quinta-feira, fevereiro 29, 2024

Reencarnação Doutrina Bíblica

#Pública


 



Várias passagens da Bíblia sugerem a Reencarnação; outras nada falam sobre este tema, entretanto, só à luz da Reencarnação podemos entendê-las.

Um exemplo disto é a passagem do Livro de Malaquias em que o profeta diz que Deus amou a Jacó e odiou a Esaú (Malaquias, 1:  2 e 3).

Malaquias estava interpretando os versículos 22 e 23 do vigésimo quinto capítulo do livro de Gênesis que diz:

E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu.

E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor.

E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.

Se Deus preferiu Jacó a Esaú para a continuar a descendência de Abraão e formar o povo de Israel, podemos concluir que era porque Jacó era um espírito mais amadurecido. Já que Deus não faz acepção de pessoas (Atos, 10: 34).

Se era mais amadurecido, é porque viveu anteriormente, e isto só pela Lei da Reencarnação é explicado.

O mesmo se deu com o profeta Jeremias relativo ao seu chamado. O Senhor disse: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. (Jeremias, 1: 5)

Ora, se ele foi conhecido pelo Senhor "antes de ser formado no ventre de sua mãe", isto prova biblicamente a pré-existência da alma e consequentemente a tese reencarnatória.

Entretanto, há passagens que a nosso ver provam sem contestação a palingenesia, principalmente por ter a participação concreta de Jesus. Entre elas destacamos duas. Na primeira o próprio Jesus confirmou ser João Batista, Elias reencarnado. Vejamos:

Os discípulos perguntaram-lhe: "Por que razão os escribas dizem que é preciso que Elias venha primeiro? Respondeu-lhes Jesus: "Certamente Elias terá de vir para restaurar tudo.

Eu vos digo, porém, que Elias já veio, mas não o reconheceram. Ao contrário, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem irá sofrer da parte deles".

Então os discípulos entenderam que se referia a João Batista. (Mateus, 17: 10 a 13)

Para compreender o valor desta declaração de Jesus é importante ler alguns versículos antes para observar o contexto em que ela se deu.

O fato se aconteceu após a transfiguração de Jesus no Monte Tabor.

Não temos dúvida em afirmar que no Tabor aconteceu a maior reunião mediúnica da história. Por que afirmamos isto?

O versículo primeiro diz que Jesus subiu a um "alto monte". Todas as vezes que Jesus subiu um "monte" algo de importante aconteceu. O verso ainda nos informa que ele levou consigo Pedro, João e seu irmão Tiago, que eram entre os discípulos os mais preparados para a mediunidade conforme depreendemos por outras passagens em que Jesus os escolheu.

Assim, temos:

Médiuns da manifestação: Pedro, Tiago e João.

Espíritos comunicantes: Elias e Moisés

Tudo isto sob a direção de Jesus.

Será que em algum tempo já aconteceu alguma reunião mediúnica tão elevada? Com vibrações tão superiores?

Pode-se perguntar, o que tem isto a ver com a declaração de Jesus de ser João Batista o mesmo espírito de Elias?

É que além da autoridade de Jesus que é insofismável devemos considerar o momento em que ele falou e a vibração deste momento.

Numa reunião mediúnica a autenticidade e a verdade de uma comunicação dependem da evolução do espírito. Um espírito evoluído tem uma vibração superior; deste modo, se a vibração era boa e os espíritos envolvidos são superiores, a revelação é sem dúvida verdade. É o que aconteceu no Tabor.

Vejamos a conclusão do evangelista:                          

Então os discípulos entenderam que se referia a João Batista. (Mateus, 17:13)

Ou seja, os três discípulos mais preparados que participaram do evento compreenderam a identidade dos dois personagens; Elias e João Batista eram os mesmos espíritos em corpos diferentes. Não se trata de ressurreição, mas de reencarnação.

Assim, cremos que, sem dogmatismo nem preconceito, Jesus confirma a tese da multiplicidade das existências ou palingenesia.

 

*****

Outra passagem bíblica que a nosso ver confirma a teoria da Reencarnação é a da "Cura do Cego de Nascença" (João, 9: 1 a 41)

A passagem é longa, mas para provar nossa tese só os três primeiros versículos bastam

 

E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.

 

E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?

 

Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. (João, 9; 1 a 3)

 

Esta passagem é usada por alguns de nossos irmãos ligados às igrejas católica e protestante para contestar a Reencarnação devido a Jesus ter respondido que nem ele pecou nem seus pais. Todavia esta não é a realidade. O que Jesus quis dizer é que neste "caso específico" não era ele nem os pais que pecaram.

É como a passagem do Jovem Rico (Mateus 19:16-30, Lucas 18:18-30). Nesta perícope Jesus diz ao jovem que para herdar a vida eterna ele teria que vender tudo que tinha e dar aos pobres. Perguntamos:  toda pessoa que quiser herdar a vida eterna tem que vender tudo que tem e dar aos pobres? Claro que não. Esta era uma orientação específica para aquele jovem, que talvez fosse muito apegado aos bens terrenos.

Todavia, podem afirmar, Jesus também não confirmou a tese reencarnatória.

Esta confirmação nós vamos entender analisando as entrelinhas do acontecimento.

Vamos iniciar analisando a pergunta dos discípulos:

Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?

Aqui não existe outra interpretação, os discípulos de Jesus só estavam pensando em palingenesia. Se ele nasceu cego, e não tem como pecar antes de nascer, isto só pode ter acontecido em outra existência. Deste modo podemos com certeza afirmar que a ideia palingenésica já era comum entre os judeus no tempo de Jesus.

O Espírito Erasto em uma comunicação em O Livro dos Médiuns nos diz que é melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea (O Livros dos médiuns, item 230)

O alerta do Espírito Erasto é porque uma verdade se for repelida hoje, amanhã, ou em qualquer momento, quando for a hora propícia, quando houver amadurecimento da humanidade, ela sempre vem à tona. Como disse Vitor Hugo, nada é mais poderoso que uma ideia cujo tempo chegou.  Ou ainda Jesus: não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz. (Lucas, 8: 17)

Entretanto uma mentira se for acolhida pode gerar grande transtorno, transtorno este que pode demorar séculos para ser corrigido.

Jesus veio para mudar a história, e esta mudança não diz respeito só ao calendário, mas de algo muito maior e mais profundo, a transformação moral da humanidade. Ele tinha plena consciência disto. Seus discípulos seriam aqueles que seriam responsáveis por implementar esta nova moral, por isso não podiam divulgar algo falso.

O Mestre deste modo, sabia muito mais do que o Espírito Erasto desta verdade: que é melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.  Ele não aceitou o mal nem falsidade nenhuma em momento algum, não existe uma passagem sequer no Evangelho em que Ele faz vista grossa ou é negligente em relação a algo falso. Ele chegou a repreender Pedro uma de principais lideranças chamando-o de Satanás, quando tentou se opor a uma verdade; chegou a chamar os líderes religiosos da época de raça de víboras, sepulcros caiados; disse que eles tinham por pai o Diabo. Ou seja, Jesus nunca foi tolerante com uma inverdade.

Sendo assim, se a Reencarnação não fosse uma Lei, Ele a teria rechaçado ali na hora. Além de dizer que: nem ele pecou nem seus pais, ele teria acrescentado para que não ficasse nenhum engano presente ou futuro: "e quanto a esta ideia de reencarnação, vocês esqueçam, pois não é possível, isto é coisa do demônio" (como dizem alguns religiosos de hoje). Todavia, não foi o que aconteceu.

Pode ainda ser dito que ele também não afirmou sobre a possibilidade das vidas sucessivas, entretanto a resposta sobre o porquê disto está no próprio Evangelho:

Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade. (João, 16: 12 e 13)

Destarte, podemos assegurar que a Reencarnação é uma Doutrina Bíblica, e mais, confirmada pelo próprio Jesus, o autor espiritual de todo o Evangelho.


Leia também:   A Bíblia Condena a Reencarnação?

                           Morrer Uma Só Vez

                                                      

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quarta-feira, fevereiro 21, 2024

Segredos do Apocalipse - A Besta

#Pública







Quando terminarem seu testemunho, a Besta que sobe do Abismo combaterá contra elas, vencê-las-á e as matará. (Apocalipse, 11: 7)


Quando terminarem seu testemunho; por testemunho aqui podemos ver a "missão profética" que foi dita no versículo anterior, ou um tempo em que a mensagem absorvida no plano do intelecto desce ao coração e é vivenciada através das atitudes renovadas.

Trata-se de um ciclo evolutivo na vida do Espírito imortal. Em cada ciclo podemos ter outros menores como subdivisões do encaminhamento do progresso. Este, da assimilação do conhecimento e da virtude nós podemos subdividi-lo em três etapas. A primeira a que tomamos conhecimento da verdade, a segunda é aquela em que a verdade entra em nós a partir da assimilação dos conceitos, e a terceira que é aquele instante em que a verdade começa a sair de nós através de um comportamento ajustado a ela. É a efetiva transformação interior.

Quando termina este ciclo a criatura já pode se considerar Nova Criatura naquela faixa de aprendizado e testemunhos. Isto pode levar séculos para acontecer na vida íntima do Espírito. Por exemplo, em cada encarnação uma criatura pode trabalhar uma parte deste ciclo, ou seja, a fase em que qualificamos como ciclo menor dentro de um maior. Pode, no entanto, um elemento decidido, dentro de uma faixa de aprendizado, realizar as três etapas num momento reencarnatório apenas. É questão pessoal de cada um de acordo com o entendimento e a condução de sua vontade.

…a Besta que sobe do Abismo combaterá contra elas; a Besta será uma personagem muito citada no Apocalipse, nós vamos ter a oportunidade de comentar bastante sobre ela nos capítulos posteriores, entretanto é preciso que fique claro que não é nossa ideia em nenhum momento individualizá-la no sentido de identificá-la como sendo uma determinada personalidade.

Neste momento queremos qualificá-la como aqueles valores humanos contrários ao Bem e ao encaminhamento da vida proposto por Deus e por Seus servidores. Trata-se de tudo que se opõe a Deus fazendo-nos adversários Dele. Isto leva com que muitos se associando a este estado negativo ajam como verdadeiras Bestas e num determinado momento de sua evolução possam ser identificados como a "Besta do Apocalipse". Nós mesmos, que hoje iniciamos nossa vinculação com o Evangelho, muito temos padecido para desativar em nós componentes de negatividade que estão já arraigados em nosso psiquismo devido a transgressões repetidas em nossas milenares existências; não é certo que já tenhamos sido, e ainda às vezes, até mesmo hoje, não nos situemos muito comumente na faixa desta Besta?

A Besta que sobe do Abismo pode ser o símbolo de vários Espíritos que veem de regiões infernais trazendo para este plano em que vivemos toda sorte de dificuldades pelo envolvimento que eles têm, e nós também, com o mal, não podemos esquecer que somos transgressores da Lei contumazes, como todo este envolvimento das trevas que envolve nosso orbe neste momento de transição. Sexualidade desregrada, drogas, violência, corrupção, poder mal utilizado, tudo fruto de um materialismo que impera na onda mental das criaturas, está simbolizado aqui, nesta Besta que sobe do Abismo.

Esta Besta irá combater ardentemente contra elas, ou seja, as testemunhas do Cristo, que são aqueles Espíritos já categorizados como trabalhadores do Bem, e aqueles outros que mesmo sem serem definitivamente libertos do mal buscam testemunhar o Evangelho num processo de renovação interior de troca de valores.

É a constante luta do mal contra o Bem que conhecemos bem em nosso encaminhamento reeducativo. Nós que já nos situamos entre estes que começam a experiência em favor do Evangelho, recebemos constantemente os apelos da reguarda, que é a Besta que sobe do Abismo combatendo contra o Cristo que nasce em nós. Aquele que perseverar até o fim será o vencedor, e o que este Apocalipse tem de mais consolador quando interpretado à luz da Doutrina Espírita, o Consolador Prometido, é que no fim o Bem vence o mal, que o Cristo voltará a reinar em nós e consequentemente no mundo que então será Seu e transformado no Reino que nos aguarda e para nós foi construído desde antes dos séculos e séculos.

…vencê-las-á e as matará. É preciso termos sensibilidade na interpretação, pois este trecho do versículo pode parecer contraditório e desmentir tudo o que dissemos nos comentários anteriores, já que ele diz que a Besta vencê-las-á e as matará, isto é, as testemunhas do Cristo.

Não se trata da morte e da derrota do Bem, mas da morte e da derrota em uma faixa de tempo. Está em foco aqui a capacidade do testemunhador de dar a sua própria vida pela causa que o alimenta. É o cordeiro que se deixa imolar, o mártir que entrega sua vida pelo que acredita, aquele que morre pelo bem da humanidade.

Neste plano que vivemos ainda predomina o mal, ainda estamos sob o guante do "príncipe deste mundo".[1] Sendo assim, é natural que por aqui a Besta ainda comemore algumas vitórias, porém estas serão vitórias passageiras e ilusórias, e necessárias para aquele que está em conversão, que ainda necessita ser provado em favor de conquistas maiores.

Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.[2]



[1] Cf. João, 16: 11

[2] Tiago, 1: 12

                                                      

Texto extraído do Livro:


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terça-feira, fevereiro 20, 2024

sexta-feira, fevereiro 16, 2024

O Sermão do Cenáculo - Pedi o Que Quiseres, e Isso Vos Será Concedido

#Pública








                                                       

Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiseres, e isso vos será concedido. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi, e vos designei para irdes e para que deis fruto, e o vosso fruto permaneça. Assim, o que quer que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos concederá. (João, 15: 7 e 16)

Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiseres, e isso vos será concedido.

Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós… – Jesus aqui completa o que já dissera sobre a opção do discípulo pelo Evangelho.

Em um primeiro momento, o recém-converso permanece fiel aos ensinamentos em uma atitude de fora para dentro. Ele sabe, pelo que já conhece, que é bom a prática evangélica, assim se esforça por vencer suas más tendências e caminhar efetivamente no bem. Com o tempo, a criatura realiza seu amadurecimento e esta se torna uma atitude natural, de dentro para fora; o discípulo já assimilou por completo o que o Mestre lhe ensinara. É nesse momento que as minhas palavras, isto é, as do Cristo, permanecem na intimidade daquele que permanece nelas, e ele, o discípulo, faz-se um também com o Cristo e com Deus.

As portas, a partir daí, abrem-se; e por ter o adepto do Mestre ganho autoridade pela vivência da Lei, ele pode escolher com maior liberdade o seu caminho.

…pedi o que quiseres, e isso vos será concedido. – Atingida esta fase da evolução, em que a criatura vivencia plenamente o Evangelho, em que sua vontade é a mesma que a do Pai, as coisas se tornam mais claras para o Espírito. E, compreendendo melhor a Deus, ele pode coparticipar em um plano maior de consciência de seu destino, e até mesmo do encaminhamento de outros grupos.

Jesus diz: pedi o que quiseres, e isso vos será concedido. Nesse momento, o Espírito já se integrou nas Leis Cósmicas que dirigem o Universo; sua liberdade deixa de ser a liberdade-rebeldia para tornar-se a liberdade-obediência, assim, pode ele pleitear para si o que quiser, pois jamais seu querer irá desarmonizar, já que a unificação é uma realidade de sua vida em todos os planos.

Este é o momento culminante da evolução, é a reintegração da criatura na Unidade Divina.

Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi, e vos designei para irdes e para que deis fruto, e o vosso fruto permaneça. Assim, o que quer que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos concederá.

Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi… – É preciso que analisemos com cuidado essas palavras, a fim de não criarmos suposições falsas a respeito da eleição e da destinação dos Espíritos.

O mestre é que escolhe o discípulo, adverte-nos o professor Pastorino[1], e não o contrário. Podemos querer fazer parte do grupo de seguidores de determinado mestre de uma doutrina, porém, será que ele nos quer como seus seguidores? Será que ele vê em nós condições para tal? É isso o que Jesus quis dizer; em outras palavras, quando o trabalhador está pronto, o serviço aparece.

É lógico que tal eleição tem de passar pela vontade do elemento escolhido, de aderir aos princípios que irá permitir a escolha, porém o tempo em que se efetivará o preparo não nos pertence.

Com este ensinamento, o Senhor mostra ter existido toda uma programação em relação ao cumprimento de sua missão, da escolha de seus companheiros, e que, se quisermos alcançar determinado padrão de conquista, cabe a nós trabalhar em favor de tal desiderato, deixando que a vida, por seu sábio mecanismo de seleção, nos escolha no tempo oportuno para tal realização.

Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi…

Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.[2]

Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.[3]

…e vos designei para irdes e para que deis fruto… – Chegada a essa condição de estarmos aptos a ser pelo Cristo escolhidos, é sinal de que estamos prontos para cumprir nosso objetivo em relação à vida, isto é, darmos frutos.

…e vos designeis, ou ainda, vos nomeei, por merecimento, por conquista realizada. A designação partiu do Cristo ou da consciência superior em nós, que neste momento já se manifesta plena.

para irdes, dinamismo necessário, pois quem já está nesta faixa evolucional sabe que é preciso ir, e não ficar parado; faz-se urgente acolher o bem e trabalhar em parceria com os Auxiliares do Eterno.

…e para que deis fruto… do mesmo modo que uma árvore boa só bons frutos dá, o discípulo que já atingiu essa faixa de maturidade, onde quer que esteja, dá frutos segundo as suas possibilidades. Desta forma, avaliemos o que temos feito com os recursos que já possuímos em favor de uma maior espiritualidade, pois não há como negar, o Cristo já nos designou para um trabalho de maior alcance em favor do Seu Evangelho. Sendo assim, assumamos a nossa responsabilidade, pois se é dever de todos os "homens-árvores" dar frutos, o que não dizer de nós, "homens-árvores" e já cristãos?

…e o vosso fruto permaneça. – Aqui Jesus nos fala sobre a qualidade do fruto a ser dado por aquele que é seu seguidor. Se num primeiro instante Ele fala do dever do cristão de dar frutos, aqui ele elucida, completando, e o vosso fruto permaneça.

Permanecer é continuar a ser, conservar-se. O fruto só permanece, isto é, se conserva enquanto nele existe vida. O mesmo se dará com o fruto produzido pela atitude dos homens; enquanto esta estiver em harmonia com a vontade do Criador, que é amor, será permanente, não perecível, útil em qualquer tempo.

Assim, o Meigo Nazareno propõe, com toda a Sua ciência, que lancemos à vida sentimentos e ações qualificadas pelo amor, pois, por ser de origem divina, será também imperecível.

Assim, o que quer que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos concederá. – Jesus vai expondo sua ideia de forma crescente, mostrando a importância da opção pelo Evangelho e de sua vivência para o bem-estar e o equilíbrio do homem. Chegado o momento em que o ajuste do sentimento humano já é perfeito com a Lei que dirige o cosmos, tudo a ele será concedido, por estar o homem vibrando na mesma faixa que Seu Criador.

Este texto destacado acima repete a mesma ideia de João, 14: 13 e 14 e 15: 7; sendo assim, para não repetirmos desnecessariamente, pedimos ao leitor que volte aos nossos comentários dos versículos citados.

 


[1] Sabedoria do Evangelho, vol. 8, pág. 26.

[2] 1 Coríntios, 3:6.

[3] Mateus, 22:14.


                     



Texto extraído do Livro:



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