, sintonize conosco relativamente à forma pré infantil. Mentalize sua volta ao refúgio maternal da carne terrestre! Lembre-se da organização fetal, faça-se pequenino! Imagine sua necessidade de tornar a ser criança para aprender a ser homem!
Compreendi que o interessado precisava oferecer o maior coeficiente de cooperação individual para o êxito amplo. Surpreendido, reconheci que, ao influxo magnético de Alexandre e dos Construtores Espirituais, a forma perispiritual de Segismundo tornava-se reduzida.
A operação não foi curta, nem simples. Identificava o esforço geral para que se efetuasse a redução necessária.
Segismundo parecia cada vez menos consciente. Não nos fixava com a mesma lucidez e suas respostas às nossas perguntas afetuosas não se revelavam completas.
Por fim, com grande assombro meu, verifiquei que a forma de nosso amigo assemelhava-se à de uma criança.” [21]
Quando é dito que o corpo espiritual de Segismundo foi reduzido para o tamanho de uma criança, precisamos analisar esta palavra num sentido mais amplo.
A que tamanho terá sido restringido o perispírito de Segismundo? O instrutor pediu ao reencarnante: “Lembre-se da organização fetal, faça-se pequenino”. Particularmente, entendemos que aqui o corpo espiritual fica exatamente do tamanho da célula-ovo.
Em seguida, os Espíritos construtores analisam os mapas cromossômicos e concluem que está tudo bem, à exceção do tubo arterial na parte a dilatar-se para o mecanismo do coração. Mas nos informam ainda que se o reencarnante souber valorizar as oportunidades do futuro, possivelmente conquistará o equilíbrio do aparelho circulatório. É a aplicação da máxima evangélica: “O amor cobre a multidão de pecados”[22].
Através desta obra, ficamos sabendo também que o trabalho torna-se mais atuante por parte da espiritualidade até os sete anos de idade do Espírito reencarnante, época em que o processo reencarnacionista estará consolidado.
Chegado o momento, era necessário realizar o ato de ligação inicial, em sentido direto, de Segismundo com a matéria orgânica.

“Logo após penetrávamos o aposento conjugal, onde o espetáculo íntimo era divinamente belo (…)
Os amigos invisíveis do lar, companheiros de nosso plano, haviam enchido a câmara de flores de luz (…)
Mais de cem amigos se reuniam ali, prestando-lhe afetuosa homenagem (…)
O quadro era lindo e comovedor (…)
Valendo-me daquele instante (…), perguntei:
Nosso irmão reencarnante apresentar-se-á, mais tarde, entre os homens, tal qual vivia entre nós? Já que suas instruções se baseiam na forma perispiritual preexistente, terá ele a mesma altura, bem como as mesmas expressões que o caracterizavam em nossa esfera?
Alexandre respondeu sem titubear:
Raciocine devagar, André! Falamos da forma preexistente, nela significando o modelo de configuração típica ou, mais propriamente, o uniforme humano. Os contornos e minúcias anatômicas vão se desenvolver de acordo com os princípios de equilíbrio e com a lei da hereditariedade (…) Adicione porém, a esse fator primordial, a influência dos moldes mentais de Raquel, a atuação do próprio interessado, o concurso dos Espíritos Construtores (…), e poderá fazer uma idéia do que vem a ser o templo físico que ele possuirá, por algum tempo, como dádiva da Superior Autoridade de Deus (…)
Segismundo terá então, insisti, uma forma física eventual, imprecisa, por enquanto, ao nosso conhecimento?
O instrutor esclareceu sem demora:
Se estivéssemos diretamente ligados ao caso dele, estaríamos de posse de todas informações referentes ao porvir, nesse particular, mas a nossa colaboração neste acontecimento é transitória e sem maior significação no tempo. Os orientadores de Segismundo, porém, nas esferas mais altas, guardam o programa traçado para o bem do reencarnante. Note que me refiro ao bem e não ao destino.” [23]
Devido a importância deste esclarecimento, continuamos com Alexandre:

“Os contornos anatômicos da forma física, disformes ou perfeitos, longilíneos ou brevilíneos, belos ou feios, fazem parte dos estatutos educativos (…) Pormenores anatômicos imperfeitos, circunstâncias adversas, ambientes hostis, constituem, na maioria das vezes, os melhores lugares de aprendizado e redenção para aqueles que renascem (…). Em vista disso, o mapa alusivo a Segismundo está devidamente traçado, levando-se em conta a cooperação fisiológica dos pais, a paisagem doméstica e o concurso fraterno que lhe será prestado por inúmeros amigos daqui. (…)” [24]
Finda esta conversa instrutiva, Alexandre atendendo o pedido dos Espíritos Construtores, realiza uma prece, para depois entregarem o reencarnante aos braços maternais.


É quando André Luiz nos informa:

“Segismundo ligara-se a ela como a flor une à haste. Então compreendi que, desde aquele momento, era alma de sua alma aquele que seria carne de sua carne.”[25]

E dando continuidade, Alexandre disse:

“Agora, auxiliemos nosso amigo no primeiro contato com a matéria mais densa. (…)
(…) Auxiliado pelo concurso magnético do mentor querençoso, passei a observar as minúcias do fenômeno da fecundação.
Através dos condutos naturais, corriam os elementos sexuais masculinos, em busca do óvulo (…). Surpreendido, reconheci que o número deles se contava por milhões e que seguiam, em massa, para a frente, em impulso instintivo, na sagrada competição.
(…) Segundo depreendi, ele (Alexandre) podia ver as disposições cromossômicas de todos os princípios masculinos em movimento, depois de haver observado, atentamente, o futuro óvulo materno, presidindo ao trabalho prévio de determinação do sexo do corpo a organizar-se.
Após acompanhar, profundamente absorto no serviço, a marcha dos minúsculos competidores que constituíam a substância fecundante, identificou o mais apto, fixando nele o seu potencial magnético, dando-me a idéia de que o ajudava a desembaraçar-se dos companheiros para que fosse o primeiro a penetrar a pequenina bolsa maternal. O elemento focalizado por ele ganhou nova energia sobre os demais e avançou rapidamente na direção do alvo. (…) Sempre sob o influxo luminoso magnético de Alexandre, o elemento vitorioso prosseguiu a marcha, depois de atravessar a periferia do óvulo, gastando pouco mais de quatro minutos para alcançar o seu núcleo. Ambas as forças, masculina e feminina, formavam agora uma só, convertendo-se ao meu olhar em tenuíssimo foco de luz (…).
Depois de prolongada aplicação magnética, que era secundada pelo esforço dos Espíritos Construtores, Alexandre aproximou-se de mim e falou: Está terminada a operação inicial de ligação. Que Deus nos proteja.”[26]
Após esta operação, André Luiz diz que estava boquiaberto com o que vira, e podemos dizer: nós também!
Através destas breves narrativas, quisemos simplesmente mostrar algo a respeito do mecanismo da reencarnação (que não termina aqui), e que durante todo o processo reencarnatório há uma linda programação a ser executada.
É claro que nem todos os casos são tratados desta forma, mas como sabemos que Deus é Justiça, podemos seguramente dizer que Ele, através de Seus prepostos, de uma forma ou de outra, preside todos os movimentos palingenésicos.


Notas:
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[1] FRANCO, Divaldo P. / Joanna de Ângelis (Espírito). Estudos Espíritas, 5a ed., Rio de Janeiro, FEB, 1991, cap. 8
[2] (KARDEC 1980), questão 222
[3] DELANNE, Gabriel. A Reencarnação. 9a ed., Rio de Janeiro, FEB, 1994, cap. XI
[4] (KARDEC 1980), questão 132
[5] (KARDEC 1980), questão 167
[6]XAVIER, Francisco C. / Emmanuel. Emmanuel, 15a ed., Rio de Janeiro, FEB, 1991, cap. 5
[7] Isaías, 26:19
[8] João, 3: 1 a 10
[9] DENIS, Léon. Cristianismo e Espiritismo, 10a Ed., Rio de Janeiro, FEB, 1994, cap. IV
[10] Gênesis, 1: 2
[11] XAVIER, Francisco C. / Emmanuel. A Caminho da Luz, 10a ed., Rio de Janeiro, FEB,1980..
cap. II
[12] (FRANCO / Joanna de Ângelis [Espírito] 1991), cap. 8
[13] João, 9: 1 a 3
[14] Mateus, 17: 10 a 13
[15] (FRANCO / Joanna De Ângelis [Espírito]1991), cap. 8
[16] XAVIER Francisco C. / André Luiz (Espírito). Missionários da Luz. 24a ed., Rio de Janeiro, FEB, 1993, pag. 182
[17] (XAVIER / André Luiz [Espírito] 1993), pag. 194
[18] Idem, ibidem, pag. 197
[19] Id., ib., pag. 206
[20] (XAVIER / André Luiz [Espírito] 1993), pag. 207
[21] (XAVIER / André Luiz [Espírito] 1993), pags. 214 e 215
[22] I Pedro, 4: 8
[23] (XAVIER / André Luiz [Espírito] 1993), pag. 226
[24] Id., ib., pag. 227
[25] (XAVIER / André Luiz [Espírito] 1993), pag. 230
[26] Op. Cit., pg. 231 a 233