sexta-feira, março 08, 2013

Suportando com Paciência a Provação

Tiago, 1: 12


Bem aventurado o homem que suporta com paciência a provação! Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam.
Bem Aventurado é sinônimo de feliz. E conforme já dissemos em outro momento:
a felicidade promovida pelo Cristo, não é a felicidade que conhecemos, fugaz, momentânea, porque embasada em valores temporários. A felicidade a que se refere o Evangelho é definitiva, porque é conquistada pelos valores do Espírito.1
O homem; não está nominado porque é qualquer um que proceder conforme a orientação do evangelista.
O verbo suportar diz respeito ao resistir às provações. Por si só não há grandes virtudes em suportar, pois mostra que ainda estamos vinculados à faixa da justiça, só suportamos porque não há outro modo, suportamos como consequência de uma ação menos feliz anterior, e que é impositivo da Lei sofrer as consequências.
Normalmente aquele que suporta, que tolera, ainda acha que o outro está errado, que ele está certo, portanto ele suporta o outro achando-se superior.
A virtude conforme a narrativa do apóstolo está em suportar com paciência, pois aí há uma ação construtiva no bem, há um ensinamento velado que é transmitido a todos mostrando a faixa espiritual que vibra aquele que pratica esta ação pacificadora, pois suportar com paciência é o mesmo que compreender seja a própria provação ou as pessoas por meio das quais ela vem.
Compreender é no mínimo enxergar o outro, saber de suas necessidades, saber qual a sua capacidade e agir com proveito em favor do crescimento tanto do outro quanto de si mesmo. E compreender a provação é saber avaliar a sua necessidade e desativar os pontos que geram sofrimento contribuindo assim para a manutenção da harmonia.
Provação; no grego é peirasmos, uma palavra que pode ser traduzida tanto por provação quanto por tentação.
Em português há diferenças. Provação é o ato ou efeito de provar; prova, teste. É uma situação aflitiva ou de sofrimento que põe à prova a força moral. Tentação é o impulso para a prática de alguma coisa censurável ou não recomendável; desejo veemente ou violento2.


Leia o texto completo em: http://espiritismoeevangelho.webnode.com/carta-de-tiago-do-irm%c3%a3o-do-senhor-para-todos-os-crist%c3%a3os/tiago-1-12/

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Carta de Tiago, 1: 3 a 5

 pois sabeis que a vossa fé, bem provada, leva à paciência; mas é preciso que a paciência produza uma obra perfeita, a fim de serdes perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência.

Este versículo traça o projeto de evolução desejado.
Àquele tempo ele falava para judeus convertidos ao Cristo. Ninguém mais do que o povo judeu sabia o valor das provações. Este foi um povo que sofreu; e os que tiveram a compreensão de Jesus como sendo o Messias que libertava pela transformação moral, foram os que aproveitaram as provações na edificação de sua fé. Assim, a expressão pois sabeis…, é bastante coerente no texto.
Nós temos aprendido isto também à custa de muitas dores. O Evangelho traz para nós a possibilidade de participar deste sabeis, minorando os nossos sofrimentos. Cabe a cada um de nós “não recalcitrar contra os aguilhões”.
Como dissemos, este versículo traz para nós o projeto de evolução desejado. É que o Alto quer para nós a vitória espiritual, assim, nos envia Espíritos, que como Tiago, pela instrução encurta-nos o caminho evolutivo adiantando-nos o progresso.
A vossa fé, bem provada, leva à paciência; a fé já foi dito, é força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus…1 Podemos dizer que a fé é a lembrança da presença de Deus em nós. Ela existe em todas as criaturas, porém, é desperta através da evolução, e cada um a tem num determinado grau de acordo com suas conquistas individuais.


Leia o texto completo em : http://espiritismoeevangelho.webnode.com/carta-de-tiago-do-irm%c3%a3o-do-senhor-para-todos-os-crist%c3%a3os/tiago-1-3-a-5/

terça-feira, dezembro 18, 2012

Carta de Tiago - Do irmão do Senhor Para Todos os CristãosCristãos

Capítulo, 1: 1 e 2
Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos da Dispersão; saudações.
O autor desta carta se revela logo no primeiro versículo, é Tiago.
Mas quem seria esse Tiago? Não pode ser o irmão de João, o filho de Zebedeu, pois este desencarnou antes desta carta ser escrita. É então Tiago menor, o filho de Alfeu (Mt, 10: 3), irmão de Judas (Jd, 1: 1)?
Paulo diz que é o irmão do Senhor (Gl, 1: 19), e lhe chama de “coluna da igreja” (Gl, 2: 9); ao que tudo indica sua mãe chamava Maria (Mt, 27: 56) e era parenta da mãe de Jesus, talvez irmã. Provavelmente esteja aí o motivo de Paulo dizer que era o irmão do Senhor, é que àquele tempo os primos de primeiro grau eram tratados como irmãos.
Para Emmanuel (cf. livro Paulo e Estevão), era Tiago filho de Alfeu, e irmão de Levi. Para Humberto de Campos sua mãe chamava Cleofas, seu Pai era mesmo Alfeu e era irmão de Levi e de Tadeu.1
Ainda segundo alguns estudiosos este Tiago seria um terceiro Tiago, irmão de Jesus (cf. Mt, 13: 55) e que só teria se convertido ao cristianismo depois do episódio da ressurreição, teria desde então assumido a liderança do movimento junto com Pedro e João. Josefo, historiador judeu do Século I, afirma ser Tiago, irmão de Jesus e que foi martirizado no ano 62 a. C..
Há ainda outra dificuldade para estabelecer o autor desta carta, é que ela foi escrita em um grego elegante e rico em vocabulário, o que não era comum em um galileu.
Seja lá como for Orígenes cita esta epístola como escritura inspirada.
Para a nossa análise onde o que mais importa é conteúdo reeducativo do texto, cabe o destaque de que Tiago se denominava servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo.
O Evangelho de Jesus nos mostra a todo instante que o objetivo do Cristo era educar o Espírito em trânsito na Terra a fim de que ele se ajustasse à necessidade de maior espiritualidade.
O meio para que isto se efetivasse como conquista do Ser imortal, é que este estivesse em conexão com as inteligências do Alto e buscasse no seu dia a dia aplicar o aprendido em seu campo de ação com aqueles que lhe fossem próximos.
Amar e servir estes os verbos que mais deveriam ser praticados pelos seguidores do Messias.
Ao se qualificar como servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, Tiago mostra que compreendeu a lição e no decorrer do texto tanto quanto no da vida daquele que Emmanuel diz ser o irmão de Levi, vamos ver que ele tinha autoridade para assim dizer.
Dois mil anos se passaram...



segunda-feira, setembro 03, 2012

Mediunidade e Evangelho - A Obra é de Deus (1 Coríntios, 12: 17 e 18)


Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
Toda unidade coletiva é formada das partes. Os universos são compostos de sóis e planetas; países, de estados e municípios; famílias, de homens e mulheres; órgãos, de tecidos e células.
Todas as partes têm sua função específica, e importância no contexto, para que um organismo funcione perfeitamente, todas elas têm de estar devidamente ajustadas ao objetivo maior.
No ser humano este ajuste é representado pela máxima cristã “amai ao próximo como a si mesmo”, significando a perfeita harmonia entre a Lei de Conservação e a de Amor e Caridade.
Assim, da mesma forma que os sentidos voltados ao equilíbrio orgânico têm que se harmonizarem concorrendo para um funcionamento adequado do vaso físico, no homem integral, os fatores físico, espiritual, emocional e ambiental, têm de estar também equilibrados; o mesmo acontecendo na comunidade voltada para um objetivo comum – o movimento espírita por exemplo – onde as partes constituintes desta, no caso, os seres humanos que a compõem, devem estar também conjugados e voltados para o bem comum e o interesse geral da obra.
Pois se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.
Para que o Espírito realize sua evolução e consequentemente o “retorno ao Criador”, ele é projetado na matéria dentro de uma hierarquia universal, e conjugando liberdade e obediência caminha para a perfeição, tudo isso sob orientação superior e atendendo a um plano maior da Criação.
Cada um deles como [Deus] quis. Por mais que exteriorizemos nossos recursos potencializados, por maior que seja nosso ajuste aos desígnios universais, jamais poderemos, como nos alertou o Cristo de Deus, acrescentar um côvado à nossa estatura. Tudo está disposto consoante a Vontade do Pai, Ele é o Incriado e o Inatingível, Ele colocou os membros no corpo como quis, e a nós cabe, atendendo aos impositivos da Lei, realizar o melhor que nos cabe dentro de nossa faixa de ação própria.
Tudo isso o façamos com alegria e não gemendo, porque isso não nos seria útil.1
Assim, antes de semear a insatisfação e a discórdia em qualquer movimento voltado para o Bem e ao serviço ao semelhante, analisemos qual é o interesse comum, qual a nossa tarefa dentro do plano mais amplo, sintamos que Deus, através do Cristo, está sempre na direção e que tudo tem a sua razão de ser, pois segundo o excelente conselho do mestre de Paulo:
se esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus.2
1 Hebreus, 13: 17
2 Atos, 5: 38 e 39

segunda-feira, agosto 27, 2012

Mediunidade e Evangelho - Todos Pertencemos a um Mesmo Corpo (1 Coríntios, 12: 16)


E, se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
A orelha como órgão facilitador da audição tem também importantíssima função, o mesmo acontecendo com o olho que proporciona a todos a possibilidade de enxergar as maravilhas pertinentes ao mundo físico. Os dois do mesmo modo pertencem ao corpo cada um com a sua característica que o torna essencial.
Se houvesse a possibilidade de um destes órgãos serem dotados de inveja e fazendo uso deste sentimento procederem de uma forma negativa, querendo cada qual ter a característica do outro, de nada adiantaria, muito antes pelo contrário, pois a harmonia do todo ficaria comprometida.
Do mesmo modo é o funcionamento da Casa Espírita. O atendimento fraterno é um ótimo trabalho, essencial mesmo no socorro aos necessitados que buscam aliviar suas dores; podemos dizer que este é o pronto socorro de nossas agremiações. Também o serviço de primeiro atendimento àqueles que chegam buscando em nossa Casa iniciar-se dentro uma nova proposta filosófica é de fundamental importância, pois avaliar a necessidade particular de cada um e direcioná-lo para o ambiente adequado é passo certeiro com vistas a um trabalho bem realizado.
O que acontecerá com o recepcionista da casa, para isso preparado, se ele invejar o trabalho do atendimento fraterno e para lá quiser se transferir imediatamente por achar que sua tarefa é menos importante? E o que acontecerá se todos quiserem deixar suas tarefas em favor de outras que não conhecem bem?
Trabalho é toda ocupação útil, conforme nos ensinam os sábios Espíritos codificadores, e Paulo vai mais além, todo trabalho é coordenado pelo Cristo, e tem sua preciosa função. Deste modo, alegremo-nos com a nossa utilidade, e façamos cada vez melhor e mais bem feito o que nos propusermos a fazer, pois esse é o diferencial que deverá caracterizar o trabalhador cristão, e por consequência .o servidor espírita.
Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.1
Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.2


1 João, 5: 17
2 I Coríntios, 15: 58

segunda-feira, agosto 20, 2012

Mediunidade e Evangelho - Corpo Vários Membros (1 Coríntios, 12: 14 e 15)


Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
Toda doutrina tem os seus princípios que lhe dão sustentação. Estes são muito importantes, pois se assim não for a doutrina fica sem consistência e de fácil oposição. Todavia, todo conjunto de princípios tem um objetivo primordial, senão, qual o objetivo de sua existência?
Com a Doutrina Espírita não é diferente, todos temos no estudo de seus princípios fundamentais um dever, para que possamos ser coerentes em nosso modo de expressar. Assim, Deus, Espírito, perispírito, mediunidade, reencarnação entre outros são temas constantes de nossas meditações e pesquisas como sendo, no dizer de Paulo, os órgãos formadores do corpo doutrinário que o Codificador denominou Espiritismo.
Se é justo assim proceder, não podemos esquecer do objetivo primordial da doutrina que abraçamos que é a efetiva educação do Ser em sua integralidade; isto é, matéria e espírito, buscando desenvolver em cada um os potenciais latentes de moral superior fundamentada no Evangelho do Cristo. Isso que a nova psicologia espírita tem chamado de “autoiluminação” é de fundamental importância para todos conforme expressam os Espíritos codificadores na questão 132 de O Livro dos Espíritos: “Deus lhes impõe [aos Espíritos] a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição.”
Se tudo isso é essencial a nortear os estudos dos “discípulos de Kardec”, faz-se ainda mais imperioso a busca da vivência de toda essa proposta filosófica, pois somos sem dúvida os que hoje mais temos compromisso com o “ide e pregai o Evangelho...” a todas as criaturas. Tal ocorrência só terá verdadeira autoridade se fundamentada no exemplo edificante.
Portanto, se juntos devemos manter a harmonia dos princípios evangélicos, porque também o corpo não é um só membro, mas muitos, não esqueçamos a orientação do próprio discípulo de todas as gentes:
A cabeça de todo homem é Cristo… e a cabeça de Cristo é Deus. Todo homem que ore ou profetize com a cabeça coberta desonra a sua cabeça.1
Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
O corpo é o veículo de manifestação do Espírito imortal. Cada membro dele tem a sua importância dentro da proposta reeducativa do ser.
O pé é um membro voltado à segurança na movimentação, ele dá direção ao caminhar. A mão por sua vez é importantíssima na realização de um trabalho mais produtivo. Um corpo sem mão pode movimentar-se para lá e para cá sem dificuldades, mas terá algum impedimento na operacionalização de certos serviços. Por sua vez, um corpo sem pé poderá muito produzir nos estado de quietude, todavia, muitas serão as complicações no serviço do deslocamento.
Assim, em um organismo perfeito tudo tem a sua finalidade visando a produtividade harmoniosa, todos pertencem ao mesmo organismo e nenhum tem maior mérito do que o outro.
O que será de um grupo de trabalhadores espíritas onde só houver médiuns voltados para a cura? E se em outro grupo só houver expositores da mensagem doutrinária?
Deste modo, dos elementos ligados à faxina (sem a qual não pode haver o recebimento dos necessitados), até o mais sábio tarefeiro das questões últimas da vida, ninguém pode abrir mão de sua função e todos devemos trabalhar com alegria e reconhecimento, pois juntos formamos um só corpo e a dirigir esse corpo um só Espírito: O Espírito Verdade.
1 I Coríntios, 11: 3 e 4

segunda-feira, agosto 13, 2012

Mediunidade e Evangelho - Fomos Batizados em Um Espírito (1 Coríntios, 12: 13)


Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.

Batismo, do grego báptó: mergulhar, imergir1. No hebraico tabal e tebila, significando a imersão de um corpo ou de um objeto num líquido.2
Na antiguidade o batismo fazia parte dos rituais de iniciação e purificação. Na tradição hebraica, esta imersão era objeto de uma legislação rigorosa, pois dela dependia o estado de pureza ritual e o bom funcionamento da aliança com Deus.
Os portadores de sarna e todos os que eram considerados impuros deveriam se submeter a esta prática. Ainda hoje os hebreus continuam a praticar este rito, a mulher depois das regras e o casal depois do ato sexual.
Vê-se assim, que a imersão para o hebreu é diferente do batismo cristão, enquanto este é recebido uma só vez quando da conversão ao cristianismo, aquela é uma prática constante que faz o homem cada vez que quer purificar-se ou limpar-se de suas faltas.
Na igreja primitiva o batismo já diferia um pouco destes ritos conforme podemos depreender das anotações do livro de Atos nos primeiros movimentos do capítulo 19. Paulo simplesmente impunha as mãos sobre os discípulos que seriam batizados, e estes se sensibilizavam através de uma percepção espiritual que hoje podemos chamar de mediúnica.
Deste modo, aquele que era o “vaso escolhido” do Cristo segundo as anotações do autor de Atos, dizia aos Coríntios, com desdobramento aos cristãos de outras eras, que todos fomos batizados ou iniciados na doutrina do Evangelho, e tenha sido qualquer que seja a nossa origem ou a nossa filosofia anterior, agora somos adeptos do Cristo e assim temos o dever de com Ele servir, formando um só ser coletivo harmonizando todos os corações necessitados:

Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.3

Para nós espíritas os rituais não têm utilidade, o símbolo do batismo que é a imersão do corpo em água para se purificar, pode representar a necessidade reencarnatória - nascer da água - e através desta purificar o nosso Espírito pela vivência do bem – nascer do Espírito.

1 Dicionário Eletrônico Houaiss
2 A Bíblia Matyah (O Evangelho Segundo Mateus), Pág. 64
3 João, 13:35